Economia - Alimentação·04 de janeiro de 2024

Aracaju é a capital que registrou o menor custo da cesta básica; aponta pesquisa

Em Aracaju, a capital de Sergipe, o custo da cesta básica foi de R$ 516,76 em novembro de 2023. Em São Paulo, o custo do conjunto dos alimentos básicos foi o mais alto, atingindo R$ 749,28

Por Nathália Ramos Guimarães
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Pesquisa apontou preços das cestas básicas nas capitais. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pesquisa apontou preços das cestas básicas nas capitais. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

Entre novembro de 2022 e novembro de 2023, 12 capitais brasileiras apresentaram redução do preço médio da cesta básica. Nos 11 meses de 2023, o custo da cesta diminuiu em todos os municípios. Em Aracaju, o custo da cesta básica foi de R$ 516,76 em novembro de 2023, liderando o ranking de menor valor médio dos itens. Em seguida, ficaram João Pessoa (R$ 548,33) e Salvador (R$ 550,86). As informações são da última Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), divulgada em dezembro passado.

Em São Paulo, capital, o custo do conjunto dos alimentos básicos foi o mais alto, atingindo R$ 749,28, seguido por Florianópolis (R$ 747,59), Porto Alegre (R$ 739,18) e Rio de Janeiro (R$ 728,27). Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os produtos da cesta básica e as quantidades mensais são diferentes e foram definidos pelo Decreto 399 de 1938.

Os itens que compõem a cesta básica são:

  • Carne
  • Leite
  • Feijão
  • Arroz
  • Farinha
  • Batata
  • Legumes (Tomate)
  • Pão francês
  • Café em pó
  • Frutas (Banana)
  • Açúcar
  • Banha/Óleo
  • Manteiga

Nas regiões Norte e Nordeste, a batata não faz parte dos itens.

O economista César Bergo aponta outros fatores que impactam na diferença dos preços. "O distanciamento dos centros de produção acabam comprometendo, em função do custo do frete. O preço do produto é afetado também pelo custo de energia elétrica, que varia de cidade para cidade. Também a questão de impostos, cada estado tem sua alíquota de ICMS, e alguns estados, inclusive, isentam os produtos da cesta básica de impostos", explica.

O economista destaca que São Paulo e Rio de Janeiro são cidades com os maiores centros de consumo, e como a demanda é maior que a oferta, os preços sobem. Além disso, Bergo informa que as capitais do Sul e Sudeste apresentam uma maior renda per capita, o que também contribui para a elevação dos valores.

São Paulo

Em novembro de 2023, o custo da cesta básica na cidade de São Paulo foi o mais elevado entre as 17 capitais pesquisadas, apresentando  uma variação de 1,51% em relação ao mês anterior, outubro. Comparando com novembro de 2022, houve uma diminuição de -4,27% no valor da cesta básica. Ao longo dos 11 meses de 2023, essa mesma cesta apresentou uma queda acumulada de -5,31%.

No acumulado dos últimos 12 meses, houve aumentos nos preços de seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica. O arroz agulhinha teve uma elevação de 27,06%, seguido pelo tomate (12,95%), açúcar refinado (8,64%), pão francês (3,22%), banana (0,44%) e manteiga (0,43%).

Por outro lado, sete produtos registraram redução nos preços médios nesse período. O óleo de soja teve a maior queda, chegando a -31,50%, seguido pelo feijão carioquinha (-15,90%), carne bovina (-11,99%), batata (-11,35%), leite integral (-8,75%), farinha de trigo (-5,66%) e café em pó (-3,24%).

A diretora e roteirista Raíssa Teixeira Ewerton, 26 anos, mora na cidade de São Paulo e afirma que o preço dos alimentos básicos apresentou aumento ao longo de 2023. “Eu percebo que em São Paulo os itens são muito mais caros, relacionados à comida e ao mercado. Eu acho que grãos, arroz, feijão, lentilhas e afins possuem preços mais parecidos, mas laticínios, de modo geral, são mais caros do que em outros estados”, afirma.

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 No acumulado dos últimos 12 meses, houve aumentos nos preços de seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica, como o arroz agulhinha, tomate, açúcar refinado, pão francês, banana e manteiga.

Por outro lado, sete produtos registraram redução nos preços médios nesse período. O óleo de soja teve a maior queda, seguido pelo feijão carioquinha, carne bovina, batata, leite integral, farinha de trigo e café em pó.

Reportagem, Nathália Guimarães

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Nathália Ramos Guimarães