Educação·31 de janeiro de 2019

60 estudantes amazonenses iniciam ensino médio em novo formato a partir deste semestre

Por Agência do Rádio
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Alunos que já estudavam no ensino fundamental da escola SESI de Manaus vão ter a oportunidade de começar o ensino médio em um novo formato a partir deste semestre. Com as novas leis, os estudantes devem aprender a educação básica junto com a educação profissional. Por isso, 60 alunos, divididos em duas turmas, vão fazer o curso de técnica em eletrotécnica.

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Funciona mais ou menos assim: no primeiro ano, 25% do currículo será dedicado ao ensino do mundo do trabalho. Já no segundo ano, as horas de ensino de educação básica e educação profissional serão iguais, ou seja, 400 horas na escola SESI, e as outras 400 no SENAI. No terceiro ano, 75% das horas serão investidas no curso profissional.

O gerente da escola SENAI em Manaus, José Nabir, explica que esse novo formato tem sido muito bem recebido pela comunidade local.

“De uma forma geral, os pais têm percebido que essa iniciativa aproxima o mercado de trabalho dos próprios jovens. O que, no modelo anterior, a gente não percebia, uma vez que o ensino médio estava muito focado na preparação para a universidade e o ensino superior. Efetivamente, essa ação não vai deixar de existir, mas o diferencial em relação a essa nova oferta é essa questão de aproximar esses jovens do mercado de trabalho numa formação técnica específica”.

A mudança na legislação tem o objetivo de garantir que os conteúdos básicos sejam ensinados a todos alunos, mas que eles também possam aprender mais sobre determinada área do conhecimento, que pode ser linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza.

O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, defende que o Novo Ensino Médio dá mais oportunidades aos alunos, além de melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria.

“É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.

As escolas brasileiras públicas e privadas têm até 2020 para se adaptarem ao novo ritmo do Ensino Médio. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é garantir a educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar o ensino à realidade dos estudantes.

Reportagem, Sara Rodrigues

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