Em 2014, a técnica de enfermagem Maria José de Andrade Silva, de 52 anos, foi diagnosticada com Dengue. Viúva e mãe de três filhos, ela conta que começou a sentir fraqueza enquanto trabalhava, e procurou o atendimento médico. Como ainda não suspeitavam da doença, Maria José foi aconselhada a voltar para casa e repousar. A moradora da Rua Belarmino Costa, em Alagoinha, relata que os sintomas foram se agravando.
“Eu não conseguia comer, eu não conseguia beber nada. Quando foi no outro dia, eu vim trabalhar. Quando eu cheguei pra trabalhar, que eu estava trocando de roupa, eu levantei a minha roupa e vi meu corpo todo pintado. Parecia sarampo, aí eu disse “oxente, eu acho que é uma alergia que eu tô”. Aí cheguei aqui contando à médica. A médica foi e passou um remédio de alergia pra mim. Só que não foi alergia e eu fiquei piorando, piorando. Fui ao médico, tomei soro, foi quando ele disse que era Dengue.”
O coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária e Doenças Transmitidas pelo Aedes, Divino Valero, afirma que a participação da sociedade é fundamental para combater o mosquito. Ele recomenda que cada pessoa tire dez minutos por dia para fiscalizar o seu domicílio. É importante verificar se no quintal tem algum recipiente acumulando água e manter a casa arejada. Considerando a situação de seca e o racionamento em Alagoinha, os moradores devem verificar se os reservatórios de água estão cobertos adequadamente.
“Somente com a participação direta da sociedade, nós vamos conseguir controlar cada vez melhor essa questão dos mosquitos. Até porque, 80% dos depósitos dos mosquitos são encontrados nos domicílios, nos quintais e dentro das casas. Então, é preciso, é fundamental, é muito importante que a população nos ajude no controle desse vetor.”
Com medidas simples, você pode impedir que o vetor se prolifere. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
#combateaedes