Saúde·03 de abril de 2019

ACRE: Isolamento de pacientes diagnosticados com hanseníase é mito?

Diagnóstico precoce e tratamento impedem sequelas graves

Por Agência do Rádio
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Há 51 anos, o aposentado José Gomes, morador de Rio Branco, foi diagnosticado com hanseníase. Com 16 anos à época e poucos recursos, foi levado pela família para uma antiga colônia de isolamento. Antigamente, esse tipo de internação era visto como a única medida capaz de conter o avanço da doença, uma vez que não se sabia como ocorria a transmissão. Por conta da desinformação, os pacientes, em alguns casos, eram levados à força para esses locais, o que reforçava ainda mais o preconceito social sobre a doença.

“Fiz o tratamento, e hoje tem 40 anos que recebi a alta. Fiquei com sequelas, um pouco nas mãos e um pouco nos pés, mas ando para todos os lados e não tenho perna amputada. Naquela época o preconceito era demais, hoje a gente ainda encontra um pouco desse preconceito em muitas pessoas. Porque as pessoas confundem as coisas, as pessoas ainda hoje pensam que por eu estar com a mão deficiente ou com o pé deficiente, ou com a perna amputada, eu ainda estou transmitindo a doença.”

A boa notícia é que hoje o tratamento e a medicação evoluíram, além da comprovação científica de que não é necessário isolamento do paciente diagnosticado com hanseníase. Vale lembrar também que a partir do momento em que se inicia o tratamento, a transmissão da doença é interrompida. É o que explica a hansenóloga do Programa de Controle da Hanseníase do Acre, Leia Borges.

“Se o diagnóstico é tardio, hoje a nossa preocupação é o diagnóstico precoce. Sempre foi, porque quanto mais precoce, menos complicações e incapacidades pode apresentar o paciente. Entretanto, importante ressaltar que após o tratamento, mesmo que haja presença de sequelas associadas ao diagnóstico tardio, restam as incapacidades e deformidades, porque a doença é curada.. Todas as formas de hanseníase têm cura.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

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Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase

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