Economia - Educação·04 de novembro de 2026

Alta nos recursos do Fundeb para municípios exige cautela, alerta CNM

Proposta orçamentária de 2027 prevê R$ 74,6 bilhões, mas parte do aumento decorre de uma mudança na classificação das transferências da União

Por Marquezan AraújoFormado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

A complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinada aos municípios deve passar de R$ 58,4 bilhões em 2026 para R$ 74,6 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

Embora represente um crescimento de 27,6%, um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que o índice exige cautela, já que o aumento é reflexo de uma mudança na classificação orçamentária das verbas entre estados e municípios.

Reclassificação orçamentária

De acordo com a CNM, cerca de R$ 11,5 bilhões da dotação de 2026 foram registrados como transferências aos estados e ao Distrito Federal. Já na proposta de 2027, toda a complementação foi classificada na modalidade de transferências aos municípios. Essa alteração técnica impacta diretamente o crescimento de R$ 16,2 bilhões registrado na tabela orçamentária para a ação referente à complementação da União.

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O estudo reforça que o avanço não decorre de uma nova etapa de aumento na participação da União. O piso constitucional de 23% de complementação, estabelecido pela Emenda Constitucional 108/2020, atinge seu teto em 2026 e se mantém a partir daí. Portanto, a alta nominal na rubrica municipal não deve ser interpretada integralmente como "dinheiro novo" no caixa das prefeituras.

Distinção de ações no orçamento

O levantamento da CNM utiliza valores correntes (sem desconto da inflação) e compara a dotação atualizada de 2026 com os números iniciais da proposta de 2027. O documento não traz recortes detalhados por município ou por rede de ensino.

A tramitação do PLOA 2027 pode ser acompanhada diretamente no portal do Congresso Nacional.

A previsão de aumento nos recursos do Fundeb destinados às prefeituras no Orçamento de 2027 exige atenção. Segundo estudo da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, a verba deve chegar a SETENTA E QUATRO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS na proposta para o ano que vem.

O valor representa uma alta nominal de VINTE E SETE VÍRGULA SEIS POR CENTO em relação ao Orçamento deste ano. No entanto, a alta se deve a uma mudança técnica na classificação das verbas. Em 2026, mais de ONZE BILHÕES DE REAIS eram contabilizados como repasses para os estados e o Distrito Federal. Já no projeto de 2027, todo esse recurso foi registrado diretamente como repasse para os municípios.

Por conta dessa alteração, o crescimento que aparece nos números oficiais não pode ser tratado como "dinheiro novo" para as prefeituras. A CNM lembra ainda que não há aumento no percentual de participação da União: o teto constitucional de VINTE E TRÊS POR CENTO é atingido em 2026 e se mantém a partir daí.

O estudo da entidade compara os valores sem descontar a inflação e não detalha repasses por cidade ou rede de ensino. A tramitação do Orçamento de 2027 pode ser acompanhada no portal do Congresso Nacional.
 

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Sobre a repórter

Marquezan Araújo

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.