Política·24 de junho de 2019

AGENDA: Câmara se prepara para discutir Lei de Licitações e Brasoduto

Prioridades da bancada ambientalista também estão na lista de propostas para serem apreciadas nesta semana

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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A Nova Lei de Licitações voltará à pauta da Câmara dos Deputados nesta semana. Se aprovado, o projeto unificará normas em vigor e revogará a atual Lei de Licitações e Contratos, além da Lei do Pregão e o Regime Diferenciado de Contratações, conhecido como RDC. O objetivo é desburocratizar e trazer mais eficiência às normas desse tipo de processo no país. A sessão no Plenário da Câmara está agendada para as 14 horas de terça-feira (25).

A Constituição Federal obriga o poder público a fazer licitação quando precisa contratar obras, serviços ou fazer compras. Segundo o advogado e professor Murilo Jacoby, a alteração prevista na nova lei de Licitações traz mais segurança jurídica. “Hoje, o gestor público tem a loucura de conhecer três leis, cinco decretos, dezenas de instruções normativas, centenas de jurisprudências de decisões especiais que dificultam o gestor público de saber o que é certo na hora de licitar”, aponta Jacoby.

De acordo com o texto do relator, deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), o administrador poderá contar com modalidades de licitação diferentes das atuais, e a inversão de fases passa a ser a regra: primeiro se julga a proposta e depois são cobrados os documentos de habilitação do vencedor. A proposta estabelece um período de transição, permitindo aos órgãos usarem a lei atual (8.666/93) por até dois anos.

Regime de urgência

Tramitando em caráter de urgência na Câmara, o Projeto de Lei nº 10.985/2018 deve voltar à pauta da Comissão de Minas e Energia ainda nesta semana. O parecer foi apresentado na sessão da última terça-feira (18) pelo relator do projeto, deputado Benes Leocádio (PRB-RN), no entanto, durante a fase de discussão, foi apresentado - e aprovado - requerimento de adiamento das discussões. O projeto deve ser analisado novamente em um prazo de duas sessões.

O PL trata sobre a criação do Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e Escoamento da Produção (Brasduto), com o objetivo de expandir o sistema de dutos de gás natural para todas as capitais. O texto determina que uma parte dos recursos que iriam para o Fundo Social do Pré-Sal seja usada para expandir a rede de gasodutos no país. O dinheiro desse fundo é destinado a programas nas áreas de combate à pobreza, como educação, cultura e saúde pública.

O projeto prevê ainda a criação de uma regra que prevê a indenização ao consumidor que for prejudicado por interrupções de energia elétrica acima do previsto pelos indicadores de qualidade do serviço prestado. Segundo o relator, o projeto é importante para que seja implantada uma regra que garanta equidade aos participantes do mercado de setor elétrico do país, eliminando desestímulos e garantindo suprimentos para o futuro.

“Questões oportunas e de grande relevância para o setor elétrico nacional. Pertinente incluir nas normas legais multa à distribuidora de energia elétrica que fizer interrupções acima do limite máximo estabelecido pelo órgão regulador para os indicadores de qualidade do serviço. O texto avança em relação às normas atuais emitidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quando exige autorização de ferramentas que permitam a autoria dos indicadores de qualidade independentemente das informações fornecidas pelas distribuidoras, o que propicia maior confiabilidade a esses dados”, explica Benes.

Brumadinho

Consideradas prioritárias pela bancada ambientalista e pela comissão externa de Brumadinho, também podem ser votados o PL 466/15, que adota medidas para garantir a circulação de animais silvestres e reduzir acidentes com eles em rodovias e ferrovias; o PL 6969/13, que cria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), conhecida como “Lei do Mar”, e o PL 550/19, que estabelece maior controle sobre barragens, endurece penas em caso de crimes ambientais que causem mortes e torna mais rígidas as regras de responsabilização civil e administrativa dos causadores de tragédias como as de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

Duas medidas provisórias (MPs) também estão na pauta de votação da terça-feira. A MP 876/19 simplifica a abertura e o fechamento de empresas.Já a MP 878/19 prorroga contratos temporários de pessoal no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Brumadinho

Consideradas prioritárias pela bancada ambientalista e pela comissão externa de Brumadinho, também podem ser votados o PL 466/15, que adota medidas para garantir a circulação de animais silvestres e reduzir acidentes com eles em rodovias e ferrovias; o PL 6969/13, que cria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), conhecida como “Lei do Mar”, e o PL 550/19, que estabelece maior controle sobre barragens, endurece penas em caso de crimes ambientais que causem mortes e torna mais rígidas as regras de responsabilização civil e administrativa dos causadores de tragédias como as de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

Duas medidas provisórias (MPs) também estão na pauta de votação da terça-feira. A MP 876/19 simplifica a abertura e o fechamento de empresas.Já a MP 878/19 prorroga contratos temporários de pessoal no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.