Saúde - Saúde mental·02 de novembro de 2020

55% dos trabalhadores de serviços essenciais no Brasil têm sintomas de depressão e ansiedade, aponta pesquisa

Estudo conduzido por pesquisadores da Fiocruz tentou entender impacto da pandemia na saúde mental dos profissionais

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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Durante a pandemia da Covid-19, sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% dos entrevistados têm abusado de bebidas alcoólicas; e 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono. 

São esses os principais resultados apresentados no artigo “Depressão e Ansiedade entre trabalhadores essenciais do Brasil e da Espanha durante a Pandemia de Covid-19”.  A pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Valência, na Espanha. 

Cresce o número de brasileiros com depressão e ansiedade durante pandemia da Covid-19

MS lança estratégia para cuidados com a saúde mental durante a pandemia

Ao todo, o levantamento feito pela internet entrevistou 22.876 pessoas. Dessas, 16% eram trabalhadores de serviços essenciais, o principal foco da pesquisa. De acordo com o resultados preliminares, os sintomas de depressão e ansiedade são maiores entre os brasileiros, atingindo cerca de 55%, ante 23% dos profissionais espanhóis. 

A maior parte dos trabalhadores essenciais que respondeu à pesquisa no Brasil é de mulheres (72,2%), tem idade média de 39 anos e curso universitário (56,5%) ou mestrado/doutorado (28,5%). 

 Durante a pandemia da Covid-19, sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% dos entrevistados têm abusado de bebidas alcoólicas; e 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono. 

São esses os principais resultados apresentados no artigo “Depressão e Ansiedade entre trabalhadores essenciais do Brasil e da Espanha durante a Pandemia de Covid-19”.  A pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Valência, na Espanha. 

Ao todo, o levantamento feito pela internet entrevistou 22.876 pessoas. Dessas, 16% eram trabalhadores de serviços essenciais, o principal foco da pesquisa. De acordo com o resultados preliminares, os sintomas de depressão e ansiedade são maiores entre os brasileiros, atingindo cerca de 55%, ante 23% dos profissionais espanhóis. 

A maior parte dos trabalhadores essenciais que respondeu à pesquisa no Brasil é de mulheres (72,2%), tem idade média de 39 anos e curso universitário (56,5%) ou mestrado/doutorado (28,5%). 

Reportagem, Felipe Moura. 

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.