Saúde·05 de novembro de 2018

#31 Pausa para Saúde: Aedes Aegypti

Por Agência do Rádio
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O período das chuvas já começou em grande parte do país. Por isso, a atenção ao combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti  deve ser redobrada . Entender os hábitos do mosquito e as consequências das doenças transmitidas por ele  é essencial para evitar  a proliferação das larvas. Neste Pausa para Saúde,  você fica ainda mais por dentro do assunto e ganha munições para derrotar essa ameaça. Acompanhe!

 

 

 

 

 

Mosquito sempre incomoda. Ainda mais se for do temido Aedes Aegypti – o mosquito da dengue. [música de susto] Por isso, aumente o som porque hoje é dia de entender quem é esse mosquito e, melhor: como podemos massacrar essa ameaça. Vem comigo Aline do Valle e meu colega Janary Damacena em mais um Pausa para Saúde.

 

 

 

 

 

E aqui com a gente temos o especialista no assunto o Divino Valero, coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, Dengue, Zika e Chikungunya do Ministério da Saúde  e que conhece cada detalhe desse mosquito tão temido ao redor do mundo. E também nossa convidada Nathalia Gardini que já sentiu na pele os efeitos da Dengue.

 

 

 

 

 

 

Janary, quando a gente fala de Dengue logo pensamos em água parada, algumas larvas de mosquito... até pensamos em uma doença, mas como se fosse uma gripe, algo bem simples. Só que, na verdade, quando falamos do Aedes Aegypti a gente precisava ficar assim:

 

 

 

 

 

 

É, Aline. A Dengue é uma doença muito séria e que pode até deixar sequelas e, em alguns casos, matar. Só quem já sentiu na pele entende quão importante é evitar que ela surja. A Nathalia Gardi já teve dengue duas vezes.

 

 

 

 

 

 

TEC/SONORA: Conversa ao vivo

 

 

Janary, a Nathalia mencionou quatro pontos que valem a pena ser discutidos: as diferentes formas do vírus da Dengue, o fato de uma tampinha de garrafa acabar sendo letal – já que tem espaço pra criar o mosquito, que a larva dorme enquanto não há chuvas e que todos nós precisamos ter cuidados para evitar a doença. Agora é a hora que o especialista entra em ação. Certo?

 

 

 

 

Certíssimo, Aline. Vamos começar entendendo porque é tão importante evitar o acúmulo de água parada. Entra em ação então o nosso expert no assunto: Divino Valero Martins que coordena o Programa Nacional de Controle da Malária, Dengue, Zika e Chikungunya aqui do Ministério da Saúde. É contigo, Divino.

 

 

 

 

 

Tudo que nós descartamos o Aedes faz dele uma maternidade. Por isso que não tem um rotulozinho que diz é esse depósito (por exemplo, o pratinho). São todo e qualquer depósito que tenha ou que possa conter água. Por quê? Porque na biologia do inseto, os ovos do mosquito conseguem sobreviver (ficar prontos pra eclodir) até 450 dias no período seco. Então ele pode desovar agora, não tem chuva, aí aquele objeto que tá ali (seja uma lata, um balde, uma bacia...qualquer coisa que está ali) e o mosquito desovou ali, você despreza [afinal] “não tem água...” Na verdade, nas primeiras chuvas, ele solta da parede pela umidade, cai na água, eclode e essas larvas passam por 4 estádios – é estádio mesmo, que está em Latim”. 

 

 

 

 

 

Esses estádios são as fases de desenvolvimento do mosquito. No último, chamado de período pupal, já não há mais o que fazer. Por que, Divino?

 

“No período pupal a larva não se alimenta mais. Como ela não se alimenta, nenhum produto que nós trabalhamos afeta a pupa. Então vai virar tudo mosquito adulto. (...)”.

 

 

 

 

 Agora, Divino, todos os Aedes adultos transmitem a Dengue? E já acrescento: o risco pra Dengue vem só do Aedes ou de outros mosquitos também?

 

 

 

 

 “Se for macho, ele fica no peri-domicilio por uma razão simples: ele se alimenta de néctar, plantas, seiva, etc. Ele está ali por fora. E se for fêmea, ela tem a necessidade do sangue. Ela vai pro intra-domicílio. Por isso que, 80% dos mosquitos são pegos no peri e no intra. E os que estão no intra tem a capacidade etiológica, em outras palavras, tem uma temperatura compatível com o vírus. Isso que faz dele um transmissor. “Todo mosquito é transmissor? Não. Existe aproximadamente 1 milhão de espécimes de mosquito. Só os Aedes em função dessa compatibilidade com o vírus. Ele é capaz de transmitir dengue 1, 2 3, e 4, Zika e Chikungunya”.

 

 

 

 

 Agora, absorvendo as informações fiquei com o seguinte resumo na cabeça: precisamos nos livrar do mosquito enquanto ele é larva! Lembrando que na fase larval ele não transmite nenhuma doença. A gente acaba ficando atento ao básico: pratinhos de planta, pneus...Mas existem outros locais que precisam da nossa atenção?

 

 

 

 

 Ou seja, não dá pra descansar achando que tá tudo certo na minha casa, né? Eu preciso alertar meus vizinhos, quem sabe os parentes...Mas, o público sempre pergunta e os agentes de saúde?

“O pais tem mais de 80 milhos de imóveis. E se gente não conseguir o envolvimento da população reduzindo as possibilidades e as probabilidades de que na casa de cada cidadão se torne uma maternidade. Se cada cidadão não incorporar essa cultura dele mesmo inspecionar, tirar 10m do seu tempo –verificar o imóvel, ajudar na diminuição população do mosquito, só as ações só depender do Ministério da Saúde embora elas estejam corretas tecnicamente – elas são insuficientes pra fazer a cobertura nesse total de imóveis que a gente tem no país. Por isso que a gente defende que cada cidadão deve se tronar agente de saúde. Então a gente vai sair de um universo de 60 mil agentes profissionais pagos pelo sistema pra 200 milhões de agentes de saúde contra esse mal que afeta o Brasil e a maioria dos países da América Latina”.

 

 

 

 

Tá certo. O recado está aí para todos nós.Obrigada Divino e Nathalia pela companhia em mais um Pausa par Saúde. E a você que está nos ouvindo aqui vai a dica: hoje nós demos um panorama geral dos hábitos do Aedes Eagypti. Mas existem outras curiosidades na nossa plataforma do SoundCloud e também no site saúde.gov.br.

 

 

 

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Só reforçando: nosso telefone é (61) 9-9288-9677. [despedida]

 

 

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