Saúde - Doação de sangue·19 de agosto de 2021

Após queda no índice de doações, Hemorgs realiza campanha para captar mais doadores de sangue e medula óssea

Segundo coordenadora do instituto, as doações podem ser a única chance de cura para pacientes de leucemia, da anemia e de doenças do sistema imune, em geral

Por Luiza AldserFormada em Jornalismo pela Universidade Católica de Brasília - UCB. Luiza tem experiência em televisão, rádio e copywriting. Teve passagem como repórter no SBT e UnB TV, como locutora na Informe Comunicação, bem como redatora na Rádio Nacional de Brasília (EBC). É autora do podcast "Falas do Silêncio: um podcast para dar voz às vítimas de abuso sexual".
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Após queda de 15% no índice de doações de sangue e de medula óssea, o Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul, o Hemorgs, adotou estratégias de divulgação para captar mais doadores no estado. Com a pandemia, muitos doadores deixaram de procurar os hemocentros. É o que aponta a Assistente Social do Hemorgs, Roberta Abbad.

“Quando fazemos campanhas na mídia, rádio ou redes digitais temos um retorno positivo. Na medida em que paramos com as campanhas, as pessoas acham que está tudo bem. Infelizmente agora estamos com o estoque no nível regular. Ainda não está no nível crítico, mas a gente acredita que precisa ter um pouquinho a mais porque todo dia uma pessoa precisa de ajuda”, explicou a coordenadora.

A hemorrede do Hemorgs possui oito hemocentros e dois hospitais que funcionam como unidade de coleta e hemoterapia. O hemocentro coordenador está localizado em Porto Alegre, região que abrange outros 21 municípios, como Novo Hamburgo, Eldorado do Sul, Cachoeirinha, Gravataí e Canoas. Já os hemocentros regionais estão localizados em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa.

Além da doação de sangue, o Hemorgs também realiza cadastro voluntário para doação de medula óssea. Para facilitar a doação, o instituto indica que os voluntários entrem em contato pelo WhatsApp  (51) 98405-4260. Após a pré-triagem, é preciso ir ao hemocentro mais próximo, fazer uma pequena coleta de sangue para verificar o tipo sanguíneo e a provável compatibilidade com algum paciente. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

A unidade sede do Hemorgs está localizada em Porto Alegre, na Avenida Bento Gonçalves. Segundo a assistente social do Hemorgs, Roberta Abbad, o hemocentro auxilia grande parte dos hospitais do estado.

“Nós temos uma abrangência muito grande, o Hemocentro do Estado atende 42 hospitais, dentre eles o HPS Porto Alegre, que é um hospital de traumas. Na região da grande Porto Alegre, temos o apoio do Vale do Paranhana, Taquari e Paraobé, municípios parceiros que captam doadores de sangue e mobilizam as respectivas Secretarias de Saúde com transportes em pequenos grupos para realizarem a coleta de sangue”, explicou Roberta.

Hemocentros regionais

O Hemorgs possui sete hemocentros regionais localizados em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa. As unidades são próximas à região da Campanha Ocidental, do Centro, do Nordeste, Noroeste e do Sudeste Rio-Grandense. Para agendar a doação de sangue ou medula óssea em qualquer uma das unidades, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp (51) 98405-4260. 

O hemocentro regional de Alegrete, por exemplo, localizado na Rua General Sampaio, número 10, realiza coleta de sangue às segundas, terças, quintas e sextas, das 7h30 às 14h30, e às quartas, das 8h às 14h. O cadastro de doador de medula óssea segue os mesmos dias e horários, mas é preciso agendar pelo telefone (55) 3426.4127 ou enviar um e-mail para hemoeste@alegrete.rs.gov.br. O Hemorgs de Alegrete atende a Campanha Ocidental, região que abrange outros nove municípios, tais como Barra do Quaraí, Garruchos, Itaqui, Maçambará e Uruguaiana.

Já o Hemocentro Regional de Caxias do Sul, localizado na rua Ernesto Alves, número 2260, realiza coleta de sangue de segunda a sexta, das 8h30 às 17h, e sábado, das 8h às 12h. O cadastro para doador de medula óssea segue o mesmo horário comercial. Disque (54) 3290.4536/ 3290.4543 ou entre em contato pelo hemocsadm@caxias.rs.gov.br. O Hemorgs de Caxias do Sul atende outros 18 municípios, tais como Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Nova Pádua.

No Rio Grande do Sul, além dos sete hemocentros regionais, há dois hospitais em Porto Alegre que funcionam como unidades de coleta e hemoterapia: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Nossa Senhora da Conceição. Procure a unidade mais próxima de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Para saber mais informações sobre o endereço e horário de funcionamento dos hemocentros de Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa, veja o mapa abaixo.

Braço solidário

Para Marciano Marques, morador do bairro Vila Suíça, no município de Canela, doar medula óssea representa uma oportunidade de salvar vidas. O designer projetista, de 27 anos, tem interesse em doar a medula óssea, mas ainda não encontrou um paciente compatível. Enquanto não encontra uma compatibilidade, Marciano ajuda de outras formas: doando sangue para quem precisa.

“Além de doar sangue, eu decidi doar medula óssea pelo fato de ajudar pessoas que têm alguma doença e estão sem esperança, na procura de um doador. Quem sabe a gente seja compatível com alguém, né? O que me incentiva também é saber que aqui no Brasil nós temos o SUS, que faz esse processo totalmente gratuito e eu posso estar doando minha medula não somente para quem pode pagar, mas para outros que também estão precisando”, comemorou.

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é um ato de amor que pode salvar muitas vidas, “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, afirmou.

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo: 

Laboratório

Inaptidão para doação de sangue

Coronavac

48 horas

Astrazeneca/Oxford/Fiocruz

7 dias

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer

7 dias 

Janssen-Cilag

7 dias

Gamaleya National Center

7 dias 

Fonte: Ministério da Saúde

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal da Secretaria de Estado de Saúde.

Após queda de 15% no índice de doações de sangue e medula óssea, o Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul, o Hemorgs, adotou estratégias de divulgação para captar mais doadores no estado. A hemorrede do Hemorgs possui oito hemocentros e dois hospitais que funcionam como unidade de coleta e hemoterapia. O hemocentro coordenador está localizado em Porto Alegre, região que abrange outros 21 municípios, como Novo Hamburgo, Gravataí e Canoas. Já os hemocentros regionais estão localizados em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa.

Além da doação de sangue, a instituição também realiza cadastro voluntário para doação de medula óssea. Mas, com a pandemia, muitos doadores deixaram de procurar os hemocentros. É o que aponta a Assistente Social do Hemorgs, Roberta Abbad.

TEC./SONORA: Roberta Abbad, Assistente Social do Setor de Captação de Doadores do Hemorgs

“Nós tivemos uma queda de 15 a 20% de candidatos a doação de sangue. A falta de adesão afeta diretamente no tratamento da saúde dessas pessoas que precisam dos hemocomponentes. Quando fazemos campanhas na mídia, rádio ou redes digitais, temos um retorno positivo. Na medida em que paramos com as campanhas, as pessoas acham que está tudo bem. Infelizmente agora estamos com o estoque no nível regular. Ainda não está no nível crítico, mas a gente acredita que precisa ter um pouquinho a mais porque todo dia uma pessoa precisa de ajuda.”

O Hemorgs é responsável pelo abastecimento de grande parte das unidades hospitalares do estado. As doações de sangue e medula óssea coletadas no hemocentro coordenador, por exemplo, atendem 42 hospitais do estado, dentre eles o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, o HPS, principal serviço de emergência e traumas do Rio Grande do Sul. 

Outra frente importante é da mobilização entre os municípios de Vale do Paranhana, Taquari e Paraobé, que captam doadores pela Secretaria de Saúde e oferecem transporte em pequenos grupos para o hemocentro coordenador. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Nossa Senhora da Conceição também auxiliam na coleta de sangue.

Já os hemocentros regionais em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa abrangem a região da Campanha Ocidental, do Centro, do Nordeste, Noroeste e do Sudeste Rio-Grandense. Para agendar a sua doação de sangue ou realizar o cadastro para doação de medula óssea, envie uma mensagem para o WhatsApp (51) 98405-4260.

Para Marciano Marques, morador do bairro Vila Suíça, no município de Canela, doar medula óssea representa uma oportunidade de salvar vidas. O designer projetista, de 27 anos, tem interesse em doar a medula óssea, mas ainda não encontrou um paciente compatível. Enquanto não encontra uma compatibilidade, Marciano ajuda de outras formas: doando sangue para quem precisa.

TEC./SONORA: Marciano Marques, designer

“Pra mim, a importância de doar sangue e medula é salvar vidas, salvar a vida do próximo e ajudar quem mais precisa. Além de doar sangue, eu decidi doar medula óssea pelo fato de ajudar pessoas que têm alguma doença e estão sem esperança, na procura de um doador. Quem sabe a gente seja compatível com alguém, né? O que me incentiva a querer doar também é porque, aqui no Brasil, nós temos o SUS, que faz esse processo totalmente gratuito e eu posso estar doando minha medula não somente para quem pode pagar, mas para outros que também estão precisando.”

Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea no Rio Grande do Sul, envie uma mensagem para o WhatsApp (51) 98405-4260.
 
Reportagem: Luiza Aldser

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Luiza Aldser

Formada em Jornalismo pela Universidade Católica de Brasília - UCB. Luiza tem experiência em televisão, rádio e copywriting. Teve passagem como repórter no SBT e UnB TV, como locutora na Informe Comunicação, bem como redatora na Rádio Nacional de Brasília (EBC). É autora do podcast "Falas do Silêncio: um podcast para dar voz às vítimas de abuso sexual".