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Economia
24/05/2022 04:44h

Segunda parcela será depositada nesta terça-feira (24). Os recursos vieram do segundo leilão de barris de petróleo excedentes da chamada cessão onerosa e podem ser aplicados nas áreas da educação, saúde e infraestrutura

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Alagoas recebe, nesta terça-feira (24), cerca de R$ 13,5 milhões do governo federal pela arrecadação com o segundo leilão de excedentes da cessão onerosa. Os municípios alagoanos, por sua vez, partilham quase R$ 4,5 milhões. 

Esta é a segunda parcela que a União repassa aos entes da federação em menos de uma semana. Na última sexta-feira (20), Alagoas embolsou quase R$ 60 milhões com a primeira transferência, totalizando cerca de R$ 73,5 milhões. Já as prefeituras do estado receberam quase R$ 38 milhões que, somados à parcela que cai nesta terça, atingem cerca de R$ 42,5 milhões.

Na avaliação do conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Carlos Eduardo de Oliveira Jr. os recursos vão ajudar governos estaduais e municipais a disponibilizarem melhores serviços para a população, sobretudo em áreas mais relevantes para a sociedade. 

“Esse recurso deve ser aplicado necessariamente nos setores da Educação, Saúde e Infraestrutura. Os entes vão receber os valores para realizar investimentos junto à população. É claro que, sendo um ano eleitoral, os estados vão priorizar obras em que podem se tornar mais reconhecidos”, considera Oliveira Jr.

Estados e municípios recebem R$ 7,67 bi do governo por arrecadação com leilão do pré-sal

Extração

Os recursos foram resultantes do leilão dos volumes excedentes de petróleo dos campos de Sépia e Atapu, que ficam na Bacia de Santos, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em dezembro do ano passado. Apenas com os bônus de assinatura do leilão, o governo arrecadou R$ 11,1 bi, dos quais R$ 7,67 bi estão sendo transferidos para estados e municípios. Em contrapartida, as empresas que arremataram os dois blocos deverão investir cerca de R$ 204 bilhões. 

Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, acredita que a transferência vai ajudar os governos estaduais e municipais a oferecerem melhores serviços para a população. 

“Os recursos serão repassados aos 26 estados, Distrito Federal e todos os 5.569 municípios do Brasil e podem ser investidos na educação, saúde e obras de infraestrutura. Esse repasse foi possível graças à atração de capitais privados realizada pelo Governo Federal por meio dos nossos leilões. Os recursos serão revertidos diretamente para o bem-estar da nossa população”, afirmou. 

Repasses

Embora os R$ 7,67 bi que estados e municípios recebem até terça-feira sejam relativos à arrecadação do Governo Federal com a segunda rodada da chamada cessão onerosa (entenda mais abaixo), os repasses ocorrem em dias diferentes. A primeira parcela, de R$ 3,67 bi é relativa ao repasse regular, previsto na Lei Complementar 13.885/2019, que estabelece os critérios de distribuição dos valores. A segunda, que totaliza R$ 4 bi, é um adicional definido pela Lei Complementar 176/2020

Distribuição do repasse normal: 

Estados - R$ 1,67 bi;
Municípios - R$ 1,67 bi;
Rio de Janeiro - R$ 334,2 mi.

Partilha da transferência adicional:

Estados - R$ 3 bi;
Municípios - R$ 1 bi. 

O que é cessão onerosa? 

A cessão onerosa é o regime de contratação direta — sem licitação — em que a União cedeu à Petrobras o direito de pesquisar e explorar as reservas de petróleo e gás natural em áreas do pré-sal. O acordo, previsto pela Lei 12.276/2010, deu à empresa o direito de extrair até cinco bilhões de barris de petróleo no pré-sal. 

Técnicos da própria Petrobras identificaram que o volume de barris nas áreas da cessão onerosa era maior do que o esperado. Pela legislação, o excedente da cessão onerosa pode ser leiloado sob o regime de partilha. 

Em 2019, a ANP promoveu a Primeira Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa. Nesse leilão, que o governo considera o maior já feito no mundo, a União arrecadou quase R$ 70 bi. Desse total, R$ 11,73 bi foram transferidos para estados e municípios. 

Com os dois leilões, o Governo Federal arrecadou mais de R$ 81 bi, dos quais R$ 19,4 foram para os entes da federação. Segundo a Presidência da República, os oito leilões de petróleo e gás natural realizados no governo Bolsonaro garantiram investimentos de mais de R$ 800 bilhões e arrecadação superior a R$ 1 trilhão ao longo de 30 anos. Há expectativa de criação de mais de 500 mil empregos.

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19/08/2021 03:00h

Instituição também faz apelo por novos voluntários para doação de medula óssea no estado

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Com estoques sanguíneos de tipagens negativas praticamente escassos, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) precisa urgentemente que novos candidatos à doação de sangue se apresentem ao local para melhorar o banco de sangue. Com o objetivo de mobilizar a população alagoana, o Hemoal conta com o Hemocentro Coordenador, localizado em Maceió e, também, com uma estrutura descentralizada.

Alagoas tem duas Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs): em Coruripe, no Hospital Carvalho Beltrão e no Hospital Veredas, em Maceió. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue, o Hemoal indica que os voluntários devem procurar a UCT mais próxima. 

O órgão também faz um apelo por mais doadores de medula óssea que, além do hemocentro em Maceió, podem procurar o Hemocentro Regional de Arapiraca para fazer o cadastro. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Segundo Camila Cansanção, assistente social do Hemoal, os municípios atuam frequentemente na doação de sangue a fim de manter o estoque bem abastecido para auxiliar pacientes que precisam de transfusão. “Além de solicitarem coletas externas, os moradores se reúnem em grupo e vão até o Hemoal ou Arapiraca para a coleta”, garante.

Atendimento regional

O hemocentro localizado em Arapiraca, no agreste alagoano, atende, sobretudo, a nove municípios. Entre eles, São Sebastião, Feira Grande, Craíbas e Lagoa da Canoa. A unidade fica na Rua Desportista Ernesto Alves Siqueira, número 49, Centro.  O telefone para contato é o (82) 3521- 4934.

Quem mora em Anadia, Boca da Mata, Coruripe, Jequiá da Praia, Junqueiro, Roteiro ou em um dos outros três municípios que fazem parte da microrregião de São Miguel dos Campos, pode procurar a Unidade de Coleta do Hospital Carvalho Beltrão  em Coruripe, que fica em Comendador Tércio Wanderley, sem número, cujo telefone é (82) 3273- 1183.Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Atitude nobre

O fiscal de aviação, Diego Rodney Neves, 28 anos, doou medula óssea e conta que a experiência foi única. “Foi inenarrável pelo fato de ser concedida uma nova oportunidade para quem precisa. É uma nova chance de vida, uma possibilidade tão difícil e remota de acontecer e você se sente  agraciado por poder salvar a vida de alguém”, relembra o morador de Maceió. 

Além da medula, Diego também doa sangue desde os 18 anos. Seguindo o mesmo gesto de solidariedade, o empresário Henrique Correia, 44 anos, que mora do bairro Pilar, em Alagoas, doa sangue há mais de cinco anos. “Esse é um ato de doar vida e, além disso, estou me cadastrando para ser doador de medula óssea também”, conta ele. 

Doação de Sangue

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.”

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo:

 

Laboratório 

Inaptidão para doação de sangue

Coronavac

48 horas

AstraZeneca/Oxford/Fiocruz

7 dias

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer

7 dias

Janssen-Cilag

7 dias

Gamaleya National Center

7 dias

Fonte: Ministério da Saúde

Como doar sangue

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano, com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

O Ministério da Saúde ressalta que quem foi infectado pelo coronavírus também pode doar. Só é preciso aguardar 30 dias após completa recuperação da Covid-19, apresentando o RT-PCR negativo e a ausência de sintomas. Já os vacinados com a CoronaVac devem esperar 48 horas. O tempo de espera para outras vacinas é de sete dias. O tempo vai depender da marca do imunizante.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea no estado de Alagoas acesse  cidadao.saude.al.gov.br.

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Educação
22/06/2020 01:00h

Biblioteca foi inaugurada em Santana do Mundaú, na Zona da Mata, e contará com acervo de 4,5 mil obras e dez computadores com internet

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Os estudantes de Santana de Mundaú terão um motivo a mais para voltar às aulas após o período de isolamento social. Isso porque o município da Zona da Mata ganhou do Serviço Social da Indústria (SESI) uma unidade da Indústria do Conhecimento, espaço que vai abrigar um acervo de livros, CDs e DVDs, além de dez computadores com internet.

Segundo a diretora de Educação e Tecnologia SESI/SENAI-AL, Cristina Suruagy, “essa entrega será um marco significativo no retorno às aulas, após o período de isolamento causado pela pandemia de covid-19.”

Cristina lembra que o estado já conta com 50 Indústrias do Conhecimento, sendo duas localizadas em Maceió e uma em um presídio. “Isso envolve um acervo de 4,5 mil livros e novos computadores que a comunidade pode usar de maneira estruturada, tanto para a indústria quanto para a escola daquele local”, esclarece. A expectativa é de que mais duas unidades sejam entregues ainda este ano.

A iniciativa nacional é uma parceria com estados e municípios, que cedem os imóveis para que sejam implantadas as bibliotecas. “Após inaugurada, o SESI assume a supervisão pedagógica da unidade, monitorando o funcionamento, capacitando os instrutores do município, disponibilizando cursos em formatos digitais e certificando esses cursos”, acrescenta a diretora. Em contrapartida, os municípios são responsáveis pela manutenção e conservação do espaço e dos equipamentos.

A Indústria do Conhecimento atenderá não somente estudantes, mas os quase 11 mil moradores de Santana de Mundaú. Cristina Suruagy avisa que o espaço poderá ser usado também para cursos de capacitação voltados para a comunidade. “Isso amplia as possibilidades de uso do local”, reforça.

A estudante do 9º ano da Escola Pequeno Príncipe Ionally da Silva comemora a instalação da biblioteca. “Alguns alunos não têm acesso à internet. E isso é importante para a cidade, porque, além de alunos, muitas pessoas podem ter acesso à leitura e a uma forma mais avançada de conhecimento”, vibra.

Ionally acredita que muitos jovens do município poderão melhorar a forma de estudar. “Além de livros, teremos computadores. Assim, teremos mais opções de estudo e formas diferentes de aprendizagem”, completa a estudante.

Entre os critérios para receber uma Indústria do Conhecimento, o município precisa ter o próprio terreno, ser próximo a uma escola e ter uma localização visível (como uma praça pública) para facilitar o acesso de todos.
 

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Saúde
12/03/2020 11:49h

São eles: Senador Rui Palmeira, Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Igaci, Maribondo, Taquarana, Craíbas, Coité do Nóia, Carneiros, São Sebastião e Arapiraca.

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Em Alagoas, 11 municípios apresentam alto risco para surto de dengue. São eles: Senador Rui Palmeira, Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Igaci, Maribondo, Taquarana, Craíbas, Coité do Nóia, Carneiros, São Sebastião e Arapiraca. Os dados são da Secretaria estadual de Saúde. 

Ao todo, Alagoas notificou 117 casos de dengue, até a quarta semana de janeiro deste ano, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Uma das preocupações, em 2020, é para a circulação do sorotipo 2 da dengue. Por isso, o Gerente de Vigilância e Controle de doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Diego Pereira, pede que a população ajude os agentes de endemias no combate ao Aedes Aegypti:

“A gente precisa que a população abra as portas e deixe que os agentes de endemia entrem nas casas e realizem trabalho de forma efetiva para minimizar impactos.”

Arte: Ítalo Novais/ Sabrine Cruz

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que 12 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue. 

Coordenador-Geral de Vigilância em Arbovirose, do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
 

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Saúde
07/11/2019 15:30h

Febre e dores intensas nas juntas. Esses são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável por transmitir dengue e zika.

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Febre e dores intensas nas juntas. Esses são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável por transmitir dengue e zika. Foi o que sentiram os quatro funcionários do Pereira Auto Motos, localizado no centro de Major Isidoro. Um deles foi o Rodrigo Lima, de 33 anos. O balconista teve chikungunya há quatro anos e conta que ficou “muito debilitado”. Precisou se ausentar do trabalho durante a recuperação. 

“Senti dores nas articulações, febre, tontura e fiquei com o corpo vermelho também. Tinha que ficar deitado, de repouso. Não conseguia andar muito bem.”

O tempo passou e a situação do município continua a preocupar autoridades de saúde locais. Isso porque, desde 2013, Major Isidoro está em situação de risco de surto das três enfermidades, como mostra o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O cenário é o mesmo no município vizinho, Taquarana, localizado a 85 km.  

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado de Alagoas, este ano, registrou aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – das três doenças transmitidas pelo mosquito, comparando com o mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%.

A superintendente de vigilância em saúde de Alagoas, Cristina Rocha, explica que a preocupação é ainda maior com os casos de dengue. Em 2019, já foram mais seis mil casos suspeitos em todo o estado. Cristina também sugere ações que podem ser feitas para eliminar o mosquito.

“É importante que a gente saiba de todas as mazelas que um mosquitinho pode trazer. A gente tem a chikungunya, que é uma doença que incapacita. Tem a questão da zika, que foi uma epidemia. Mas o que mais nos atormenta, anualmente, é a dengue. É preciso estar atento aos sinais e sintomas para não deixar que se espalhe. Depois que a transmissão se instala, tem muito pouco o que fazer. Temos que combater a origem – o ovo e larva –, limpando possíveis criadouros dentro das nossas casas e ficar atentos ao acúmulo de lixo nos arredores.”

Como os sintomas das três doenças são muito similares no início: febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náusea, manchas vermelhas no corpo, é importante procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. É o que recomenta a diretora de vigilância em saúde. 

“Os sintomas são muito parecidos. Se orienta buscar uma Unidade Básica de Saúde. Esses sintomas são cuidados, inicialmente, na UBS. Nas unidades de referência, nos hospitais de infectologia, só devem ir os casos mais graves. Então, se você tem essa sintomatologia, que é comum das chamadas viroses, é buscar o atendimento na unidade básica e cuidar da hidratação.”

Fique atento e não deixe água parada. A recomendação é tirar um dia da semana para fiscalizar e eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa, como garrafas, vasos de flores, caixas d’água e baldes.
Lembre-se de que o combate começa por você. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
 

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Saúde
06/08/2019 17:46h

O leite materno é rico em nutrientes que a criança precisa para crescer saudável, além de oferecer vantagens emocionais, sociais, ambientais e econômicas.

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A primeira semana de agosto é comemorada mundialmente por campanhas e ações voltadas para a importância do aleitamento materno. As discussões sobre o tema são consideradas fundamentais para a saúde de mães e crianças por todo o mundo.  Para se ter uma ideia, um estudo publicado pela revista The Lancet mostrou que as mortes de 823 mil crianças e de 20 mil mães em 75 países de baixa e média renda poderiam ter sido evitadas a cada ano com a ampliação da amamentação. 

Quem sabe muito bem disso é Carolina Marcarenha, que há oito meses realizou o sonho da maternidade e deu à luz à pequena Helena. Durante a gravidez, a assessora de judiciário de Alagoas já se preparou e começou a incluir a família nas discussões sobre amamentação. Para Helena, a amamentação é um ato de resistência, paciência e fortalecimento de vínculo entre a mãe e o bebê. Ela acredita que o vínculo criado neste momento também envolve o amparo familiar e social.  

“Meu marido me levava no Banco de Leite sempre que eu precisava.  Eu quase fiz morada no Banco de Leite. Meu marido aprendeu a fazer as massagens para evitar empedramento, minha mãe também, e meu marido aprendeu a fazer ordenha manual. Eles basicamente seguraram a minha mão nesse começo.”

Para Alessandra Viana, coordenadora da Saúde da Criança e do Aleitamento Materno de Alagoas, a inclusão da família é fundamental no processo de aleitamento. Alessandra explica que o momento da amamentação não deve ser de responsabilidade apenas da mulher.

“A gente sempre responsabiliza a mulher por esse ato, mas se o pai não estiver junto, se o pai não ajudar, se os dois não se revezarem na questão do descanso, na ajuda com o bebê, há possibilidades de problemas no processo da alimentação do bebê”. 

O leite materno é rico em nutrientes que a criança precisa para crescer saudável, além de oferecer vantagens emocionais, sociais, ambientais e econômicas. O apoio de toda a sociedade nesse processo também é fundamental para que se crie um ambiente em que as mulheres se sintam seguras e confortáveis, assim como Carolina se sentiu. 

Sabrine Cruz

“Eu fui em um restaurante um dia desses e a minha bebê estava mamando, e aí quando vieram me servir, a moça cortou bem picadinha a pizza, porque ela viu que eu estava amamentando e eu não precisei nem ter trabalho, sabe? Então as pessoas precisam ter mais empatia e saber que é um papel de todo mundo. Quando você está amamentando e alguém te oferece um copo de água, essa pessoa está amamentando junto. Todo mundo que ajuda, de certa forma amamenta também.”

Por isso, é importante que todas as mulheres que são mães tenham uma rede de apoio dentro e fora de casa. São os amigos, profissionais da saúde, sociedade e família que também fazem parte nesse primeiro momento de vida do bebê. Estimule todas as mulheres que você conhece para amamentarem seus filhos.  Amamentação. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/.
 

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Tempo
27/05/2019 17:00h

Umidade relativa do ar fica entre 30% e 95%

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O tempo seco predomina na região Nordeste, nesta quarta-feira (29). Essa condição impede a formação de nuvens de chuva em quase todas as áreas. Chove de forma passageira no litoral da Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. O tempo fica mais instável apenas no litoral de Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
A temperatura mínima na região vai ser de 17ºC e a máxima de 35ºC. Já a umidade relativa do ar fica entre 30% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET.

 

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Brasil 61