Brasil·29 de março de 2018

ADOÇÃO: Crianças e adolescentes precisam passar por habilitação para entrarem no Cadastro Nacional

<p><em>Coordenador de Ado&ccedil;&atilde;o da Vara da Inf&acirc;ncia e da Juventude do DF explica quais s&atilde;o os tr&acirc;mites necess&aacute;rios para habilitar uma crian&ccedil;a</em></p>

Por Agência do Rádio
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Por Sara Rodrigues

Crianças ou adolescentes que fazem parte do Cadastro Nacional de Adoção estão lá por um motivo bem específico: podem ter sido abandonadas pelos pais, ser órfãs ou ter sofrido violências físicas e verbais.Mas elas não são simplesmente colocadas em um abrigo e aguardam a adoção. Essas crianças também precisam passar por um processo de habilitação.

Este processo, segundo o coordenador de adoção da Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes, precisa de atenção, já que é necessário verificar se a criança ou adolescente não pode voltar à família de origem. “O juiz determina que uma criança ou adolescente seja cadastrado para adoção quando, dentro desse processo, fica claro e patente que todos os esforços institucionais não surtiram efeito na tentativa de reintegração familiar daquela criança ou adolescente”, explicou Gomes.

Durante o processo, a criança também é ouvida por assistentes sociais e conversa com psicólogos para conseguir superar as situações que causaram sofrimento ou tiraram a normalidade do cotidiano. “Sempre um abandono é uma questão complexa na nossa vida. Mas o ser humano é um ser resiliente. A resiliência é a capacidade que faz com que a gente, às vezes, precise passar por um grande problema, para se reerguer depois. E a criança tem uma maleabilidade e uma flexibilidade de comportamento muito grande”, defende a psicóloga Lídia Weber.
Mas antes da criança ou adolescente começarem a se adaptar, é necessário que haja uma compreensão por parte dos futuros pais e uma preparação especial.

A assistente social Fadeslaine Faceiros é casada com André e já tinha uma filha biológica quando decidiu entrar com um processo de adoção tardia. Ela levou para casa um casal de irmãos de 7 e 9 anos. Para ela, o maior desafio é enxergar a realidade em que os filhos viveram e ajudá-los a olhar para frente.

“Vimos que a adoção iria trazer para a nossa vida o contato com uma realidade que, muitas vezes, não é a nossa. Por que a maior parte dessas crianças, posso dizer que 100% delas, sofreu algum tipo de violência. E violências que, às vezes, na sua realidade familiar e na minha a gente não vivenciou. Então esse tipo de problema a gente sabia que ia ter, de ter contato", conta Fadeslaine.

Atualmente, no DF, existem 60 crianças habilitadas no Cadastro enquanto que outras 138 esperam na fila.
 

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