Brasil·30 de outubro de 2018

ALAGOAS: Aumento da produtividade está relacionado a investimento em saúde e segurança no trabalho

<p>Entre 2015 e 2017, o &iacute;ndice de acidentes do trabalho no estado reduziu aproximadamente 18%</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo



O investimento nas áreas de saúde e segurança no trabalho é fundamental para promover o aumento da satisfação do empregado e, consequentemente,da produção de uma empresa. Essa é a avaliação do engenheiro de SST do SESI Alagoas, Alexandre Calzado.

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De acordo com ele, as empresas que fazem investimentos em Segurança e Saúde no Trabalho possuem vantagens perante àquelas que não dão a devida importância ao tema. “Por exemplo, só com gestão de riscos é possível diminuir alguns custos de folha de pagamento preconizados na legislação trabalhista, como adicionais de insalubridade e periculosidade”, afirma.

O estado de Alagoas tem seguido em direção à redução de acidentes dentro das companhias ao longo dos anos. Por meio de uma política de conscientização, as empresas locais elevaram os programas que promovem a segurança do colaborador o ambiente de trabalho.

O resultado disso é apresentado em dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev). As informações revelam que, no estado, entre 2015 e 2017, o índice de acidentes do trabalho reduziu aproximadamente 18%, chegando a 4.051 ocorrências no último ano. Em Alagoas, a taxa de incidência era de 18,30 a cada mil vínculos empregatícios em 2013. Já em 2016, esse número caiu para 12,36.

Ainda segundo Alexandre Calzado, o investimento em saúde e segurança no trabalho ajuda a reduzir custos oriundos da legislação previdenciária, como pagamento de alíquotas referentes á aposentadoria especial. “É possível reduzir custos através da gestão do FAP - Fator Acidentário de Prevenção”, destaca.

Na avaliação do consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento em SST pode significar, além da redução do impacto previdenciário, a diminuição de taxas pagas pelas empresas. “Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair”, afirma.

“É um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições”, completa Vendrame.

Segundo dados de uma pesquisa feita Serviço Social da Indústria (SESI), de 500 médias e grandes empresas ouvidas no balanço, 48% delas acreditam que ações para aumentar a segurança no ambiente laboral e promover a saúde de trabalhadores reduzem as faltas ao trabalho. Para 43,6%, esses programas aumentam a produtividade e 34,8% apontam que essas ações diminuem despesas.

Setor da Indústria

De acordo com Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, o setor industrial se mostrou eficaz na redução do número de acidentes de trabalho. Os últimos dados da SPrev revelam que em algumas atividades industriais, como a indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016. Na extrativista o recuo foi de 33,6%.

Além disso, entre 2007 e 2015, a taxa acidentária (típicos apenas) apresentou recuou de 27,9%. Outro fator que mostra o bom desempenho da indústria é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo registraram queda de 21,9%.

O assunto também é abordado em estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto, que é composto por um grupo de propostas encaminhado, antes das eleições, aos candidatos à Presidência da República, recomenda uma discussão sobre o investimento em segurança e saúde no trabalho.

De acordo com o balanço, é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS. A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.
 

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