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TERMO DE USO E PARCERIA

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a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

saúde

26/07/2021 12:55h

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos da Covid-19, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo SUS no último ano

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O Brasil perdeu 36.331 vidas nesta pandemia de pessoas com obesidade, fator de risco para o agravamento de quadros da Covid-19. Somente na capital federal, 15,3% dos óbitos relacionados ao vírus foram de brasilienses com essa comorbidade. Por conta desse cenário, o Ministério da Saúde classificou a cirurgia bariátrica como um dos procedimentos eletivos essenciais.

A operação deverá ser priorizada na saúde pública e suplementar com retomada dos procedimentos em até 12 semanas, a contar do começo de julho, quando a recomendação foi publicada no documento Diretrizes da Atenção Especializada no Contexto da Pandemia de Covid-19, do Governo Federal.

Ao contrário de doenças pré-existentes como cardiopatia e diabetes, responsáveis pela maior parte dos casos de óbitos relacionados à Covid-19 de pessoas com comorbidades, a obesidade tem como característica a letalidade maior em pessoas com menos de 60 anos que acabam falecendo por conta da infecção, como mostra o último boletim epidemiológico especial publicado pelo Ministério da Saúde. Foram 21.336 óbitos registrados nessa população, enquanto 14.995 mortes foram de idosos. 

Questão de saúde

Todos esses fatos e estatísticas mostram que a cirurgia indicada em casos de obesidade é um procedimento baseado na saúde do paciente. É isso que explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Fábio Viegas. O especialista avalia que entender a cirurgia bariátrica como um procedimento estético é minimizar a obesidade mórbida. 

“O paciente obeso mórbido possui uma incidência elevadíssima de morte precoce. 70% dos pacientes obesos mórbidos vão morrer antes dos 50 anos de idade, e vão morrer porque possuem hipertensão grave, diabetes, câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de colo, vão morrer de apneia do sono, ou vão desenvolver insuficiência cardíaca, enfim. São mais de cinquenta doenças associadas.”

O médico ressalta ainda que é preciso analisar a obesidade mórbida como uma doença, pois o senso comum ainda enxerga o fator como algo possível de mudança, algo exclusivamente comportamental. “O obeso mórbido não é obeso porque quer. Nós estamos falando de uma doença que é metabólica, que é genética, que é multifatorial. Hoje, a obesidade mórbida é a principal causa de mortalidade no mundo, e, no Covid grave, nós assistimos uma incidência elevadíssima de pacientes jovens morrendo de Covid-19 porque eram obesos”, lembra.

Saúde afetada

Mariana Areal, 26 anos, realizou a cirurgia há pouco mais de um ano, por perceber que o sobrepeso estava prejudicando a saúde de diversas formas. “A minha saúde já estava muito afetada, eu tinha esteatose hepática, estava pré-diabética e alguns problemas que o sobrepeso acaba acarretando. Minha vida mudou totalmente. Eu tenho motivação para fazer pequenas coisas, coisas do dia a dia, que o peso atrapalhava. Porque também é um processo psicológico”, conta.

A estudante também cita o preconceito que existe na sociedade em relação à obesidade, diferente de outras doenças comuns. “Fui muito criticada por fazer essa escolha, com a idade que eu tenho, e ainda existe uma visão de que a cirurgia bariátrica é considerada muito perigosa, muito agressiva, mas isso mudou. A falta de informação também gera um preconceito. Sempre tem alguém que vai falar que era só fazer dieta, ir para a academia, ‘trancar’ a boca. Sempre tem alguém para julgar um processo pelo qual não tem conhecimento, mas a cirurgia era meu último recurso para recuperar a saúde”, diz Mariana. 

Queda na pandemia

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos de infecção pelo novo coronavírus, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano. Foram realizados 12.568 tratamentos cirúrgicos de obesidade em 2019 e apenas 3.772 em 2020. 

Em 2021, até o mês de maio, o SUS registrou somente 484 cirurgias. No documento de diretrizes da atenção especializada do Ministério da Saúde, há o destaque de que o retardo no tratamento da obesidade pode resultar no aumento da morbimortalidade, e que é preciso acelerar o processo, pois o atraso resultará em danos maiores aos pacientes, com maior custo e sobrecarga, a médio prazo, para o sistema de saúde.

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19/07/2021 10:35h

Mais de 90 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o que representa 56,2% da população acima de 18 anos, estimada em 160 milhões de pessoas

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O Brasil imunizou 56,2% da população vacinável com uma dose da vacina contra a Covid-19. Ao todo, 90 milhões de pessoas concluíram a primeira etapa da proteção viral, mais da metade da população acima de 18 anos, estimada em 160 milhões de pessoas. Os números foram alcançados neste domingo (18). 

Destes que receberam a primeira dose, 37,6% também receberam a segunda. O número total de brasileiros completamente imunizados chega a quase 34 milhões, somando aqueles que receberam a proteção de dose única. 

O Ministério da Saúde registra mais de 124 milhões de doses da vacina Covid-19 aplicadas no país e mais de 154 milhões de doses distribuídas a todas as unidades da federação.

Outras 600 milhões de doses de imunizantes de diferentes laboratórios foram encomendados e chegam até o fim de 2021.

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17/07/2021 15:45h

Último boletim do Ministério da Saúde mostra 1.456 novos óbitos em decorrência da Covid-19, registrando mais de 540 mil vidas perdidas

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O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra 1.456 novos óbitos em decorrência da Covid-19, registrando mais de 540 mil vidas perdidas na pandemia. Ao todo, 540.398 brasileiros morreram por infecção do novo coronavírus. Há ainda 3.460 mortes em investigação, em que a causa do óbito ainda está sendo analisada pelas equipes de saúde. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (16). 

O estado do Rio de Janeiro tem a maior letalidade do vírus, ou seja, a maior taxa de mortes entre os que foram infectados. A taxa fluminense chega a 5,77, bem acima do número de Roraima, por exemplo, que registra letalidade de 1,5.

Confira abaixo a taxa de cada estado:

  • Rio de Janeiro - 5,77%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,27%
  • Pernambuco - 3,17%
  • Maranhão - 2,85%
  • Goiás - 2,82%
  • Pará - 2,79%
  • Mato Grosso – 2,60%
  • Rio Grande do Sul – 2,57%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,50%
  • Alagoas – 2,49%
  • Mato Grosso do Sul - 2,49%
  • Rondônia – 2,48%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,20%
  • Sergipe – 2,16%
  • Bahia – 2,15%
  • Paraíba – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,15%
  • Acre – 2,05%
  • Rio Grande do Norte – 1,98%
  • Tocantins – 1,66%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,55%                

Entre os municípios, São Luiz do Paraitinga (SP) tem a maior letalidade do país: 28,95%. Na sequência, vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 17,72%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,94%. 

Do outro lado da lista, entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, várias cidades aparecem com índice de zero, por não ter registrado óbitos, como São Francisco do Brejão (MA), Santa Filomena do Maranhão (MA), Patis (MG), Bonito de Minas (MG) e Massapê do Piauí (PI), todas com mais de 5 mil habitantes.

Acesse aqui os números do seu município e estado: brasil61.com/painelcovid

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17/07/2021 15:32h

Instituto de Tecnologia Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz, produz a vacina Oxford/AstraZeneca a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, prevendo chegar a 100 milhões de doses entregues em agosto

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A Fiocruz alcançou 70 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 entregues. O Instituto de Tecnologia Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da fundação, produz a vacina Oxford/AstraZeneca a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. A previsão é de que o número suba para 100 milhões de doses entregues em agosto.

Na entrega desta última sexta-feira (16), a Fiocruz liberou 4,5 milhões de doses para aplicação nos municípios brasileiros. Uma remessa de 212 mil doses foi entregue diretamente ao estado do Rio de Janeiro, onde fica a sede da fundação, e as demais foram levadas para o Ministério da Saúde.

O instituto também se prepara para produzir o ingrediente farmacêutico ativo no Brasil, o que aceleraria o processo de fabricação da vacina. A produção do IFA é fruto de um acordo de transferência de tecnologia, assinado no início de junho.

Entre as 115 milhões de doses de imunizantes aplicados no Brasil até o momento, 46,6% são da vacina Oxford/AstraZeneca, 39,2% da CoronaVac, 10,9% da Pfizer/BioNTech e 3,3% da Janssen. 

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12/07/2021 11:45h

Dos 19 milhões de brasileiros que já tiveram contato com o vírus, 3 milhões são moradores de São Paulo

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O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que 19 milhões de brasileiros já foram infectados pela Covid-19. Deste total, 3 milhões são moradores de São Paulo. Os dados foram divulgados na noite de domingo (11), com acréscimo de 20.937 novos diagnósticos positivos em 24 horas. Com esses registros, o país chega a 19.069.003 casos acumulados da doença.

O boletim mostra ainda 595 novos óbitos, totalizando 533.488 vidas perdidas para a Covid-19 na pandemia. As unidades da federação com mais mortes totalizadas são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Já quando analisada a taxa de letalidade, ou seja o número de mortes entre os que foram infectados, o estado fluminense assume a estatística negativa.

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro - 5,79%
  • São Paulo - 3,42%
  • Amazonas - 3,28%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,86%
  • Goiás - 2,83%
  • Pará - 2,80%
  • Mato Grosso – 2,65%
  • Minas Gerais – 2,58%
  • Rio Grande do Sul – 2,57%
  • Ceará – 2,55%
  • Rondônia – 2,49%
  • Mato Grosso do Sul - 2,48%
  • Alagoas – 2,47%
  • Paraná – 2,45%
  • Piauí – 2,22%
  • Espírito Santo – 2,21%
  • Sergipe – 2,16%
  • Paraíba – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Bahia – 2,14%
  • Acre – 2,04%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,65%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,55%                

Entre os municípios, São Luiz do Paraitinga (SP) tem a maior letalidade do país: 29,33%. Na sequência, vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 19,10%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,77%. 

Do outro lado da lista, entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, várias cidades aparecem com índice de zero, por não ter registrado óbitos, como São Francisco do Brejão (MA), Santa Filomena do Maranhão (MA), Patis (MG), Bonito de Minas (MG) e Massapê do Piauí (PI), todas com mais de 5 mil habitantes. 

Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município em brasil61.com/painelcovid.  
 

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07/07/2021 12:30h

Ministério da Saúde incluiu as categorias dos bancários e dos trabalhadores dos Correios entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19, e uma nota técnica detalhando os critérios para imunização deve ser divulgada ainda nesta semana

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O Ministério da Saúde incluiu as categorias dos bancários e dos trabalhadores dos Correios entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19. O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto nesta última terça-feira (6). 

Representantes sindicais das duas categorias fizeram uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde solicitando a inclusão, horas antes do anúncio. Eles foram chamados para uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que comunicou a decisão.

Uma nota técnica detalhando os critérios para imunização deve ser divulgada ainda nesta semana. A pasta também deve anunciar qual a ordem de prioridade dessas categorias no Plano de Operacionalização da campanha de vacinação.

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, esteve ao lado do ministro Marcelo Queiroga durante o anúncio e ressaltou que os trabalhadores da instituição mantiveram o atendimento durante a pandemia. "Estivemos à frente dos atendimentos junto da população brasileira durante toda a pandemia. É uma vitória de todos os bancários”, comentou.

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07/07/2021 10:40h

Dúvidas sobre as reações às vacinas contra Covid-19 aumentam com o avanço da imunização, principalmente em relação ao produto da AstraZeneca. Efeitos colaterais mais comuns são sintomas como febre, fadiga, dor de cabeça e dor muscular

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Por que a vacina contra a Covid-19 provoca efeitos colaterais? Quais são as reações mais comuns? A AstraZeneca “derruba mais”? Qual vacina contra Covid-19 dá menos reação? É bom ter reação à vacina? Esses são alguns dos vários questionamentos levantados por quem foi imunizado contra o novo coronavírus e apresentou sintomas como dores de cabeça, febre e fadiga, por exemplo.

Para esclarecer alguns desses pontos, o portal Brasil61.com ouviu médicos especialistas no tema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), efeitos colaterais leves a moderados são normais, e ocorrem porque “o sistema imunológico do corpo está respondendo à vacina e se preparando para combater o vírus”. Geralmente, após a aplicação da dose, o corpo aumenta o fluxo sanguíneo para que mais células imunes possam circular e aumenta a temperatura para matar o vírus, como explica a OMS.

Quais os sintomas mais comuns depois de tomar a vacina?

Os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 mais relatados incluem dor no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e diarreia. A maior parte dos sintomas vão de leves a moderados, e não duraram mais do que alguns poucos dias, como detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

“Os sintomas mais comuns são febre, dor na da aplicação, um pouco de inchaço ou vermelhidão. Isso funciona para qualquer vacina. Normalmente, esses eventos vão durar por 24 ou 48 horas. Eles são transitórios e passam sozinhos, sem precisar da gente fazer qualquer tipo de intervenção mais grave.”

CoronaVac, AstraZeneca, Janssen e Pfizer

A bula da CoronaVac, um dos imunizantes mais utilizados no Brasil, por exemplo, traz três tópicos sobre possíveis reações adversas observadas a partir de estudos clínicos. 

  • Reação muito comum (podem ocorrer em mais de 10% dos pacientes): dor no local da aplicação;
  • Reação comum (podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes): cansaço, febre, dor no corpo, diarreia, náusea, dor de cabeça;
  • Reação incomum (podem ocorrer entre 0,1% e 1% dos pacientes): vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, reação alérgica, pressão arterial elevada, hipersensibilidade alérgica ou imediata.

A bula da AstraZeneca, Janssen e Pfizer também descrevem sintomas semelhantes. O informativo da AstraZeneca avisa que, “como todos os medicamentos, essa vacina pode causar efeitos colaterais, apesar de nem todas as pessoas os apresentarem”, e conclui que, em estudos clínicos com a vacina, “a maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve a moderada e resolvida dentro de poucos dias, com alguns ainda presentes uma semana após a vacinação”.

Atualmente, entre todos os brasileiros vacinados, 46,7% receberam doses da AstraZeneca, 43,4% da CoronaVac, 8,7% da Pfizer e 1,2% da Janssen. Caso a pessoa imunizada apresente sintomas diferentes destes citados em bula ou persistentes, a recomendação é procurar um profissional de saúde para o diagnóstico mais preciso. 

Se medicar após a vacina bloqueia a proteção contra a Covid-19?

Uma outra dúvida recorrente de quem é imunizado contra a Covid-19 é se pode ou não utilizar uma medicação contra as reações à vacina. A médica Ana Helena afirma que não existe nenhum medicamento que seja comprovadamente contraindicado. Ou seja, não há um remédio que possa “bloquear” o efeito da vacina.

“Caso você tenha somente febre, dor no corpo, enjoo, por aquelas 24h ou 48h, pode tomar o medicamento que já é de costume, ou perguntar para o seu médico que já te acompanha, para orientar o que deve ser feito”, diz. A recomendação é a mesma da bula da AstraZeneca, que traz: “Se os efeitos colaterais como dor e/ou febre estiverem incomodando, informe o seu profissional de saúde, ele poderá indicar o uso de algum medicamento para alívio destes sintomas, como, por exemplo, medicamentos contendo paracetamol”.

Como se medicar?

Fernanda Silva, 51 anos, é uma das pessoas que recebeu a dose de proteção e seguiu essas indicações. “Tomei a vacina da AstraZeneca ao meio-dia e comecei a sentir reação por volta de 21h. Eu tive muito calafrio, muito frio, muita dor no corpo. Passei a madrugada inteira tremendo muito e tomei uma Dipirona para passar um pouco do mal-estar”, relata. 

Fernando Cerqueira, infectologista do Hospital Santa Marta Asa Norte, destaca que alguns remédios podem ser bons aliados para combater os efeitos. “Medicações como Dipirona, principalmente, em casos de dor de cabeça, em caso de febre, de fadiga. Em caso de enjoo, pode ser tomado um Plasil, um Vonau. Mas é importante ressaltar que não se tome nenhuma medicação que necessite de prescrição médica, sem o devido acompanhamento”, alerta. 

Os sintomas de Fernanda passaram um dia após a aplicação, seguindo o padrão de normalidade citado pelos médicos. “Ter a oportunidade de receber a vacina pelo SUS é um privilégio muito grande, eu acho que a gente tem que enaltecer isso. Essa é a sensação, de alegria, de vitória. Espero que todos também tenham essa oportunidade, que a gente consiga conter esse vírus aí”, pontua.

A proteção final também é destacada pela infectologista Ana Helena. “Qualquer vacina que a gente tome pode dar algum efeito colateral ou evento adverso. O mais importante é a população saber que as vacinas são seguras e eficazes. Elas são o método mais rápido e mais simples da gente voltar para o nosso normal. Os efeitos colaterais são muito menores quando se compara o efeito de uma Covid. E os benefícios são muito maiores”, sintetiza.

Não ter reação significa que não houve proteção contra a Covid?

Há também quem se vacina contra o novo coronavírus e não apresenta sintomas adversos. Isso quer dizer que a pessoa não foi imunizada? A resposta é objetiva: não ter efeitos colaterais não significa que não há proteção. A própria OMS destaca essa informação. 

“Efeitos colaterais comuns, leves ou moderados, são uma coisa boa. Eles nos mostram que a vacina está funcionando. Não experimentar efeitos colaterais não significa que a vacina seja ineficaz. Significa que todos respondem de forma diferente”.
 

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02/07/2021 17:35h

Ministério Público chegou a citar uma “criação injustificada de privilégios para determinadas categorias profissionais” no andamento da vacinação, que vai mudar neste mês

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Pessoas entre 27 e 40 anos já podem se vacinar contra a Covid-19 em oito capitais, mas nenhuma delas é Brasília. O Distrito Federal possui hoje uma porcentagem de população vacinada abaixo da média nacional, tanto com a primeira quanto com a segunda dose. Somente neste mês de julho a Secretaria de Saúde do DF abriu o agendamento da vacinação para pessoas com 46 anos, faixa etária que já havia sido contemplada com a imunização há quase um mês em São Luís, no Maranhão, por exemplo.

Veja abaixo qual a faixa etária está sendo imunizada em cada capital:

Uma das explicações possíveis para a lentidão da fila do Distrito Federal é a inclusão de novos grupos prioritários, de diferentes categorias profissionais. Essa é uma das críticas do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que chegou a emitir uma recomendação técnica ao secretário de Saúde, Osnei Okumoto. 

O documento pedia que a pasta passasse a assegurar o cumprimento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, elaborado pelo Ministério da Saúde, “abstendo-se de incluir novas categorias profissionais no processo de imunização da população, que não aquelas já previstas naquele plano”. Para o MPDFT, a medida pode garantir o cumprimento dos princípios da universalidade e do acesso igualitário à saúde, “com o fim de impedir a criação injustificada de privilégios para determinadas categorias profissionais”. 

O secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirmou, durante entrevista coletiva, que o governo vai cumprir a recomendação do Ministério Público e vacinar os moradores do DF apenas por idade. Com a mudança, a Secretaria de Saúde espera vacinar 200 mil pessoas com a segunda dose da vacina em julho. Um impasse recente ilustra o cenário de pressão política pela vacina no DF até que tenha se chegado a essa decisão.

Em 10 de junho, representantes do Sindicato dos Bancários de Brasília se reuniram com o governador Ibaneis Rocha (MDB), no Palácio do Buriti, para solicitar a inclusão da categoria como prioridade na imunização. Ibaneis deu parecer favorável ao pedido, que iria se concretizar neste próximo sábado (3), data marcada para vacinação dos bancários, mas, após a recomendação do MPDFT, essa imunização da categoria foi suspensa.

Pressão

Como resultado do cancelamento, o Sindicato dos Bancários ameaçou uma decretação de greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (5). Já outras categorias tiveram sucesso no pedido de inclusão entre as prioridades. Dentro do escopo dos profissionais de saúde, o DF imunizou trabalhadores como biólogos, nutricionistas, educadores físicos, fonoaudiólogos, técnicos de laboratório e psicólogos, entre outros. Confira a lista completa abaixo:

Algumas destas inclusões geraram críticas de setores da sociedade sobre casos específicos, de pessoas que receberam doses mesmo sem atuar em situações de exposição ao vírus. O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra a União e o Governo do Distrito Federal “para que revejam a decisão de incluir profissionais classificados como ‘demais trabalhadores da saúde’ nos grupos prioritários”.

O MPF levanta que essa extensão é “indevida” por privilegiar servidores que desempenham atividades burocráticas e operacionais, e que utilizariam ao menos 8 mil vacinas no DF. “Sempre que se incluem entre as categorias prioritárias pessoas a serem vacinadas, mais ainda se atrasa a vacinação da população em geral e, especialmente no caso de servidores públicos não envolvidos diretamente com prestação de serviços de saúde, tal expediente se aproxima do estabelecimento de privilégios inaceitáveis em um Estado Democrático de Direito”, traz o texto do Ministério Público.

Walter Ramalho, epidemiologista do curso de Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB), avalia que esse cenário de conturbação a respeito da definição de prioridades acaba desfavorecendo categorias socialmente mais marginalizadas, que precisam da proteção contra a doença.

“Eu vejo que o problema, nesse caso, é que essas categorias profissionais que estão sendo vacinadas, na sua estratificação, são aquelas categorias profissionais que têm de alguma uma situação de pressão ao governo, e com isso se ganha privilégios. Por outro lado, nós temos outras categorias de profissionais invisíveis, que não conseguem fazer nenhum tipo de demandas ao governo, porque não são organizadas”, diz.

Exposição

O especialista cita casos de profissionais que estão constantemente expostos a situações de risco. “Diaristas que precisam pegar um ônibus, e normalmente um ônibus lotado, por exemplo. Talvez essas pessoas precisassem ser imunizadas em uma escala de prioridade maior do que outras. Claro, eu acredito que precisamos ter essa estruturação de categorias profissionais com maior risco, mas nós não podemos deixar de considerar pessoas invisíveis que não estão dentro dos pacotes de pressão ao governo”, avalia.

Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do DF, David Urbaez, a vacinação tem que favorecer pessoas mais vulneráveis no primeiro momento, quando há poucas vacinas disponíveis. “A variável mais importante nesse sentido é a exposição ao risco, ou seja: mobilidade intensa, transporte público, locais de trabalho com muita aglomeração, fechados e de má ventilação. Nessa análise é que nós conseguiríamos configurar um melhor arranjo dos grupos de vacinação”, diz. 

David também acredita que já há dados suficientes para identificar em quais situações a Covid-19 provoca mais casos e óbitos. “De maneira geral, o plano de vacinação tem que ser revisado. Esses grupos que hoje têm como ser bem definidos com os dados epidemiológicos deveriam ser os grupos prioritários a serem vacinados”, afirma.

Migração pela vacina

Gilma Sousa é uma das moradoras da capital que está exposta por conta das atividades. A empresária trabalha em um restaurante e em contato diário com clientes, e precisou sair do DF para se proteger. “Estava muito complicado e demorando muito. Então saí daqui e fui tomar a vacina em Goiás. Até porque agora que [a fila] está chegando na minha idade, de 46 anos, e eu já vou tomar a segunda dose dia 19 de julho”, relata. 

A prática de buscar uma imunização no estado vizinho vem sendo comum no Distrito Federal. O próprio governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que os goianos já aplicaram 82 mil doses em moradores do DF. Caiado ainda alimentou uma disputa política com Ibaneis Rocha, publicando em redes sociais: “Enquanto muitos lavam as mãos, nós arregaçamos as mangas”. Ibaneis, logo depois, postou que a campanha de imunização tem “estratégia nacional” e que o DF já aplicou “quase 160 mil doses em residentes de outras unidades do Brasil, sendo que a maior parte dessas pessoas vieram do nosso Entorno.”

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Politização

Erik Sales, mestre em Ciência Política, avalia que a politização de processos decisórios que deveriam ter somente critérios técnicos já é algo histórico no DF. "E, mais uma vez, com algo tão sensível quanto a vacinação da população, infelizmente também não fugiu à regra. Houve sim uma politização dos critérios de vacinação da população baseados em categorias. Isso acaba por deixar o DF muito aquém de outros estados, mesmo tendo uma população menor", diz.

O cientista político enxerga que isso se deve, em grande parte, à força dos lobbys estabelecidos na capital do país. "Principalmente com relação ao funcionalismo, que aqui é muito forte. Esses grupos de pressão atuam de forma muito intensa dentro do executivo e do legislativo. Então, o critério de vacinação efetivamente adotado pelo governo local, até a recomendação do Ministério Público, era um critério do 'quem grita mais alto'. A categoria, o grupo de pressão, que gritasse mais alto, conseguia entrar na fila de vacinação com a maior prioridade", opina.

Por fim, Erik vê ainda que esse processo tem ligações com as eleições de 2022. "Houve, sim, a intenção do governo em atuar de forma a ganhar capital político frente a esses grupos de pressão. Até porque são esses grupos de pressão principalmente, friso mais uma vez, do funcionalismo que acabam por pautar o processo decisório local. Então, foi uma forma de ganhar governabilidade e capital político para as eleições que se aproximam. E o principal prejuízo, quem efetivamente arca com prejuízo dessa inércia decisória, por assim dizer, é a população, que fica aguardando um critério mais técnico de vacinação", enfatiza.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF afirmou à reportagem que "segue na postura de adotar cautela tanto na ampliação de público quanto na divulgação de informações sobre a vacinação, para que expectativas não sejam frustradas", e que a velocidade da vacinação de alguns estados se deve ao fato de que essas regiões, com o objetivo de aumentar o número de vacinados, "optaram por usar o estoque que seria reservado para segunda dose."

A pasta conclui informando que “o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina estabelece que a vacinação dos grupos prioritários deve ocorrer de acordo com a situação populacional de cada localidade”, e que o DF, “por ter hospitais de referência de média e alta complexidade, registra considerável número de atendimentos a comorbidades de moradores do de outros estados, principalmente da região do Entorno, onde não há esse tipo de assistência.”
 

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30/06/2021 20:10h

Tosse, espirros e outros sintomas da gripe são comuns aos sintomas da Covid-19. Saiba diferenciá-los a partir da visão de infectologistas

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Um simples espirro ou uma tosse em meio à pandemia da Covid-19 já liga um alerta. Será um sintoma de infecção pelo novo coronavírus? Com a chegada do inverno, então, a preocupação aumenta, pois as doenças respiratórias ficam mais comuns e diferenciar o que é uma gripe ou resfriado de algo mais grave se torna mais complexo. 

Em meio aos questionamentos, muitos brasileiros ainda recorrem ao Google, que registra milhares de pesquisas como: “Tosse com catarro pode ser Covid?”, “Tosse seca persistente é Covid?” ou “Como saber se é Covid ou gripe?”. Essas são algumas das principais buscas na plataforma sobre o tema, segundo o Google Trends, e o portal Brasil61.com convidou especialistas para esclarecerem o tema.

Como saber se é Covid ou gripe?

Antes de tudo, é preciso saber diferenciar as doenças, como cita a infectologista Ana Helena Germoglio. “Nós temos, basicamente, três doenças que são causadas por vírus e que são transmitidas da mesma forma, por gotículas, por secreção respiratória de uma pessoa infectada para outra. Os agentes causadores dessas doenças, entretanto, são bem distintos”, lembra.
 
“A gripe é provocada pelo vírus da influenza, o resfriado é provocado por outros rinovírus, adenovírus, para influenza e outros vírus respiratórios, e a Covid-19 é transmitida pelo SARS-CoV-2”, detalha a médica. Os sintomas, porém, são bem semelhantes.
 
“Tosse, dor de garganta, mal-estar, dor no corpo, cansaço. Sintomas que podem confundir um diagnóstico correto de qual é a doença”, cita Ana Helena. Se esses indicativos são iguais, como precisar a infecção, então? A resposta não está no Google. “Qualquer pessoa que tiver esses sintomas precisa passar por avaliação médica e fazer sua testagem para a Covid-19, mesmo quem já foi vacinado ou quem já teve a doença anteriormente”, afirma.
 
Nestes casos, a importância do teste de detecção da Covid-19 se dá ainda para prevenir a disseminação do vírus, pois mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir a doença. 

Gripe, resfriado ou Covid-19?

Maciel Ferreira Junior, morador do Distrito Federal, é uma das pessoas que costuma ter quadros gripais neste inverno. "Comecei a ter alguns sintomas de gripe há mais ou menos uns cinco dias. Tive dor de garganta, coriza, um pouco de tosse. Não cheguei a supor que fosse Covid, porque sempre tenho esses sintomas nessa época do ano, e também já tomei a primeira dose da vacina, então diminui a probabilidade de ser Covid-19.”
 
Parceiro de conteúdo do portal Brasil61.com, o canal Dr. Ajuda produziu um vídeo com a infectologista Maria Daniela Bergamasco para levar informações sobre quem tem dúvidas sobre essas infecções. A médica também pontua que sintomas como tosse, dor de garganta, dor de cabeça, nariz entupido e coriza “são sintomas de gripe, mas que também podem aparecer no resfriado, na Covid-19 e nas outras viroses respiratórias”.

Para evitar agravamento do caso, ela cita alguns sinais de alerta que devem levar à busca do pronto socorro, independente de fazer parte ou não de algum dos grupos de risco para o novo coronavírus. 
 
“A persistência da febre por mais de três dias ou retorno da febre depois de dois dias de ter ficado afebril, a alteração do nível de consciência, com sonolência, uma fraqueza importante ou desmaios. Falta de ar, com sensação de dificuldade para respirar, qualquer desconforto respiratório ou aparecimento de cianose, que é quando a boca ou as extremidades das mãos, por exemplo, ficam mais arroxeados, isso é um sinal de falta de oxigênio”, detalha Maria Daniela.
 
Segundo o Ministério da Saúde, para evitar a Covid-19 ou outras doenças respiratórias, medidas de prevenção continuam sendo essenciais:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo de pessoas doentes (a recomendação é mais de um metro de distância);
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Cobrir boca e nariz com um lenço de papel, ao tossir ou espirrar. Após, jogar no lixo e higienizar as mãos;
  • Evitar o compartilhamento de copos, pratos ou outros objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocadas com frequência por várias pessoas;
  • Pessoas que estiveram em áreas onde o vírus circula, que tiveram contato físico com alguém diagnosticado ou que apresentem febre, tosse ou dificuldade para respirar, devem procurar atendimento médico de imediato.

Tipos de casos

O ministério ainda classifica a infecção pelo SARS-CoV-2 em cinco tipos principais:

  • Caso assintomático: caracterizado por teste laboratorial positivo para Covid-19 e ausência de sintomas;
  • Caso leve: caracterizado a partir da presença de sintomas não específicos, como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia;
  • Caso moderado: os sintomas mais frequentes podem incluir desde sinais leves da doença, como tosse persistente e febre persistente diária, até sinais de piora progressiva de outro sintoma relacionado à Covid-19 (adinamia, prostração, hiporexia, diarreia), além da presença de pneumonia sem sinais ou sintomas de gravidade;
  • Caso grave: considera-se a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Síndrome Gripal que apresente dispneia/desconforto respiratório ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada de lábios ou rosto);
  • Caso crítico: os principais sintomas são sepse, síndrome do desconforto respiratório agudo, síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória grave, disfunção de múltiplos órgãos, pneumonia grave, necessidade de suporte respiratório e internações em unidades de terapia intensiva.
     
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29/06/2021 20:00h

Entenda quais são as variantes da Covid-19 em circulação no Brasil, quais os sintomas e como as vacinas respondem às infecções

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Variante P1, variante Delta, cepa do Reino Unido… Os nomes técnicos de mutações do novo coronavírus são diariamente citados em meio à pandemia. Mas o que significam essas variantes? Quais são as variantes da Covid-19 que estão em circulação no Brasil? As vacinas contra a doença também protegem contra essas variantes? 

Para responder aos questionamentos comuns à população, o portal Brasil61.com conversou com médicos especialistas. Antes de tudo, é preciso saber o que é uma nova cepa, ou uma variante. 

“Variantes são vírus com mini-mutações. Essas mutações aumentam as chances de contaminação, a forma com que o vírus entra nesse organismo. Pode haver mudanças na estrutura, principalmente, da membrana desse vírus”, explica Luciano Lourenço, clínico geral e chefe da Emergência do Hospital Santa Lúcia. 
O médico detalha que essas mutações ocorrem na proteína Spike do vírus SARS-CoV-2, da Covid-19, “que é onde ele se liga, onde tem o primeiro contato dessa cápsula do vírus com as células do corpo humano”. “Então, as variantes são pequenas variações que os vírus sofrem nessa partícula, nesse pedacinho da cápsula viral, que aumentam a chance de transmissão e aumentam a velocidade dela se implantar no nosso organismo”, conceitua.

Quais são as variantes que estão em circulação no Brasil? 

Werciley Júnior, infectologista e chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, enumera três variantes principais em circulação no país. “Hoje, no Brasil, a gente tem a predominante P1, que é a que veio de Manaus, temos a P2, uma variante que atingiu mais a região do Sudeste, e temos casos da variante Delta, que é a Indiana. Não temos repercussões da variante nem inglesa e nem da África do Sul”, diz.

  • P1: variante que surgiu em Manaus
  • P2: variante que atingiu mais a Região Sudeste
  • Delta: variante Indiana

O infectologista lembra ainda que os sintomas da contaminação pela Covid-19 não se alteram a depender das variantes.  “Os sintomas apenas são mais proeminentes, porque são vírus que têm uma maior suscetibilidade de contaminação, ou seja, têm uma maior facilidade de contaminar e, com isso, atingir uma carga viral até maior, podendo criar uma forma mais grave da doença. Não quer dizer que todo mundo que tiver variante vai ter forma grave, mas há uma maior chance de forma grave com as variantes”, alerta.

“A variante indiana do novo coronavírus é altamente transmissível”, diz infectologista da SBI

Quais cepas do coronavírus circulam pelo Brasil?

Covid-19: entenda a importância da vacinação para conter o surgimento de novas cepas

As vacinas protegem contra as variantes?

Com o surgimento de novas cepas do coronavírus, quem já se imunizou ou está aguardando a vacina contra a Covid-19 pode questionar se a proteção é eficaz até mesmo contra essas mutações. Luciano Lourenço cita estudos recentes que mostram que sim, há imunização mesmo contra as cepas, embora essa proteção possa ser menor. 

“Os estudos que a gente já tem mais recentes, como por exemplo da Pfizer, mostram eficácia contra variantes. A CoronaVac, a AstraZeneca e a Pfizer, essas três, já mostram uma eficácia. Porém, ela é menor do que a variante mais comum. Então, vamos dizer que, com a variante comum, essas vacinas conseguem proteger em torno de 70%, podendo chegar até 80%. Com relação às variantes, elas conseguem entre 50% e 60% de proteção”, afirma. 

O médico ainda ressalta que, de modo geral, as vacinas não conseguem dar uma proteção de 100%. Mas, ainda que uma pessoa seja infectada pela doença, a tendência da vacina é que ela provoque sintomas mais leves e não permita que o contaminado tenha quadros mais perigosos da Covid-19. 

Uma ou duas doses, entenda cada vacina da Covid-19

  • Coronavac: Duas doses com intervalo entre as doses entre 14 a 28 dias após a aplicação da primeira.
  • Astrazeneca: Duas doses, o prazo para aplicação da segunda dose é de até 90 dias.
  • Pfizer: Duas doses com prazo de aplicação para a segunda dose de 21 dias.
  • Janssen: Dose única.
  • Sputnik V: Aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias.
  • Covaxin: Aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre cada uma delas.

Vacinas disponíveis no Brasil 

Coronavac: Eficácia para casos sintomáticos é de 50,7%, sendo que pode chegar a 62,3% se houver um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. 

Astrazeneca: Eficácia de cerca de 70% nos estudos que levaram à aprovação, variando entre 62 e 90%. Dados de vida real recém-divulgados pelo governo britânico apontam para 90% de proteção após as duas doses. 

Pfizer: Já demonstrou 95% de eficácia em prevenir casos confirmados de Covid-19. O laboratório já relatou, inclusive, que a vacina funciona contra a variante sul-africana. 

Janssen: Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19.

Sputnik V: A vacina recebeu liberação parcial da Anvisa para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada para alguns estados. Eficácia de 91,7%, segundo estudo da Lancet, e 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya. 

Covaxin: A agência regulatória brasileira permitiu, por enquanto, o uso de 4 milhões de unidades do imunizante. A Anvisa ponderou o fato de não ter recebido relatórios da agência indiana, o curto prazo de acompanhamento dos participantes dos estudos e a inconclusão dos estudos da fase 3, etapa que atesta a eficácia da vacina. Eficácia de 78% e 100% em casos graves.

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Brasil 61