Se no futebol o Brasil ocupa uma posição de destaque no ranking da FIFA, não se pode dizer o mesmo quando o assunto é igualdade social. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que uma família brasileira na faixa dos 10% mais pobres pode levar até nove gerações para alcançar a renda média do país. Apenas Colômbia e África do Sul têm resultados piores que o Brasil, em uma lista que conta com 30 países.
O estudo intitulado “O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social” aponta que a percepção do brasileiro comprova a difícil realidade: seis em cada dez cidadãos pensam que esforço não é o bastante para uma pessoa que nasceu pobre alcançar uma situação de vida confortável.
Como possíveis soluções, a OCDE sugere ao Brasil melhorar o gasto público, principalmente nas áreas de educação e saúde, com mais investimentos no ensino básico e alocando recursos para tratamentos médicos mais importantes. A formação de desempregados por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) também é destacada pelo organismo internacional, assim como a redistribuição de renda por meio de reformas que acabem com isenções e o aumento do gasto social em programas para auxiliar os cidadãos mais vulneráveis.
O conceito de mobilidade social, avaliado pelo estudo, tem reflexo na produtividade econômica de um país e na qualidade de vida de seus cidadãos. O índice é maior em países como Estados Unidos, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia.
Reportagem, Tácido Rodrigues