Saúde·20 de fevereiro de 2020

ALAGOAS: 11 municípios têm risco de surto de dengue; secretaria de saúde intensifica ações de combate ao Aedes

Os mais de 1,6 mil agentes de endemias espalhados pelos municípios alagoanos trabalham com ações educativas durante as visitas residenciais.

Por Agência do Rádio
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Alagoas está entre os estados brasileiros que podem ter surto de dengue este ano, de acordo com a previsão do Ministério da Saúde. E a Secretaria de Estado da Saúde já iniciou as ações de combate ao Aedes aegypti.

No estado, há 11 municípios com altos Índices de Infestação Predial, segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). E isso os coloca em situação de risco de surto para dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes. 

São eles: Senador Rui Palmeira, Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Igaci, Maribondo, Taquarana, Craíbas, Coité do Nóia, Carneiros, São Sebastião e Arapiraca. 
Outros 51 municípios estão em situação de alerta e 40 com índice satisfatório. 

O gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Diego Pereira, conta que o estado tem acompanhado de perto esses municípios e prestado o apoio necessário com cooperação técnica e capacitação de novos profissionais para evitar o aumento de criadouros do mosquito. 

“Esses municípios que estão em situação de alerta e em situação satisfatória não podem relaxar. Eles precisam mesmo diante da situação do LIRAa estar em alerta também. Então, abram suas casas e deixem os agentes de endemia fazerem os seus trabalhos.”

Os mais de 1,6 mil agentes de endemias espalhados pelos municípios alagoanos trabalham com ações educativas durante as visitas residenciais. Além disso, desenvolvem pesquisas e tratamento de eliminação de larvas e criadouros. 

O tipo da dengue que mais circulou em Alagoas, no ano passado, foi o sorotipo 1. Segundo o Ministério da Saúde, neste ano, o risco está relacionado ao sorotipo 2, um vírus que não circulou muito pelo Nordeste nos últimos anos, por isso a população pode estar mais suscetível a ser infectada, segundo Cláudio Maierovitch, sanitarista da Fiocruz Brasília. 

“Ele [sorotipo 2], há alguns anos, não circulava com muita intensidade pelo país e voltou a circular. E como ele estava distante muita gente era suscetível e não tinha imunidade contra ele. Tudo indica que a epidemia que foi grande em 2019 deverá continuar em 2020.” 

Em 2019, Alagoas registrou mais de 27 mil casos prováveis de dengue, 2.514 de chikungunya e 1.134 de zika. Neste ano, até 18 de janeiro, foram notificados 69 casos de dengue e dois de Chikungunya. Não há notificações de zika, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Alagoas está entre os estados brasileiros que podem ter surto de dengue este ano, de acordo com a previsão do Ministério da Saúde. E a Secretaria de Estado da Saúde já iniciou as ações de combate ao Aedes aegypti.

No estado, há 11 municípios com altos índices de infestação predial, segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). E isso os coloca em situação de risco de surto para dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes. 

São eles: Senador Rui Palmeira, Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Igaci, Maribondo, Taquarana, Craíbas, Coité do Nóia, Carneiros, São Sebastião e Arapiraca. 
Outros 51 municípios estão em situação de alerta e 40 com índice satisfatório. 

O gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Diego Pereira, conta que o estado tem acompanhado de perto esses municípios e prestado o apoio necessário com cooperação técnica e capacitação de novos profissionais para evitar o aumento de criadouros do mosquito. 

TEC./SONORA: Gerente de Vigilância e Controle de doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Diego Pereira

“Esses municípios que estão em situação de alerta e em situação satisfatória não podem relaxar. Eles precisam mesmo diante da situação do LIRAa estar em alerta também. Então, abram suas casas e deixem os agentes de endemia fazerem os seus trabalhos.”

 Os mais de 1,6 mil agentes de endemias espalhados pelos municípios alagoanos trabalham com ações educativas durante as visitas residenciais. Além disso, desenvolvem pesquisas e tratamento de eliminação de larvas e criadouros. 

O tipo da dengue que mais circulou em Alagoas, no ano passado, foi o sorotipo 1. Segundo o Ministério da Saúde, neste ano, o risco está relacionado ao sorotipo 2, um vírus que não circulou muito pelo Nordeste nos últimos anos, por isso a população pode estar mais suscetível a ser infectada, segundo Cláudio Maierovitch, sanitarista da Fiocruz Brasília. 

TEC./SONORA: sanitarista da Fiocruz Brasília, Cláudio Maierovitch

“Ele [sorotipo 2], há alguns anos, não circulava com muita intensidade pelo país e voltou a circular. E como ele estava distante muita gente era suscetível e não tinha imunidade contra ele. Tudo indica que a epidemia que foi grande em 2019 deverá continuar em 2020.” 

Em 2019, Alagoas registrou mais de 27 mil casos prováveis de dengue, 2.514 de chikungunya e 1.134 de zika. Neste ano, até 18 de janeiro, foram notificados 69 casos de dengue e dois de Chikungunya. Não há notificações de zika, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

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