Saúde·10 de junho de 2020

Banco de Leite Humano de Anápolis (GO) registra queda de 24% nas doações

A exemplo do que ocorre na maioria dos Bancos de Leite Humano (BLH) do estado de Goiás, a unidade Elaine Miriam de Oliveira, em Anápolis, registrou queda nas doações de leite materno este ano

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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A exemplo do que ocorre na maioria dos Bancos de Leite Humano (BLH) do estado de Goiás, a unidade Elaine Miriam de Oliveira, em Anápolis, registrou queda nas doações de leite materno este ano. Entre janeiro e abril, as doações de leite materno caíram 24% na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é da coordenação local do banco. 

Em Goiás, apenas o Hospital Materno Infantil (HMI) de Goiânia registrou aumento no número de doadoras de leite materno. A queda no número de doações tem relação com os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus, segundo Raquel de Castro Rodrigues, coordenadora do BLH Elaine Miriam de Oliveira. 

Diante desse cenário, a coordenadora faz um apelo às mães lactantes da cidade e que podem ser doadoras de leite materno, que entrem em contato com o Banco de Leite Humano. A gestora reforça que o leite materno é fundamental para garantir a sobrevida dos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais 

“O leite materno contém tudo o que o bebê precisa e na concentração certa de vitaminas, aminoácidos, gordura, proteína. [O leite] Tem um elemento ouro que nenhum outro leite tem, que são os anticorpos, que é o que garante proteção para o bebê, principalmente nos primeiros meses de vida.”

Um grande exemplo de solidariedade vem da professora Bianca Ferro, 33. A moradora do DF se tornou doadora assídua de leite materno. Após dias difíceis sem conseguir amamentar a pequena Marcela depois do parto, ela precisou da ajuda de um Banco de Leite Humano. Hoje, ela contribui e incentiva outras mulheres a doar. 

“Incentivei muitas mães a fazerem isso [doar leite]. Todas as minhas amigas que viram a dificuldade que eu tive, repassam para outras mães. Doe leite materno, porque os bebês precisam. Se você doar um pouquinho, já está ajudando muito os bebês, porque tem bebê na UTI Neonatal que mama 10 ml. Faça sua parte. Doe amor, doe vida. É muito bom.”

O Banco de Leite Humano Elaine Miriam de Oliveira faz coleta de leite materno presencialmente, de segunda à sexta-feira, das sete da manhã às cinco da tarde. O banco está localizado no Bairro São Joaquim, Praça Martins, Avenida Cachoeira Dourada. A unidade também disponibiliza uma equipe que faz a coleta em domicílio, por agendamento. Para doar, basta ligar para o telefone 0800-6463223. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

LOC.: A exemplo do que ocorre na maioria dos Bancos de Leite Humano (BLH) do estado de Goiás, a unidade Elaine Miriam de Oliveira, em Anápolis, registrou queda nas doações de leite materno este ano. Entre janeiro e abril, as doações de leite materno caíram 24% na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é da coordenação local do banco. 

Em Goiás, apenas o Hospital Materno Infantil (HMI) de Goiânia registrou aumento no número de doadoras de leite materno. A queda no número de doações tem relação com os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus, segundo Raquel de Castro Rodrigues, coordenadora do BLH Elaine Miriam de Oliveira. 

Diante desse cenário, a coordenadora faz um apelo às mães lactantes da cidade e que podem ser doadoras de leite materno, que entrem em contato com o Banco de Leite Humano. A gestora reforça que o leite materno é fundamental para garantir a sobrevida dos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais 

TEC./SONORA: Raquel de Castro Rodrigues, coordenadora do BLH Elaine Miriam de Oliveira

“O leite materno contém tudo o que o bebê precisa e na concentração certa de vitaminas, aminoácidos, gordura, proteína. [O leite] Tem um elemento ouro que nenhum outro leite tem, que são os anticorpos, que é o que garante proteção para o bebê, principalmente nos primeiros meses de vida.”

LOC.: Um grande exemplo de solidariedade vem da professora Bianca Ferro, 33. A moradora do DF se tornou doadora assídua de leite materno. Após dias difíceis sem conseguir amamentar a pequena Marcela depois do parto, ela precisou da ajuda de um Banco de Leite Humano. Hoje, ela contribui e incentiva outras mulheres a doar. 

TEC./SONORA: Bianca Ferro, mãe.

“Incentivei muitas mães a fazerem isso [doar leite]. Todas as minhas amigas que viram a dificuldade que eu tive, repassam para outras mães. Doe leite materno, porque os bebês precisam. Se você doar um pouquinho, já está ajudando muito os bebês, porque tem bebê na UTI Neonatal que mama 10 ml. Faça sua parte. Doe amor, doe vida. É muito bom.”

LOC.: O Banco de Leite Humano Elaine Miriam de Oliveira faz coleta de leite materno presencialmente, de segunda à sexta-feira, das sete da manhã às cinco da tarde. O banco está localizado no Bairro São Joaquim, Praça Martins, Avenida Cachoeira Dourada. A unidade também disponibiliza uma equipe que faz a coleta em domicílio, por agendamento. Para doar, basta ligar para o telefone 0800-6463223. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.