Educação·03 de outubro de 2017

BAHIA: Ensino técnico e profissional aumenta chances de emprego para estudantes, diz especialista

<p><em>A pesquisa revela que a maioria dos jovens do Nordeste, com idade entre 13 e 18 anos, ap&oacute;ia a substitui&ccedil;&atilde;o das mat&eacute;rias tradicionais por profissionalizantes.</em></p>

Por Agência do Rádio
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Com a proposta do novo modelo de Ensino Médio que estimula a educação técnica e profissional, os estudantes poderão ter ainda mais chance de se especializarem na área que desejam atuar e ingressar com mais facilidade no mercado de trabalho.

Atualmente, o estado da Bahia conta com 38 Centros Estaduais de Educação Profissional e 92 escolas de Ensino Médio que também oferecem cursos de Educação Profissional e Tecnológica.
Para o coordenador-geral de Ensino Médio, do Ministério da Educação, Wisley Pereira, incrementar essa nova metodologia ainda no Ensino Médio é fundamental para garantir um futuro profissional melhor para os estudantes.

“Ter outras opções dentro das possibilidades do ensino médio, como o ensino técnico e profissional, é tentar também atender o projeto de vida dos estudantes. Mas isso caberá ao sistema de ensino a produzir um ensino técnico e profissional já na matriz do próprio ensino médio.”

Um levantamento feito pelo Senai aponta que jovens entre 20 e 29 anos que concluíram o ensino médio profissional e não fizeram faculdade possuíam menores taxas de desemprego e maiores salários do que aqueles que concluíram o ensino regular e não tinham curso superior.

As regras sobre a inserção de cursos de educação profissional, inseridas na reforma do Ensino Médio, devem passar a valer a partir de 2021.

O deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), é favorável as mudanças no sistema educacional. Porém o parlamentar entende que deveria ter uma consulta maior à população sobre o assunto.

“Qualquer reforma da educação não pode prescindir de um debate amplo com a sociedade, com os discentes, docentes, técnicos e com o mundo político. Agora, o ensino técnico é sempre algo que deve fazer parte da formação e da educação.”

A pesquisa feita pelo SENAI revelou ainda que a maioria dos jovens da região Nordeste, com idade entre 13 e 18 anos, apóia a substituição das matérias tradicionais por profissionalizantes.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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