Agronegócios·27 de agosto de 2018

AGÊNCIA ENTREVISTA (2): Presidente da CNA defende política voltada para o agronegócio

<p>Entrevista com Jo&atilde;o Martins, presidente da CNA</p>

Por Agência do Rádio
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Olá, estamos de volta com o Agência Entrevista. Meu nome é Raphael Costa e estamos entrevistando hoje o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

Atualmente, no Congresso Nacional, temos a bancada ruralista e a Frente Parlamentar da Agropecuária, que tratam dessas questões no ambiente político. Qual é o diálogo da CNA com esses representantes e como o senhor avalia o trabalho deles até agora?

“A Frente e a CNA quase se confundem. Porque o foco da CNA está na elaboração técnica das reivindicações. Ela é a caixa de ressonância do produtor. Somos nós que temos que levar à Frente Parlamentar quais são os anseios e problemas que precisam ser resolvidos a nível de Congresso do nosso setor. Eu canso de dizer que, principalmente nos últimos anos, não sabemos onde termina a ação da CNA e onde começa a ação da Frente. Porque a Frente está sempre aqui conosco, nós estamos sempre com eles. A Frente e a CNA formaram nos últimos anos um bloco único. Não existe essa diferenciação. Nós falamos a mesma linguagem.”

A utilização das tecnologias potencializaram a capacidade de produção de maneira expressiva. No ano passado, por exemplo, diferentes culturas tiveram uma produção recorde. Como o senhor avalia a introdução dessas tecnologias no processo e a adequação das produções para essa nova realidade?

“A minha tese é a seguinte: daqui a cinco anos a agropecuária brasileira será totalmente diferente da de hoje. A velocidade com que nós vimos nesses últimos cinco anos a evolução da agropecuária brasileira não me deixa dúvidas para afirmar de que nos próximos cinco anos teremos uma agropecuária totalmente diferente. O que é preciso para que nós não percamos o bonde da mudança e da modernidade? Precisamos que a cada dia a gente entenda que nós não podemos deixar para depois a introdução destas tecnologias. Hoje mesmo estávamos entrando em um projeto com startups. O que a CNA tem a ver com startups? Tudo. Porque startup é um novo momento de buscar agilizar investimentos ou até, a formação de empregos, principalmente nessas empresas de alta tecnologia. Isso só será possível se estivermos dia a dia buscando novos desafios em termos de coisas novas para o nosso segmento. Então, eu entendo que a CNA não deve tentar entrar em aventura, mas deve seguir como diz o ditado: “estar na crista da onda” da modernidade e da tecnologia.”

Perfeito, João Martins. Gostaria de agradecer a sua presença. Este foi mais um Agência Entrevista. Eu sou Raphael Costa. Obrigado pela atenção e companhia, até a próxima.
 

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