Saúde·30 de novembro de 2018

#34 - Pausa para Saúde: Plantas Medicinais e Fitoterápicos

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:11:44
Ouvir áudio · 00:11:44

LOC [JANARY]: Olá! Muito bem vindo você que resolveu dar uma Pausa para Saúde. Eu sou Janary Damacena e hoje estou acompanhado pela Ingrid Castilho, da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde, que vai me ajudar no tema desta edição, além do Fabrício Lázaro na operação de áudio. E no programa desta semana, nós vamos conversar um pouco sobre as plantas medicinais e os medicamentos fitoterápicos.

LOC [INGRID]: É isso mesmo Janary! E para você que nos ouve ter uma ideia geral, a fitoterapia e o uso de plantas medicinais são umas das mais antigas formas de terapia que a humanidade ainda pratica. Ela está presente na cultura popular que é passada de geração em geração para aliviar enfermidades e curar doenças. Com o tempo, a ciência passou a estudar esse fenômeno, em que muitas plantas contêm princípios ativos que são base para criar medicamentos. E quem explica melhor é a Cleonice Gama, diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde.

SONORA [CLEONICE 00]: “Medicamento fitoterápico ele é o produto acabado a partir de plantas medicinais ele pode ter uma prescrição médica ou ele pode ser de uso livre pelo usuário são plantas conhecidas e reconhecidas e que tem um estudo científico tem registro no Ministério da Saúde e seu medicamento fitoterápico uma terapia a partir de plantas e com registro na Anvisa. E aí a gente tem também as plantas medicinais que daí vai entrar o uso Popular né aí são indicações que tem na farmacopeia brasileira também são plantas de uso consolidado só que é diferente do medicamento fitoterápico”.

LOC [JANARY]: Mas qual é essa diferença entre o Medicamento Fitoterápico e a planta medicinal?

SONORA [CLEONICE 01]: “A diferença que o produto acabado registrado ele é analisada a partir de princípios ativos com extratos padronizados. Então a gente vai ter, por exemplo, agosto que a garra do diabo, x miligramas e Péricles miligramas então é um é um medicamento dentro da caixinha só que a base de plantas e a planta medicinal você pode usar de várias formas né ou fazer um show fazer um emplastro ou uma pomada né Você pode ter uma planta medicinal terapêutica né é medicinal evangélica prática sobre várias formas farmacêuticas é um gel de Aloe Vera por exemplo que é cicatrizante”.

LOC [JANARY]: E porque estamos tratando desse assunto? É fácil entender! Agora em 2018, o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Ministério da Saúde completou 10 anos. Nesse período procura por fitoterápicos cresceu, em parte devido aos baixos preços dos medicamentos, mas principalmente por esse tipo de tratamento causar menos efeitos colaterais à saúde.

LOC [INGRID]: E garantir acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos à população é o principal objetivo desse Programa. Por isso, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 30 milhões de reais em projetos para incentivar a produção desses medicamentos em todo o País e distribui-los para pacientes do Sistema Único de Saúde.

LOC [JANARY]: Exatamente Ingrid, e esse programa também tenta promover o uso sustentável da biodiversidade brasileira, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional. A gente conversou com a Letícia Mendes, que é tecnologista do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, e ela nos explicou um pouco sobre a importância dos estudos e pesquisas relacionados a essa área.

SONORA [LETÍCIA 00]: “É por meio dessas pesquisas que a gente tem a possibilidade de usar essa biodiversidade que a gente tem de uma forma Consciente e de uma forma que gere em produtos de interesse para população né então a gente tem alguns casos de medicamentos de alto valor econômico que são originados de plantas medicinais e alguns deles são originados de plantas da flora americana como, por exemplo, a pilocarpina é o medicamento que é utilizado hoje para tratamento de glaucomas musculares que também são originados da flora americana menino também dá fora americano usado para malária Então essa é a partir dessa pesquisa que a gente consegue ver nessa biodiversidade Nossa toda a potencialidade dela e de fato utilizar para um benefício da população”.

LOC [INGRID]: E como a gente comentou no começo dessa edição, na cultura popular, o brasileiro sempre usou as mais variadas plantas para tratar todo tipo de doenças, e por isso é importante não desprezar esse conhecimento, não é mesmo Letícia?

SONORA [LETÍCIA 01]: “Sim esse é um ponto importantíssimo para política nacional de plantas medicinais que é o conhecimento popular e o conhecimento tradicional né a população brasileira ela tem experiência com o uso de plantas medicinais e a ciência não pode desperdiçar isso né a gente não precisa tratar como se fosse um produto que tem que ser testada a partir do zero né a gente já tem um conhecimento acumulado a gente precisa usar isso então assim os pesquisadores brasileiros muitos já atuam na linha da etnobotânica que é justamente avaliar como que as comunidades já reportam o uso de algumas plantas e a partir disso isso como fonte para desenvolvimento de medicamentos mas é fundamental a gente valorizar esse conhecimento que que a comunidade tem a população tem na e a partir disso identificar novos medicamentos”.

LOC [JANARY]: Atualmente a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do Sistema Único de Saúde contem doze fitoterápicos. Mas quem sabe mais a respeito deles é a Ingrid, não é mesmo? Conta pra gente um pouco mais sobre eles.

LOC [JANARY]: Então com o investimento em medicamentos feitos à base de plantas brasileiras, a expectativa é fazer as pessoas viverem melhor, inclusive, por esse tipo de medicamento ser menos agressivo ao corpo humano. É isso que nos conta o Benilson Barreto, que possui uma longa carreira acadêmica na área e é consultor no Ministério da Saúde.

SONORA [BENILSON 00]: “Fundamental que seja desenvolvido pesquisas com essas plantas até para verificar qual a possibilidade de atuação delas na terapêutica e a partir daí verificar se é possível fornecer um tratamento coadjuvante para algumas doenças ou até mesmo ser outra opção de tratamento para várias doenças que nós temos hoje em dia permite pessoas crônicas ou doenças degenerativas que às vezes o tratamento atual ele é mais agressivo do que poderia ser se fosse uma planta medicinal tem pessoas que às vezes precisam utilizar medicamentos para redução de colesterol só que às vezes tem um efeito adverso e as vezes que você forneceu um fitoterápico que consegue ter essa redução do nível de colesterol vai ter o mesmo efeito sem esse efeito adverso”.

LOC [INGRID]: Um ponto importante de a gente destacar é que durante grande parte do ano, projetos de cada uma das regiões do País podem concorrer em processos seletivos para receber financiamento do Governo, especificamente para fitoterápicos e plantas medicinais. A importância desse apoio vai um pouco além do que nós podemos pensar em um primeiro momento...

SONORA [BENILSON 01]:“Município pode desenvolver arranjos produtivos locais ou estruturar Sítio Renascer de plantas medicinais E por que nós apoiamos as três tipos de projetos Porque como a biodiversidade Ela é bem Ampla e é você acaba tendo é plantas que são regionalizadas então o município ele tem a possibilidade de trabalhar com plantas medicinais que são específicas daquela localidade então a gente apoia esses projetos para que eles possam desenvolver projetos locais para trabalhar com aquelas plantas e projetos que nós apoiamos no mês que é obrigatório, por exemplo, a capacitação e acaba sendo capacitação local para que os profissionais de saúde daquela região que pode ser à distância podem ser presenciais então a gente percebe que desde a criação das políticas e do programa nacional de plantas medicinais e fitoterápicos que está fazendo 10 anos agora dia 9 de dezembro a gente percebe que a gente olhar para trás e olhar hoje o avanço é considerado”.

LOC [JANARY]: Ingrid um ponto relevante pra gente destacar – para aquelas pessoas que ainda não acreditam muito nesse tipo de medicamento - é que todos esses medicamentos passam por diversos processos de avaliação por parte do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Tudo para garantir a eficácia dessas receitas e evitar riscos à saúde de pacientes. Inclusive o site da Anvisa possui um guia de orientações para cultivo e produção dos fitoterápicos.

LOC [INGRID]: É Janary, mas com essa última observação, nós chegamos ao fim desta edição do Pausa para Saúde. Temos muito a agradecer a todos que participaram do programa: a Cleonice, a Letícia e o Benilson. Obrigada por compartilharem conhecimentos e experiências. E para você que nos ouve, uma ótima semana.

LOC [JANARY]:E se você quiser ouvir outros programas e acompanhar nosso Podcast de perto é só ficar e olho nas nossas redes sociais. Facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude.

LOC [INGRID]:E se você quiser participar do nosso programa, é só enviar uma mensagem pro nosso WhatsApp pelo telefone (61) 9-9288-9677. Mande em formato dizendo formato de áudio dizendo o seu nome, cidade e estado. Exemplo: Meu nome é Ingrid Castilho, sou de Brasília, Distrito Federal. E então, fale sua dúvida ou sugestão de tema para o Podcast.  Lembrando: nosso telefone é (61) 9-9288-9677.

 

 

 

 

 

 

Últimas notícias

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Eleições

RealTime Big Data: Vicentinho Júnior tem 52% dos votos válidos e Dorinha, 48%, no Tocantins

Eleições

Realtime Big Data: Allyson tem 52% dos votos válidos e Cadu de Lula, 48%, no segundo turno no RN

Vacina

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Sobre a repórter

Agência do Rádio