Há quatro anos, a cabeleireira Evanilde Lopes de Melo, de 43 anos, foi acometida pela Dengue. Casada e mãe de dois filhos, a moradora do Bairro Jardim Luz relata que sentiu fortes dores no corpo, dor de cabeça e febre. A doença afastou Evanilde do trabalho por três semanas. Para se recuperar, precisou ser internada em função da fraqueza e da indisposição causadas pelo vírus. Preocupada com os filhos, a cabeleireira conta que sempre cuidou para não deixar recipientes com água parada em casa. Infelizmente, ela percebe que os vizinhos não têm a mesma atitude e afirma que pequenas ações poderiam evitar as doenças transmitidas pelo mosquito.
“Evitar água parada. É ter cuidado. Não jogar coisa na rua, tipo copo, garrafa. Eu mesma falo para os meus filhos não fazerem isso e eles já sabem que não pode. Que aí chove e vai prejudicar. Pode ser um familiar da gente, um conhecido da gente, a gente tem que pensar também assim, né?”
O coordenador geral de Dengue da Secretaria da Saúde de Goiás, Murilo do Carmo, afirma que o Poder Público, sozinho, não consegue evitar a proliferação do mosquito. Como 80% dos depósitos são encontrados dentro das casas, é fundamental que a população entenda a importância da sua participação nesse enfrentamento.
“A população precisa ajudar o Poder Público e a população precisa tirar seus dez minutos por semana pra olhar a calha, olhar o degelo da geladeira, tampar os ralos que não são utilizados. Aqueles imóveis que tão pra ser alugados, que estão em desuso, é preciso que tenha uma observância maior. Fechar os ralos, fechar os vasos sanitários. Redobrar o cuidado e a atenção e ser veemente em evitar água parada. São situações rotineiras, são situações simples que o Poder Público não tem condição de fazer de sete em sete dias, que é o ciclo do mosquito. Isso cabe ao morador, que precisa se transformar em verdadeiro agente de saúde.”
Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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