Brasil·24 de dezembro de 2019

5 mil quilômetros de rodovias brasileiras voltam a ser monitoradas com radares

Decisão da PRF reinstituiu prática suspensa por Bolsonaro em agosto

Por Ricardo Ribeiro
Áudio · 00:01:50
Ouvir áudio · 00:01:50Copiar texto

 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reativou radares móveis e portáteis em cerca de 5 mil quilômetros de rodovias brasileiras. Segundo a instituição, a polícia tem os equipamentos e “está orientada a incluir a fiscalização de velocidade em seu planejamento operacional”.
A iniciativa abrange 500 trechos de 10 km de extensão e marcou a retomada de uma prática que havia sido suspensa pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto. A ordem proibia o uso de radares móveis de fiscalização em rodovias federais, mas o Juiz Marcelo Gentil Monteiro, da Primeira Vara Federal Cível do DF, em resposta a um pedido do Ministério Público Federal, questionou a decisão de Bolsonaro e implementou a volta dos equipamentos de fiscalização.
O magistrado afirmou ainda que a medida tomada “desrespeitou a competência do Contran e suprimiu a atuação de órgão colegiado cujo funcionamento está disciplinado em ato proveniente do Poder Legislativo”. Segundo Monteiro, o caso caracteriza proteção deficiente dos direitos à vida, saúde e segurança no trânsito”.
No período em que a tecnologia de fiscalização estava suspensa, do dia 15 de agosto a 30 de novembro, os acidentes cresceram 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 19.286 em 2018 e 20.600 em 2019. Na mesma comparação, o número de infrações caiu 27%, com diferença de 2.041.066 no ano passado e 1.497.528 neste ano.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reativou radares móveis e portáteis em cerca de 5 mil quilômetros de rodovias brasileiras. Segundo a instituição, a polícia tem os equipamentos e “está orientada a incluir a fiscalização de velocidade em seu planejamento operacional”.
A iniciativa abrange 500 trechos de 10 km de extensão e marcou a retomada de uma prática que havia sido suspensa pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto. A ordem proibia o uso de radares móveis de fiscalização em rodovias federais, mas o Juiz Marcelo Gentil Monteiro, da Primeira Vara Federal Cível do DF, em resposta a um pedido do Ministério Público Federal, questionou a decisão de Bolsonaro e implementou a volta dos equipamentos de fiscalização.
O magistrado afirmou ainda que a medida tomada “desrespeitou a competência do Contran e suprimiu a atuação de órgão colegiado cujo funcionamento está disciplinado em ato proveniente do Poder Legislativo”. Segundo Monteiro, o caso caracteriza proteção deficiente dos direitos à vida, saúde e segurança no trânsito”.
No período em que a tecnologia de fiscalização estava suspensa, do dia 15 de agosto a 30 de novembro, os acidentes cresceram 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 19.286 em 2018 e 20.600 em 2019. Na mesma comparação, o número de infrações caiu 27%, com diferença de 2.041.066 no ano passado e 1.497.528 neste ano.


Reportagem, Ricardo Ribeiro
 

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Ricardo Ribeiro