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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

saúde

21/09/2020 14:00h

Desde 2019, o tema passou a ser tratado de forma integrada por diversas áreas do governo, que instituiu o Comitê Intersetorial do Programa de Vida no Trânsito

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Entre 2014 e 2018, os acidentes de trânsito foram responsáveis por mais de 26 mil internações ao custo de R$ 28,5 milhões em Mato Grosso. É o que apontam dados do Sistema Único de Saúde (SUS).  Em todo o país, foram R$ 14 bilhões em custos para o SUS somente no ano de 2019.

Autoridades de trânsito e profissionais da área da saúde pública do estado consideram os números alarmantes. Por esse motivo, esses grupos participam do debate no I Encontro Mato-grossense de Mobilidade Segura e Vida no Trânsito, realizado pelo governo estadual, por meio de diversas secretarias e órgãos do Executivo local.

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Desde 2019, o tema passou a ser tratado de forma integrada por diversas áreas do governo, que instituiu o Comitê Intersetorial do Programa de Vida no Trânsito, com coordenação central no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A programação do evento começou na última sexta-feira (18), com transmissão de palestras de doutores e especialistas em mobilidade, arquitetura urbana e em saúde coletiva. Eles abordaram pontos relacionados à promoção da paz, da saúde e da segurança no trânsito. 
 

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Saúde
17/09/2020 17:00h

O objetivo era elaborar ações para qualificar os processos de trabalho de equipes em outras cidades do país

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Uma das práticas que promove o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é a troca e o compartilhamento de saberes. Nesse sentido, técnicos do Ministério da Saúde foram até o município de Uberlândia (MG) para conhecer práticas exitosas aplicadas na Atenção Primária. O objetivo era elaborar ações para qualificar os processos de trabalho de equipes em outras cidades.

Durante o trabalho, os profissionais acompanharam as ações da planificação da Atenção à Saúde implantadas no município mineiro. Os detalhes eram sobre a organização dos processos nessas unidades e a integração da atenção primária e da atenção ambulatorial especializada no cuidado de usuários com condições crônicas.

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A substituta da diretora do Departamento de Saúde da Família do Ministério da Saúde, Renata Costa, avaliou que “ter esse trabalho em conjunto potencializa o cuidado da população e promove mais qualidade de vida”. Segundo ela, “não basta ter unidades bem estruturadas, mas precisa haver processos.”

Já a secretária-adjunta da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Daniela Ribeiro, afirmou que a iniciativa é essencial para o fomento de estratégias e ações em outros estados. Para ela, “o modelo de atendimento de Uberlândia é de excelência e merece esse reconhecimento.”


 

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15/09/2020 00:00h

Em Caucaia, seis comitês de acompanhamento e formulação de estratégias foram criados para elaborar métodos que deem mais agilidade em ações contra o novo coronavírus

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Com o objetivo de minimizar os efeitos negativos causados pela pandemia do novo coronavírus, o município de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, passou a montar um sistema de prevenção para população local. A ideia consiste na criação de seis comitês de acompanhamento e formulação de estratégias. Esses grupos devem atuar na elaboração de métodos que deem mais agilidade para tomada de decisão em ações contra a Covid-19.

Para isso, uma rede batizada de “teia” foi estabelecida para que agentes comunitários de saúde tivessem como chegar de forma segura e eficaz até os moradores da cidade, para repassar informações e, quando necessário, atuar como elo entre a pessoa atendida e a unidade básica de saúde.

“A teia da saúde os aproximou da comunidade e das unidades de saúde. Ao amanhecer, em vez de enviar mensagens de autoajuda, por exemplo, se perguntava se alguém tinha levantado com algum sintoma. Apresentado queixa, já havia o encaminhamento para o posto para atender praticamente sintomas relacionados à Covid-19”, explicou o ex-secretário de Saúde do município, Moacir Soares.

Entre outras ideias, o sistema consiste na criação de grupos de WhatsApp, em que os agentes comunitários de saúde conversam diariamente com as pessoas que eles acompanham. O objetivo é receber relatos de moradores que podem ter desenvolvido algum sintoma da Covid-19 e possibilitar um atendimento rápido para que, em caso de confirmação, a doença não seja elevada para um nível mais crítico.

A eficiência e os benefícios dessa rede foram discutidos recentemente em um debate virtual realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Durante o encontro, a agente comunitária de saúde de Caucaia, Célia Rodrigues afirmou que a medida tem se mostrado eficaz e que o projeto deve continuar enquanto durar a pandemia.

“Haviam pessoas que estavam sim com Covid-19. Elas se queixavam mais de cansaço, mas ninguém ficou para trás. Todos os dias postamos o que é necessário. As pessoas também mandam mensagens no nosso número privado, porque nem todos gostam de se expor, mas nós também tiramos as dúvidas deles. É dessa forma que temos trabalhado no nosso cotidiano”, pontuou Célia.

Atenção primária

O sistema tenta adiantar a resolução de um problema por meio de atendimentos ainda na atenção primária. Dessa forma, é possível saber a situação da população, a evolução de pessoas com sintomas da doença, checar se crianças estavam com a carteira de vacinação em dia, além de identificar se pacientes com doenças crônicas estão recebendo medicamentos essenciais para o controle da sua condição.

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Nesse sentido, a professora do curso de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas Marques, avalia que o método pode ser eficiente, já que a identificação e o monitoramento precoce da Covid-19, associadas as outras estratégias, podem ajudar a conter as taxas de contaminação e de mortes pela doença.

“Quanto mais rápido fizermos esse acompanhamento, mais rápido controlaremos a doença. Assim, o vírus deixa de circular porque aquele indivíduo que está positivo para a Covid-19 vai ficar isolado, até passar o período da quarentena”, destaca Carla.
 

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Saúde
14/09/2020 17:00h

O documento havia sido protocolado na Câmara dos Deputados, durante reunião da Comissão Externa do Enfrentamento à Covid-19

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Membros da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS), inclusive o presidente, Fernando Pigatto, entregaram o primeiro lote de assinaturas da petição pública do CNS. O documento havia sido protocolado na Câmara dos Deputados, durante reunião da Comissão Externa do Enfrentamento à Covid-19. 

A petição tem o intuito de sensibilizar parlamentares para garantir a continuidade do orçamento emergencial para a saúde em 2021. Na avaliação de Pigatto, “se nada for feito, com o fim do estado de calamidade pública, em 31 de dezembro de 2020”, não haverá piso emergencial no próximo ano. 

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O documento foi recebido pelo coordenador da Comissão Externa do Enfrentamento à Covid-19, Luiz Antônio Teixeira Jr (Dr. Luizinho) e pela relatora Deputada Carmen Zanotto. 

Luiz Antônio disse que, em 2021, haverá um enfrentamento à “maior demanda de serviços em saúde da história do Brasil, por conta de tudo que ficou represado esse ano. Já Carmen Zanotto destacou os dados do Ministério da Saúde que apontam redução de 61,4% nas cirurgias eletivas e disse que “a demanda reprimida vai desde a atenção básica até a alta complexidade.  

 

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11/09/2020 00:00h

A informação da Pasta foi dada após o anúncio da suspensão dos testes da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, depois de um voluntário, supostamente, ter sofrido reação adversa

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Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9), em Brasília, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que o Governo Federal tem como prioridade manter a segurança da população brasileira. A declaração foi dada após o anúncio da suspensão dos testes da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, depois de um voluntário, supostamente, ter sofrido reação adversa.

Ao ser comunicada oficialmente pelo laboratório AstraZeneca, a Pasta se posicionou e reforçou o compromisso em garantir à sociedade acesso a uma vacina segura e eficaz. “Não buscamos apenas uma vacina contra a Covid-19, estamos investindo em uma vacina segura e eficaz, em qualidade e quantidade necessárias para imunizar todos os brasileiros”, destacou Franco.

Ainda segundo o secretário, o Brasil vai precisar de um processo logístico mais amplo, principalmente por se tratar de um país com dimensões continentais, que abriga mais de 210 milhões de habitantes. Inicialmente, de acordo com Élcio Franco, os cuidados devem priorizar pessoas incluídas no grupo de risco, como idosos, profissionais de saúde e os de segurança e educação, por exemplo.

Para Élcio, seria precipitado fazer qualquer afirmação sobre falhas e tomar decisões antes de qualquer esclarecimento. “O evento ocorrido é natural e precisa ser investigado. A suspensão dos testes é um procedimento de segurança para que o evento adverso seja analisado e, assim, certificar a segurança da vacina”, disse.

Investimento

Desde quando a pandemia começou a se alastrar, diversos países, incluindo o Brasil, aguardam a notícia da descoberta de uma vacina que possa proteger as pessoas da Covid-19. Para isso, essas nações têm investido recursos para ajudar na produção de um imunobiológico seguro e adequado.  

No mês de agosto, o presidente Jair Bolsonaro, assinou uma Medida Provisória que viabiliza recursos para produção e aquisição da vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus, que seria desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford, com crédito orçamentário extraordinário de aproximadamente R$ 2 bilhões.

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Na avaliação de Élcio Franco, o risco da compra adiantada da vacina é inerente à situação econômica para qualquer país que sofreu com os efeitos adversos causados pela pandemia. “Vários países estão investindo na promessa de uma vacina segura, de forma adiantada, sob pena de não ter acesso à imunização quando essa for comprovada. Portanto, é um risco medido e necessário, sob o aspecto clínico e tecnológico”, salientou.

O secretário lembrou, ainda, que a aquisição dessa tecnologia também permitirá o desenvolvimento de outras vacinas, sendo de domínio total da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com direito de exploração. “O contrato entre a Fiocruz e a AstraZeneca não sofrerá qualquer alteração. Além do memorando de entendimento, o acordo da encomenda tecnológica já foi assinado eletronicamente entre a AstraZeneca da Inglaterra, do Brasil e da Fiocruz”, explicou Franco.

Outras vacinas

Além da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, o Brasil também acompanha o desenvolvimento de outras vacinas. Nesse sentido, brasileiros participam de um esforço como voluntários de testes de vacinas contra a Covid-19. Os grupos são compostos por médicos, enfermeiros, técnicos da área de saúde, que atuam na linha de frente contra o coronavírus. Ao todo, são cerca de 15 mil voluntários de várias partes do Brasil.

Uma das vacinas é desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e passa por testes elaborados pelo Instituto Butantan, de São Paulo. A instituição escolheu 12 centros de experimentos em cinco estados, além do Distrito Federal.

Em todos os casos, diariamente, eles precisam preencher um formulário relatando algum sintoma diferente. Depois disso, as informações são analisadas pela equipe médica. Divididos em dois grupos, metade dos voluntários tomam a vacina e a outra metade uma substância que não tem efeito nenhum na saúde. No entanto, ninguém sabe o que está recebendo.

O Brasil participa, ainda, de outro estudo desenvolvido pela farmacêutica americana Pfizer, que aplica testes em parceria com o Centro Irmã Dulce, em Salvador, e o Centro Paulista de Investigação Clínica em São Paulo.

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20/08/2020 10:30h

O ensaio clínico prevê a inclusão de até 60 mil voluntários, sendo sete mil no Brasil. O recrutamento dos voluntários é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa

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A Anvisa aprovou a condução de mais um ensaio clínico para estudar o potencial de uma vacina contra a Covid-19. O material é composto de um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26). Esse insumo foi construído para codificar a proteína S do vírus que causa a doença. 

O ensaio clínico prevê a inclusão de até 60 mil voluntários, sendo sete mil no Brasil. O recrutamento dos voluntários é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa. Este é o quarto estudo de vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa no Brasil.

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Os dados que embasaram a autorização da Anvisa incluíram estudos não clínicos com a vacina e dados não clínicos e clínicos acumulados de outras vacinas que utilizam a mesma plataforma Ad26. Para a aprovação, a agência realizou reuniões com a equipe da empresa farmacêutica que desenvolverá a vacina, com o objetivo de alinhar todos os requisitos técnicos necessários para os testes.   

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05/08/2020 00:00h

Dados sobre amamentação foram apresentados pelo Ministério da Saúde durante lançamento da campanha de incentivo à essa prática

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Considerado um ato fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança, o aleitamento materno tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil. É o que revela o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) do Ministério da Saúde. De acordo com o balanço, 14.505 crianças menores de cinco anos foram avaliadas no período entre fevereiro de 2019 e março de 2020. Desse total, 53% continua sendo amamentada no primeiro ano de vida.

Em relação às crianças menores de seis meses, o índice de amamentação exclusiva é de 45,7%. Quanto às menores de quatro meses, a taxa chega a 60%. Esses resultados, segundo o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros, representa um avanço importante, pois uma amamentação feita da maneira correta contribui, de maneira significativa, para uma vida saudável, tanto no momento atual, quanto no futuro.

“A amamentação é importante porque reduz em até 13% a mortalidade infantil, diminui as chances da criança ter alergia, infecções, diarreia, doenças respiratórias, obesidade e diabetes tipo 2. Além disso, causa um efeito positivo na inteligência, reduz as chances da mulher vir a ter câncer de mama e de ovário, não causa poluição ambiente por não ter embalagens e diminui os custos com tratamentos e para o sistema de saúde”, pontua Medeiros.

Os dados foram apresentados durante o lançamento da campanha de incentivo à amamentação, do Ministério da Saúde. A iniciativa marca o início do Agosto Dourado e da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2020 (SMAM), que ocorre em mais de 150 países.

Na ocasião, foram apresentadas informações sobre o último dado de 2006 da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS). Quando comparados ao Enani, esses dados apontam para um aumento de 15 vezes na prevalência de aleitamento materno exclusivo entre as crianças menores de 4 meses, e de 8,6 vezes entre crianças menores de 6 meses.

Por outro lado, em relação aos últimos 34 anos, percebe-se um salto de aproximadamente 13 vezes no índice de amamentação exclusiva em crianças menores de 4 meses e de cerca de 16 vezes entre crianças menores de 6 meses.

“Esses resultados mostram que o Brasil avançou nesses indicadores, revelando a importância das políticas públicas nessa área e a importância de continuar investindo em políticas públicas para promover e apoiar a amamentação. A nossa recomendação é que as crianças mamem por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos seis primeiros meses, priorizando a amamentação na primeira hora de vida”, destaca a coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, Gisele Bertolini.

Amamentação na pandemia

Apesar das recomendações sobre os cuidados para evitar contágio da Covid-19 serem mantidas, o Ministério da Saúde orienta que a amamentação seja contínua mesmo durante a pandemia. Nesse caso, são levados em conta alguns pontos como benefícios para a saúde da criança e da mulher e a ausência de constatações científicas significativas sobre a transmissão do coronavírus por meio do leite materno.

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A diretora substituta do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Maria Dilma Teodoro afirma que ainda é considerado o fato de não haver recomendação para a suspensão do aleitamento materno na transmissão de outros vírus respiratórios.

“A mulher deve procurar um profissional de saúde para obter orientações sobre os cuidados necessários para manter a amamentação no período da infecção por vírus. Caso ela tenha alguma dúvida ou se sinta insegura, a recomendação é procurar esclarecimentos com alguém da área e que tente não interromper a amamentação se não houver uma indicação em outro sentido”, explica Maria Dilma.

Nessa situação específica, a amamentação deve ocorrer apenas se a mãe desejar e estiver em condições clínicas adequadas para realizá-la. No caso das mães que tenham confirmação ou estejam com suspeita da Covid-19 que não puderem ou não quiserem amamentar, devem ser orientadas por profissionais de saúde a realizarem a extração do leite materno manualmente ou por bomba.
 

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03/08/2020 00:00h

Pesquisa da Universidade Federal do Paraná já alertava para os efeitos da falta de recursos federais no SUS

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Os repasses federais para a Saúde em tempos de pandemia evidenciaram ainda mais os problemas de subfinanciamento no setor e a necessidade do apoio da União. Se por um lado o Brasil foi revolucionário ao criar o Sistema Único de Saúde (SUS), espalhando por todo o país a garantia de atendimento médico à população, por outro, se viu em problemas para sustentar toda essa rede. O colapso provocado no sistema com a chegada do novo coronavírus já vinha sendo apontado há anos por organizações e especialistas, como um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com Harvard, realizado em 2019.

O levantamento apontou que os gastos no SUS recuaram nos últimos 30 anos, afetando principalmente os municípios menores. Adriano Massuda, médico sanitarista, professor na UFPR e um dos responsáveis pela pesquisa, explica que foi feita uma análise do sistema, desde sua implantação, além de projeções para 2030 com base nos níveis de financiamento federal.

Segundo Adriano, na análise histórica, a implantação do SUS foi extremamente importante para expandir os serviços de saúde no país. “Muitos municípios que na década de 1990 não tinham nenhum tipo de unidade essencial passaram a ter e o financiamento federal foi importante para isso, bem como para a criação da atenção básica da família’, explica. “Isso ampliou a cobertura vacinal, de pré-natal, enfim, gerou um impacto bastante significativo na mortalidade infantil, por exemplo. O Brasil foi um dos países que conseguiu a maior taxa de redução da mortalidade infantil entre 1990 e 2015. E muito disso se deve a implantação do SUS.”

A análise para o futuro, no entanto, não é promissora. Apesar dos avanços, o sistema de saúde manteve fragilidades estruturais, entre eles o subfinanciamento público. O médico explica que a maior parte do gasto com saúde no Brasil é dirigido ao setor privado, que se destina a não mais que 25% da população brasileira. 

“A menor parte do gasto, em torno de 46%, se dirige ao gasto público e isso cobre toda a população, da vacina ao transplante”, destaca Adriano. “O Brasil tem nível de gastos comparável com outros países industrializados, 9% do PIB. O problema é como se dá esse gasto. O nível de gasto é muito desproporcional e explica esse subfinanciamento histórico público.”

Congelamento

Em resumo, a expansão que ocorreu desde a década de 1990 em todo o sistema de saúde que atende à população não foi sustentada por um aumento de aporte de recursos federais. E piorou em 2016 com a Emenda Constitucional nº 95, que instituiu um novo regime fiscal, determinando que as despesas primárias teriam como limite a despesa executada no ano anterior, corrigida apenas pela inflação. Na prática, a medida congelou as despesas primárias por duas décadas.

“Analisando os cenários futuros, o que a gente observa é que a simples manutenção do recurso, como estava em 2016, corrigido só pela inflação, não é suficiente para manter os serviços. A tendência é haver uma redução de cobertura da saúde da família, o que vai impactar na cobertura vacinal, de pré-natal, afetando, principalmente, os municípios mais pobres, os que são mais dependentes de receita federal”, ressalta Adriano.

De 2016 para cá o orçamento para a Saúde tem diminuído cada vez mais. Segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS), somente em 2019, a perda de investimentos na área representou R$ 20 bilhões. Em 2017, quando a emenda passou a vigorar, os investimentos em serviços públicos de Saúde representavam 15,77% da arrecadação da União. Já no ano passado, os recursos destinados à área representaram 13,54%. 

Se o governo aplicasse o mesmo patamar que aplicou em 2017 (15% da receita corrente líquida de cada ano), a Saúde teria um orçamento de cerca de R$ 143 bilhões, e não os R$ 122,6 bilhões aplicados. A expectativa de perdas com o congelamento de 20 anos no setor, segundo a CNS, pode ultrapassar os R$ 400 bilhões.

Sobrou para os municípios

Eduardo Stranz, consultor da Confederação Nacional de Municípios (CNM), explica que o sistema de financiamento da saúde pública é tripartite, ou seja, tem de ter recursos das três esferas do governo. A Emenda Constitucional nº 29, aprovada no final do ano 2000, definiu que União corrigiria anualmente o orçamento federal destinado à saúde pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB), os municípios deveriam reservar 15% da arrecadação para esse fim e os estados, pelo menos, 12% das suas receitas líquidas. A EC 95, no entanto, fez com que a União pagasse apenas o orçamento do ano anterior acrescido da inflação, o que gerou o grave subfinanciamento de todo o sistema.

“Há menos recursos por parte da União no sistema, menos recursos dos estados, que estão todos quebrados, e os municípios que deveriam gastar 15%, gastam em média 22%. Tem município que gasta 30% ou 35% de suas receitas em saúde. Quem deveria financiar grande parte, que é a União, fica só coordenando e colocando cada vez menos dinheiro. E com a pandemia isso ficou ainda mais evidente”, ressalta.

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Tulio Carneiro, Secretário de Saúde de Conceição do Coité, na Bahia, lembra que além da emenda constitucional que congelou o repasse por parte da União se soma a outros problemas nos municípios, como a tabela SUS, que não sofre reajuste há bastante tempo.

“Há anos não temos reajuste da Tabela SUS, no entanto, salários, materiais, tudo tem aumentado de preço constantemente. Nesse momento da pandemia está mais grave ainda por conta da escassez de EPIs”, relata o secretário. “Os problemas são vários. Por exemplo, aqui nós temos 15 equipes de Saúde da Família. Para o custeio de uma equipe se transfere, em média, R$ 13 mil. Apenas isso para pagar médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, material, pessoal de limpeza, medicamentos. Não é sustentável. O valor que recebemos é ínfimo frente ao valor que temos de completar. As maiores despesas ficam sempre com o município, que no nosso caso, reserva, pelo menos, 18% do orçamento para Saúde.”

A pesquisa feita pela Universidade Federal do Paraná ligou o alerta no ano passado. E isso sem contar com a pandemia que viria. O estudo fez um conjunto de recomendações para que a situação não fique ainda mais grave. Entre elas estavam o fortalecimento do SUS como condição fundamental para a melhoria da saúde como um todo no país; maior aporte de recursos para a atenção básica; uma melhor integração entre os serviços, desde a atenção básica até o serviço hospitalar; e a definição de um padrão tecnológico definido nas ofertas de serviços do SUS. E agora que a pandemia desnudou ainda mais os problemas do subfinanciamento, o montante de recursos federais também precisará ser revisto.

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26/07/2020 00:00h

Cerca de 1,6 mil projetos foram inscritos na premiação

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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) do Brasil e o Ministério da Saúde irão premiar projetos que estimulam os cuidados de atenção primária à saúde desenvolvidos durante a pandemia de Covid-19. O concurso recebeu o nome de APS Forte no Combate à Pandemia. Os cadastros encerraram-se em 15 de julho com 1.631 inscritos. Segundo as entidades, a maior parte dos participantes vieram da região Sudeste, com 924 registros; seguida pela região Sul, com 300 inscrições; pelo Nordeste, com 239 cadastros; e das regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com 84 projetos inscritos. 

Entre as iniciativas inscritas, está um programa de monitoramento criado pela Prefeitura de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que tem como público-alvo pacientes com doenças crônicas. A iniciativa saiu do papel graças a um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde que mapeou esses doentes. Entre os objetivos está a diminuição da exposição de pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, entre outras enfermidades, ao novo coronavírus. 

Por meio do projeto, equipes da saúde da família da capital mineira verificam como estão esses pacientes e também realizam atendimento pela internet. O gerente de Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Fabiano Gonçalves, afirma que mesmo nos casos em que há a recomendação de comparecimento às unidades de saúde, os pacientes são orientados se devem ir ou não, para evitar o contágio da Covid-19. 

“Quando se decide que um paciente precisa ir a uma unidade de saúde, é possível fazer um encaminhamento responsável, marcar um horário, pedir que ele tome todos os cuidados necessários. Mas, em alguns casos, não é necessária a ida de algumas pessoas ao hospital e realizamos a consulta por meio digital”, disse o superintendente.

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Ceará

Outro projeto inscrito vem do município de Crato, no Ceará, e foi desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri (URC).  Residentes de cursos da área de saúde da instituição mapearam as famílias em vulnerabilidade social e também os moradores com comorbidades. Após esse mapeamento, os pesquisadores classificaram as famílias de acordo com o risco de contágio do novo coronavírus. 

O projeto, que é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Crato, tem como principal objetivo prevenir eventuais infecções pela Covid-19 e, caso esses contágios venham a ocorrer, os profissionais do programa orientam as famílias sobre os cuidados que devem ser tomados. 

O coordenador do programa de residência multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri, Francisco Elizaldo, afirma que “a atenção primária tem papel fundamental para diminuir a curva de transmissão da Covid-19”. Segundo ele, o projeto é capaz de impedir eventuais complicações em pacientes com a doença e um alastramento ainda maior. 

“Estamos fazendo um trabalho preventivo para evitar a infecção dessas pessoas pela Covid-19 e, caso venham a adoecer, que se realize o isolamento social o mais rápido possível.”

Edital

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, todos os trabalhos recebidos pela entidade, e que atendem o que é proposto no edital do prêmio, vão ser mencionados em uma publicação científica da entidade. Os autores dos três melhores projetos vão ser contemplados com uma viagem de estudos para conhecerem alguma iniciativa que promova à atenção básica à saúde. 

Contudo, a realização da viagem está condicionada a como às restrições de deslocamento que ainda poderão estar em vigor no futuro. O Ministério da Saúde e a Opas não divulgaram a data do prêmio. 

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25/07/2020 00:00h

Uso da tecnologia tem ajudado profissionais de saúde nos cuidados a pacientes com doenças crônicas

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Com o auxílio de um programa de inteligência artificial que complementa o atendimento a pacientes com doenças crônicas, o município de Penedo (AL) registra poucos casos da Covid-19. Até a última sexta-feira (24), a cidade contabilizava 466 confirmações e 9 óbitos em decorrência da doença, segundo a Secretaria de Saúde de Alagoas

Os gestores do município atribuem a baixa incidência do novo coronavírus a um programa de computador criado pela empresa público-privada PGS Medical, que estabelece estratégias a profissionais de saúde em relação aos cuidados que pessoas com doenças crônicas devem receber. Entre os exemplos dessas doenças estão a diabetes, hipertensão e obesidade.

Por meio da ferramenta, esses pacientes são monitorados a distância, ganham atendimento domiciliar, recebem medicamentos de rotina em casa, são orientados a realizar determinados exames, entre outros serviços. 

Os doentes crônicos integram o grupo de risco do novo coronavírus. Batizado de Programa Redenção, o projeto de atendimento multiprofissional a esses pacientes teve início em novembro do ano passado, antes da pandemia. Segundo o secretário de Saúde de Penedo, Marcos Beltrão, com o surgimento da Covid-19, o programa se mostrou ainda mais necessário. Ele afirma que as pessoas atendidas pelo projeto podem ser beneficiadas caso venham a ser diagnosticadas com o novo coronavírus. 

“Com os atendimentos regulares que já vêm ocorrendo antes mesmo da pandemia, há uma possibilidade muito menor do agravamento do novo coronavírus, até porque os pacientes têm contato frequente com uma equipe multiprofissional de saúde.”

Mais de dois mil pacientes são atendidos pelo programa, de acordo com a Prefeitura de Penedo. Todos os doentes crônicos são elegíveis para integrar o atendimento multiprofissional, independentemente da idade. Beltrão afirma que a ferramenta de inteligência artificial foi criada com o objetivo de orientar os profissionais de saúde em qualquer complicação que o paciente possa apresentar, o que inclui os sintomas do novo coronavírus. 

“Mas, num contexto geral, a gestão de saúde teve que fazer uma reestruturação de toda a rede, tanto a de atendimento como a de urgência e emergência”, disse o titular da pasta. 

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Gestão

Desde quando foi implementado em Penedo, o programa proporcionou uma redução significativa no número de internações, segundo o presidente da PGS Medical, Wagner Marques. “O resultado do programa constou na redução de 90% do número de atendimentos de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Em seis trimestres também ocorreu a redução de 62% no número de internações.”

Incidência

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Alagoas, o índice de incidência da Covid-19, em Penedo, é de 690 casos para cada 100 mil habitantes. No estado essa taxa é de três mil casos para cada 100 mil pessoas e, em todo o país, o índice é 1.027,7, segundo o Ministério da Saúde. Em todo o estado de Alagoas, já foram registrados 53.713 casos do novo coronavírus e 1.471 óbitos.

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