Um dia após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil, a agência de classificação de risco diminuiu as notas de instituições financeiras e seguradoras nesta sexta-feira (12). Entre os bancos avaliados estão a Caixa Econômica, o Itaú, o Bradesco e o BNDES.
Na visão de especialistas, isso não significa que as instituições financeiras estão com grandes problemas, já que apenas poderão deixar de receber alguns investimentos internacionais. É o que explica o economista e ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni.
“Na verdade, a nota de crédito dessas agências de classificação de risco serve como referência para investidores institucionais. Por exemplo, fundo de pensões internacionais, fundo soberanos, que definem se a qualidade do risco permite ou não eles investirem em determinados países.”
Diante da situação, algumas instituições financeiras começaram a se movimentar para pagar débitos. É o caso, por exemplo, do BNDES. Nesta quinta-feira (11), o diretor do Banco, Carlos da Costa, afirmou que a instituição financeira pretende devolver R$130 bilhões ao Tesouro Nacional ainda este ano.
Carlos da Costa disse ainda que a empresa trabalha com o intuito de ver o Brasil crescer e que não há país que se desenvolva com as contas desequilibradas.
A nota do Brasil foi rebaixada pela agência de "BB" para "BB-". Entre os principais fatores que pesaram na avaliação estão o atraso para votar a reforma da Previdência e as incertezas sobre as eleições para presidente em outubro deste ano.
Com a colaboração de Marquezan Araújo, reportagem, Jalila Arabi