A Bahia reduziu os números de acidentes dentro das empresas, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. De acordo com dados do anuário divulgado pelo órgão, entre 2015 e 2017, o índice de ocorrências nas companhias diminuiu mais de 11%, chegando a 16.332 casos no ano passado.
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Para a gerente de Segurança no Trabalho do SESI-BA, Maria Fernanda Torres, a redução é reflexo da política de investimento nas áreas de segurança e saúde dos trabalhadores, adotado pelas empresas locais.
“Eu atribuo a uma maior conscientização por parte das empresas. Com essa sensibilização, com esse entendimento melhor dos empresários, com a questão do investimento em SST (Segurança e Saúde no Trabalho), a gente percebe claramente a redução dos acidentes e de doenças ocupacionais no ambiente de trabalho."
Para o consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento em saúde e segurança para o empregado também ajuda a reduzir os valores de taxas pagas pelas companhias.
“Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair. Então veja que é um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições.”
Em todo o país, o destaque é para o setor industrial. De acordo com a Confederação Nacional de Indústria, a CNI, um dos fatores que mostra o bom desempenho da indústria é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo registraram queda de 21,9%.
Além disso, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em algumas atividades industriais, como a indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016.
A CNI também fez um estudo que aborda o tema. Entre os pontos do balanço, um aponta que é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS.
A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.
Reportagem, Marquezan Araújo