Política - Eleições·26 de junho de 2020

Adiamento das eleições não tem votos suficientes na Câmara, afirma Maia

Aprovada no Senado, PEC prevê realização das eleições em 15 e 20 de novembro, por conta da pandemia

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Apesar de defender o adiamento das eleições municipais deste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (25), que o projeto não tem apoio suficiente para ser aprovado na Câmara. Segundo Maia, prefeitos pressionam deputados a não alterarem a data. Para muitos dirigentes locais, adiar as eleições pode acabar por beneficiar a oposição, que vai ter mais tempo para se divulgar.

Na última terça-feira, uma Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada no Senado, prevendo que o primeiro turno ocorra em 15 de novembro. Já o segundo turno, seria em 29 de novembro. A regra original, prevista na constituição, define a realização das votações em 4 de outubro e, se necessário um segundo turno, em 25 de outubro.

Para saber mais:Covid-19 pode adiar eleições municipais? Conheça as opções em discussão.

O adiamento em um mês atende à demanda de juristas de que a votação não seja deixada para o ano que vem, o que poderia ser considerado uma prorrogação de mandato, precedente que pode ser aproveitado por ocupantes de outros cargos.

 Apesar de defender o adiamento das eleições municipais deste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (25), que o projeto não tem apoio suficiente para ser aprovado na Câmara. Segundo Maia, prefeitos pressionam deputados a não alterarem a data. Para muitos dirigentes locais, adiar as eleições pode acabar por beneficiar a oposição, que vai ter mais tempo para se divulgar.

Na última terça-feira, uma Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada no Senado, prevendo que o primeiro turno ocorra em 15 de novembro. Já o segundo turno, seria em 29 de novembro. A regra original, prevista na constituição, define a realização das votações em 4 de outubro e, se necessário um segundo turno, em 25 de outubro.

O adiamento em um mês atende à demanda de juristas de que a votação não seja deixada para o ano que vem, o que poderia ser considerado uma prorrogação de mandato, precedente que pode ser aproveitado por ocupantes de outros cargos.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.