Ciência & Tecnologia·28 de fevereiro de 2020

13 equipes do Centro-Oeste participam do Festival SESI de Robótica neste final de semana

Alunos de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e DF competem na categoria FLL, que utiliza robôs feitos de peças LEGO, em São Paulo

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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A região Centro-Oeste será representada por 13 equipes no Festival SESI de Robótica, na categoria FIRST LEGO League (FLL), neste final de semana. Os times são formados por alunos com idades entre nove e 16 anos e disputam o título nacional no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Ao todo, são esperados cerca de 1.500 estudantes de todo o país. Entre os projetos classificados, estão um piso especial para deficientes visuais e um novo modelo de bloco modular, semelhante a um tijolo.

Do SESI Canaã, de Goiânia, cidade conhecida por ser um celeiro de grandes projetos de robótica, sairá um novo modelo de piso para deficientes visuais, que pode ressignificar os estilos já existentes de piso tátil. Os alunos da equipe “Life” criaram quatro novos tipos de piso, inclusive para áreas internas, feitos de material adesivo e com velcro. Esses revestimentos são utilizados para orientar faixa de pedestre, semáforos, descidas e subidas de calçadas e dar segurança ao trajeto dos deficientes visuais. 

Segundo o mentor do grupo, o aluno João Vítor Soudré, 15 anos, o projeto saiu por conta da dificuldade de um colega. “Um aluno falou que gostava muito de ir ao cinema, ouvir os filmes, mas não ia porque, no shopping, é difícil ter piso tátil. Dentro do cinema não tem e para ir sozinho é difícil, sempre precisa de companhia e, quando não tem, não vai. Aí a gente pensou: ‘temos que resolver isso’”, conta o estudante.

Já a equipe “Mega Mente”, do SESI de Dourados (MS), desenvolveu um novo modelo de bloco modular, semelhante a um tijolo, usado na construção civil. Segundo a integrante da equipe Yasmim Fidelis, de 16 anos, o projeto teve como origem a descoberta de desperdício de materiais no setor.

“Desenvolvemos um protótipo de tijolo. O nosso tijolo tem uma perfuração relacionado ao tijolo modular e tem um lado que é tijolo 8 furos. Pensamos na adaptação e pensamos na passagem de fiação e encanamento”, detalha.

Com esse novo formato, Yasmim garante que haverá redução no desperdício, já que não será mais necessário, por exemplo, quebrar uma parede para inserir tomadas ou qualquer tipo de fiação. A consequência disso é a redução no impacto ambiental. Para a jovem, poder desenvolver soluções como essa, dentro de um torneio como o da FLL, é importante para a vida. 

“Já participo há três anos da FLL e é um momento de aprendizado que você consegue compartilhar ideias com várias equipes. Você consegue adquirir mais responsabilidade e o fato de estar apresentando um projeto é algo inesquecível”, acrescenta.

O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes, formadas por estudantes de nove a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League (FLL), que utiliza robôs feitos de peças da LEGO para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. 


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O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes, formadas por estudantes de nove a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League (FLL), que utiliza robôs feitos de peças da LEGO para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. 

Com a colaboração de Camila Costa, reportagem, Marquezan Araújo
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.