Educação·25 de fevereiro de 2019

Alunos de Boa Vista criam jogo interativo para cuidar do psicológico de astronautas

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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“Não adianta o físico estar perfeito, se o psicológico está abalado.” Após escutar essa frase de uma educadora física, alunos do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI) de Boa Vista, município de Roraima, não tiveram mais dúvidas: deveriam criar uma solução para melhorar o psicológico dos astronautas, que ficam longos tempos longe de amigos e familiares. Inscrita no Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro, a equipe denominada “I, Robot” participará pela primeira vez de uma etapa nacional e espera levar um bom resultado de volta para Boa Vista.

A competição é realizada no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. E foi pensando na resistência psicológica a que os astronautas são expostos que a equipe chegou a conclusão que deveria criar algo que amenizasse a angústia da distância, para que os astronautas pudessem manter também em dia a saúde física. 

O capitão da equipe, o estudante Luciano Sampaio, 11 anos, conta que o grupo já pensava em trabalhar com realidade virtual e, durante as pesquisas, perceberam que atacar o social era mais relevante. Foi assim que eles criam o Projeto Teletransporte, um jogo que permitirá astronautas interagirem com pessoas na Terra. “Todos nós, juntos, tivemos vários cursos sobre realidade virtual, na internet, presenciais, e com isso já queria criar um jogo para ajudar o astronauta, mas não saiba sobre o que o jogo iria se tratar. Depois de várias entrevistas, com uma educadora física, aprendemos que não adiantava o astronauta ter o físico perfeito, mas o psicológico abalado. Tivemos ideia para que ele tivesse uma interação social com seus amigos e familiares, e, no caso, como utilizamos no jogo, com seu filho”, explica Luciano.

O garoto, apesar de jovem, já sabe por onde quer seguir profissionalmente e já contabiliza os ganhos, principalmente, pessoais, por participar de um torneio como esse. “Sinceramente, acho que nosso projeto é muito bom e que temos grandes chances de conseguir uma boa vaga lá e tenho uma grande expectativa. Acho que esse torneio pode me ajudar muito na minha vida, pois pretendo trabalhar na parte da engenharia mecatrônica e é por ai que se começa, pelo básico. E também pois lá não é só robótica que se aprende lá, se aprende muito mais, valores que você utiliza na vida, como o trabalho em equipe”, afirma o estudante.

A treinadora da equipe, Keila Costa de 28 anos, já participou do Torneio, no entanto, como jurada. Esta será a primeira vez que ela irá junto de uma equipe, como competidora. “Entrei aqui por meio de um convite para trabalhar com Lego. Abracei a causa, estudei muito, me dediquei muito tempo e foi a partir daí que passei a ser amante das pecinhas de lego”, lembra a instrutora de Robótica. Segundo Keila, muitos desafios surgiram pelo caminho, como a distância da cidade, a falta de especialistas próximos, mas nada foi capaz de parar o desejo do grupo de se superar. “Vamos para competir, porém vamos para nos divertir, vamos para aprender, conhecer pessoas , criar um network e estou muito feliz com essa oportunidade”, comemorou.

Ciência e tecnologia

O Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.
 

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O Torneio de Robótica é realizado no Brasil há mais de 10 anos, em cima do programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Este ano, o tema do torneio é Into Orbit e os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas.

Reportagem, Camila Costa
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.