Saúde·30 de abril de 2020

82,7% da população brasileira aderiu a práticas de higiene com a Covid-19

O hábito de lavar as mãos com sabão ou higienizá-la com álcool em gel está mais presente entre as mulheres brasileiras

Por Alexandre PenidoProfissional com bacharelado em Comunicação Social - Jornalismo, com mais de 11 anos de formado. Nove anos de experiência profissional em assessoria de imprensa e radiojornalismo institucional, relacionados à saúde e à política. Atuação em campanha política de rádioweb e coordenação da Web Rádio Saúde do Ministério da Saúde. Participação no atendimento de temas relevantes para saúde como Zika Vírus, Mais Médicos, Gripe, Ebola, Judicialização de medicamentos, Orçamento da Saúde, Economia da Saúde.
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Estudo inédito do Ministério da Saúde apontou que as práticas de higiene recomendadas para a prevenção da Covid-19 são seguidas por 82,7% da população brasileira. Oito em cada dez pessoas afirmaram ter adotado o hábito de lavar as mãos regularmente com água e sabão ou higienizá-la com álcool em gel. Os brasileiros também estão seguindo as recomendações sobre a limpeza de superfícies e objetos de uso comum e coletivo. De acordo com o estudo, as mulheres adotaram mais os hábitos do que os homens, 87,3%. Já entre os homens o percentual chegou a 77,7%.

Os dados são da primeira edição da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico Covid-19 (Vigitel) do Ministério da Saúde. De acordo com a médica infectologista, Joana Darc Gonçalves da Silva, os hábitos de higiene são fundamentais para evitar a doença. No entanto, ela ressalta que é preciso ser feito de forma adequada.

“Lavar as mãos não é só molhar as mãos. É lavar adequadamente. Gastar aí 20 segundos para poder higienizar direitinho na palma, o dorso, no punho e entre os dedos ou usar o álcool em gel com a mesma técnica. E isso tem que ser sempre que você tocar uma superfície, varias vezes ao dia. Porque muita gente pega algumas doenças porque através das mãos toca em alguma superfície e passa a mão na boca, no nariz e no olho. E é aí que a gente se infecta”. 

O estudo apontou ainda que 66,3% da população brasileira aderiram as práticas complementares de higiene, que vão desde o não compartilhamento de objetos de uso pessoal a trocar de roupas e sapatos ao chegar em casa. A infectologista, Joana da Silva, lembra ainda da importância do distanciamento social. Ela destaca que é importante lembrar que o vírus é transmitido por gotículas. 

“A gente espelhe gotículas quando a gente fala, quando a gente tosse.  Então, essas gotículas que a gente espelhe, mesmo que você não veja, elas atingem uma distância de até um metro e meio ou dois metros. Então, eu preciso manter uma distância segura das outras pessoas. Eu preciso proteger o próximo quando eu falo e eu preciso me proteger também para evitar de transmitir infecções para os outros”.

 A primeira edição da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico Covid-19 (Vigitel), destacou ainda que 90,9% dos brasileiros entrevistados informaram ter aderido alguma ação de isolamento social indicada pelo gestor municipal. Entre as ações, sair de casa apenas o necessário, evitar aglomerações de pessoas ou lugares muito cheios e o contato próximo com outras pessoas, como cumprimentos ou abraços.
Durante a pesquisa foram entrevistadas 2 mil pessoas em todo o país com 18 anos ou mais.

Para mais informações sobre a Covid-19, acesse coronavirus.saude.gov.br. 

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A primeira edição da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico Covid-19 (Vigitel), destacou ainda que 90,9% dos brasileiros entrevistados informaram ter aderido alguma ação de isolamento social indicada pelo gestor municipal. Entre as ações, sair de casa apenas o necessário, evitar aglomerações de pessoas ou lugares muito cheios e o contato próximo com outras pessoas, como cumprimentos ou abraços. Durante a pesquisa foram entrevistadas 2 mil pessoas em todo o país com 18 anos ou mais.

Para mais informações sobre a Covid-19, acesse coronavirus.saude.gov.br. 
 

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Sobre a repórter

Alexandre Penido

Profissional com bacharelado em Comunicação Social - Jornalismo, com mais de 11 anos de formado. Nove anos de experiência profissional em assessoria de imprensa e radiojornalismo institucional, relacionados à saúde e à política. Atuação em campanha política de rádioweb e coordenação da Web Rádio Saúde do Ministério da Saúde. Participação no atendimento de temas relevantes para saúde como Zika Vírus, Mais Médicos, Gripe, Ebola, Judicialização de medicamentos, Orçamento da Saúde, Economia da Saúde.