Meio Ambiente - Amazônia Legal·03 de novembro de 2026

Amazônia: proposta prevê reduzir dependência de combustíveis fósseis nos sistemas isolados

Ministério de Minas e Energia propõe reduzir em até 73,3% o consumo de combustíveis fósseis até 2035; consulta pública recebe contribuições até 11 de novembro

Por Viviane BessaViviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu consulta pública sobre a proposta de metas do Programa Energias da Amazôniapara 2030 e 2035. A iniciativa busca ampliar o uso de fontes renováveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diminuir os custos de geração de energia elétrica na Amazônia Legal.

A proposta estabelece uma redução de 70,2% no consumo de combustíveis fósseis até 2030 e de 73,3% até 2035 nos Sistemas Isolados. O documento também prevê diminuir asemissões de gases de efeito estufa em 65,7% até 2030 e 75,9% até 2035.

Em relação aos custos totais de geração de energia elétrica, a meta é alcançar uma redução de 55,5% até 2030 e de 60,1% até 2035.

Atualmente, muitas localidades atendidas pelos Sistemas Isolados dependem de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis. Esse modelo apresenta custos operacionais elevados, dificuldades logísticas para o abastecimento e maiores emissões de gases de efeito estufa.

Para mudar esse cenário, o programa prevê a substituição gradual dessa matriz energética por fontes renováveis, sistemas híbridos de geração, armazenamento de energia e ampliação das conexões com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Consulta pública e definição das metas

A proposta foi elaborada com base em estudos daEmpresa de Pesquisa Energética (EPE) e em análises de investimentos realizadas pelaFSET Consultoria. Os trabalhos avaliaram diferentes cenários de expansão das fontes renováveis, implantação de sistemas híbridos, armazenamento de energia e interligações ao SIN.

Entre os fatores que podem dificultar o cumprimento das metas estão atrasos na implantação de interligações elétricas, desafios logísticos para a execução de obras em áreas remotas e disponibilidade de investimentos para projetos de infraestrutura energética. Também foram apontados possíveis impactos relacionados à expansão das fontes renováveis, aos sistemas de armazenamento e a mudanças nas regras de contratação dos Sistemas Isolados.

A consulta pública busca ampliar a transparência e permitir a participação de representantes do setor elétrico, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, comunidades locais e demais interessados.

As contribuições podem ser enviadas até 11 de novembro de 2026, por meio do portal do Ministério de Minas e Energiae da plataformaBrasil Participativo.

Após o encerramento da consulta, o ministério analisará as sugestões recebidas e encaminhará a versão consolidada da proposta ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), responsável pela decisão final sobre as metas do programa.

O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública sobre as metas do Programa Energias da Amazônia para 2030 e 2035.

A proposta prevê reduzir o consumo de combustíveis fósseis nos Sistemas Isolados em 70,2% até 2030 e 73,3% até 2035.

O programa também estabelece metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e dos custos de geração de energia elétrica.

A iniciativa prevê ampliar o uso de fontes renováveis, investir em armazenamento de energia e expandir as conexões com o Sistema Interligado Nacional.

As contribuições podem ser enviadas até 11 de novembro, pelo portal do Ministério de Minas e Energia e pela plataforma Brasil Participativo. Depois, a proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética.

As informações são do Ministério de Minas e Energia.

Reportagem, Viviane Bessa.
 

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Viviane Bessa

Viviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.