Sessenta mil pessoas tiveram acesso à arte, ao conhecimento e a educação profissional em Fortaleza e João Pessoa, entre os dias 5 e 18 deste mês, durante o Festival SESI Bonecos do Mundo, o maior festival de teatro de bonecos do Brasil.
Segundo a idealizadora e curadora do Festival, Lina Rosa Vieira, um dos grandes diferenciais é, justamente, o acesso democrático a uma arte “especial, misteriosa e com tanto conteúdo inteligente”.
Como explica Lina, além das apresentações, o público teve acesso a educação profissional.
“Quatro oficinas extraordinárias, com nomes importantes no Brasil e no mundo para formação de novos artistas e ao mesmo tempo de novas companhias e de até novos espetáculos em companhias que já existem, e isso são sementes que ficam para sempre.”
Fortaleza voltou a receber o Festival depois de seis anos da última apresentação no estado. Já João Pessoa, tinha visto o mesmo espetáculo pela última vez em 2008. Sempre gratuito, o Festival é feito por mais de 150 artistas de diversas nacionalidades.
A idealizadora e curadora do Festival, Lina Rosa Vieira, reforça o valor histórico e imaterial presente em cada apresentação que pode ser vista.
“Não existe educação de qualidade onde a cultura não seja elevada como importância. Os principais mestres da educação, os mais respeitados no Brasil e no mundo, falando de Paulo Freire, por exemplo, não existe construção de conhecimento educativo sem a presença intensa da cultura. Então você poder trazer espetáculos que estimulam a inteligência e não estão completos neles mesmos, que o olhar do outro é necessário a partir das suas próprias referências, para que esse espetáculo seja compreendido e completado dentro de cada um.”
Além dos espetáculos e oficinas, que aconteceram entre os dias 5 e 18 de novembro, os espectadores das duas cidades viram uma exposição com quase 300 bonecos. Boa parte deles do acervo de Magda Modesto, umas das maiores pesquisadoras brasileiras sobre o tema.
Reportagem, Camila Costa