No ano passado, o Amazonas registrou mais de três mil casos de Tuberculose. O número é alarmante. Os amazonenses devem ficar atentos, principalmente porque, em 2016, o estado apresentou a maior taxa de mortalidade da doença no País, sendo de aproximadamente 4 a cada 100 mil casos. A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Marlúcia Garrido, lembra que a Tuberculose tem cura, desde que o tratamento não seja interrompido. No estado, a taxa de abandono é de 11,4%, uma das maiores do Brasil.
“As bactérias não são eliminadas facilmente. O tratamento mínimo da Tuberculose é de seis meses. Se a pessoa não tomar a medicação corretamente, na dose certa, ela pode favorecer a resistência das bactérias no tratamento, e se tornar mais resistente. Ele passa a ser um outro esquema de tratamento, de dois anos no mínimo, e que inclui medicação injetável. Ou seja, um tratamento mais difícil. Outro problema maior ainda é que ele pode continuar transmitindo pra outras pessoas e, inclusive, transmitir bactérias resistentes que faz com que as pessoas que adoecerem de bactérias resistentes não se curam em seis meses. Vão fazer outro esquema de tratamento mais difícil, mais complexo e mais doloroso inclusive.”
Em homenagem ao Dia Mundial do Combate a Tuberculose, celebrado no dia 24 de março, desde o início do mês todos os municípios do estado estão realizando campanhas de conscientização, para alertar a população sobre os perigos da doença. E essas campanhas têm contribuído para salvar vidas. Um exemplo é o do morador de Manaus, funcionário público, de 54 anos, que preferiu não se identificar por medo de sofrer preconceito devido ao tabu que se tem com a doença. Ele explica que só descobriu que estava infectado devido às campanhas.
“Eu estava com uma tosse, uma tosse que não passava. Já estava com uns dois pra três meses. E aí houve uma palestra na escola sobre a Tuberculose. Lá eu conheci os sintomas da Tuberculose e eu fiquei preocupado com aquela febre. Com aquela tosse, na verdade. A tosse é um dos principais sintomas, né? Uma tosse prolongada, por muito tempo. E aí eu procurei a doutora e ela me deu assistência. Fizemos o exame de escarro e ai, infelizmente, ou felizmente, porque foi uma coisa até bem no início, foi confirmado realmente que eu estava com dois bacilos. E ai nós começamos o tratamento.”
Ele conta ainda que, depois que foi diagnosticado, toda sua família precisou fazer os exames para checar se mais alguém havia sido contagiado. Mas, por sorte, apenas ele foi infectado. A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Marlúcia Garrido, destaca que, nos primeiros sinais dos sintomas, os pacientes devem procurar atendimento médico. Isso porque, se chegar aos estágios mais avançados, como escarrar sangue, o paciente pode ficar com sequelas para sempre. Fique ligado! Tossiu por mais de três semanas, tá suando demais a noite, perdendo peso? Corra para a unidade de saúde mais próxima! Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações acesse saude.gov.br.