Você conhece alguém que usa ou já precisou de muletas? Óculos? Dentadura? Marca-passo? Perna mecânica? Pois é... Esses são alguns dos itens de órteses e próteses oferecidos em mais de 527 tipos de procedimentos utilizados no Sistema Único de Saúde. E a diferença de preços desses insumos pode varia até 990% de uma região para a outra do Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde vai lançar uma nova forma de aquisição que vai reduzir os custos e facilitar a compra desses materiais no SUS, conforme destaca o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
“Certamente economizaremos, no SUS como um todo, alguns bilhões de reais. As órteses e próteses são questões de saúde e, muitas vezes, a demora para a aquisição, em função da exigência da licitação, provoca um atraso no atendimento do paciente. Isso ajuda a agilizar o sistema e a economizar recursos. Até o final de março espero estar oferecendo ao Brasil, esses preços de referência”.
O mercado de órteses, próteses e materiais especiais movimenta 20 bilhões de reais ao ano no Brasil. Cerca de 90% desses materiais são importados. Com o documento será possível igualar os valores de aquisição em todo país e gerar economia aos cofres públicos. Serão várias ações envolvendo órteses e próteses, começando por itens de cardiologia. Depois ortopedia e neurocirurgia. Essas três áreas contemplam 80% da demanda por dispositivos médicos implantáveis de uso mais frequente e que são mais caros. Ata de registro de preços do Ministério da Saúde vai ajudar estados e municípios na aquisição de órteses e próteses. Mas os gestores têm autonomia para comprar o produto que melhor atender a realidade local.
Reportagem, Luiz Philipe Leite.