Saúde·01 de fevereiro de 2020

Índice de Infecções Sexualmente Transmissíveis em Vitória é maior entre homens

A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória registrou mais de 300 casos de sífilis na cidade, apenas no primeiro semestre do ano passado

Por Agência do Rádio
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Até o primeiro semestre do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória já tinha registrado um total de 304 casos de sífilis na cidade. Um número considerado alto se for comparar com todo o ano de 2018, que teve 595 registros de pessoas infectadas com a sífilis. Outro número que também chama atenção é o de casos de pessoas com HIV/AIDS na capital capixaba. 

Em 2018, 91 pessoas foram diagnosticadas com a doença, e até o primeiro semestre de 2019 já tinham sido registrados 33 casos. Os dados mostram ainda que os homens são maioria entre as pessoas afetadas pelas Infecções Sexualmente Transmissíveis, com 183 casos contra 121 do sexo feminino, no caso de sífilis. Já em relação ao HIV/AIDS, eles também superaram o número de dez casos de mulheres infectadas e registraram 23 casos. 

A coordenadora estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Sandra Fagundes, explica que o principal meio de transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis é a relação desprotegida. Ela conta também que o diagnóstico precoce é essencial para a redução da epidemia de HIV.

“A gente teve um declínio da taxa de detecção de aids. Tivemos uma redução entre 2007 e 2018. Isso porque o diagnóstico precoce faz com que tratemos as pessoas ainda sendo HIV positivo. Nossa meta para 2020 é o diagnóstico precoce para o tratamento, reduzir o número de casos de sífilis e também reduzir o número de casos de Aids. E a gente realmente chegar em 2030 com o fim da epidemia do HIV.”

A técnica em enfermagem Fabiana de Carvalho, de 40 anos, tem HIV há 20 anos. Ela conta que não tinha sintomas e faz um apelo à população em relação à prevenção.

“Eu fazia estágio e eles orientam que a gente faça doação de sangue. E foi assim que eu descobri que estava com o vírus. A mensagem que eu passo, como uma mulher vivendo com HIV é que, além do uso do preservativo, as pessoas se informem sobre as outras formas de prevenção, que é justamente da mandala, a PEP, a PrEP. E assim, fazendo o teste, dando o diagnóstico positivo, também use o método de prevenção que são os antirretrovirais, para que esteja indetectável e não transmita mais o vírus do HIV. E o mais importante: se teste.”

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja de ISTs como HIV, sífilis e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

 Até o primeiro semestre do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória já tinha registrado um total de 304 casos de sífilis na cidade. Um número considerado alto se for comparar com todo o ano de 2018, que teve 595 registros de pessoas infectadas com a sífilis. Outro número que também chama atenção é o de casos de pessoas com HIV/AIDS na capital capixaba. 

Em 2018, 91 pessoas foram diagnosticadas com a doença, e até o primeiro semestre de 2019 já tinham sido registrados 33 casos. Os dados mostram ainda que os homens são maioria entre as pessoas afetadas pelas Infecções Sexualmente Transmissíveis, com 183 casos contra 121 do sexo feminino, no caso de sífilis. Já em relação ao HIV/AIDS, eles também superaram o número de dez casos de mulheres infectadas e registraram 23 casos. 

A coordenadora estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Sandra Fagundes, explica que o principal meio de transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis é a relação desprotegida. Ela conta também que o diagnóstico precoce é essencial para a redução da epidemia de HIV.
 
TEC./SONORA: Sandra Fagundes, coordenadora Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis

“A gente teve um declínio da taxa de detecção de aids. Tivemos uma redução entre 2007 e 2018. Isso porque o diagnóstico precoce faz com que tratemos as pessoas ainda sendo HIV positivo. Nossa meta para 2020 é o diagnóstico precoce para o tratamento, reduzir o número de casos de sífilis e também reduzir o número de casos de Aids. E a gente realmente chegar em 2030 com o fim da epidemia do HIV.”

A técnica em enfermagem Fabiana de Carvalho, de 40 anos, tem HIV há 20 anos. Ela conta que não tinha sintomas e faz um apelo à população em relação à prevenção.
 
TEC./SONORA: Fabiana Carvalho, técnica em enfermagem

“Eu fazia estágio e eles orientam que a gente faça doação de sangue. E foi assim que eu descobri que estava com o vírus. A mensagem que eu passo, como uma mulher vivendo com HIV é que, além do uso do preservativo, as pessoas se informem sobre as outras formas de prevenção, que é justamente da mandala, a PEP, a PrEP. E assim, fazendo o teste, dando o diagnóstico positivo, também use o método de prevenção que são os antirretrovirais, para que esteja indetectável e não transmita mais o vírus do HIV. E o mais importante: se teste.”

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja de ISTs como HIV, sífilis e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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