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LOC.: As negociações entre Brasil e Estados Unidos para reverter as sobretaxas de 50% seguem sem avanços. O governo brasileiro admitiu que as conversas foram pouco produtivas e busca alternativas para tentar retomar o diálogo com Washington. Enquanto isso, empresas exportadoras já sentem os efeitos do chamado tarifaço, especialmente as de menor porte.
Segundo o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait, a sobrevivência das pequenas empresas está em risco imediato.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
"Isso pode causar um desemprego porque muitas dessas empregos não vão sobreviver porque aí é busca por mercado, a pequena não tem condição de buscar o mercado alternativo da noite para o dia. Então o primeiro impacto para as pequenas é a sobrevivência e o segundo vai ser uma diminuição radical na empregabilidade das pessoas que estiverem trabalhando nessas empresas.”
LOC.: Em Santa Catarina, a Fisher Sucos, de Fraiburgo, já está com cargas paradas no Porto de Santos. Mais de 80% da produção da empresa tem como destino os Estados Unidos. O gerente industrial da companhia, Sílvio José Gmach, alerta para o risco de paralisação das atividades.
TEC/SONORA: Sílvio José Gmach, gerente industrial da Fisher Sucos
“É um risco de paralisação das operações de suspensão da atividade dos funcionários dos prestadores de serviço todas as pessoas enfim que estão envolvidas na cadeia. Esse é o pior cenário, paralisar as operações. Uma operação que está desde 98 a quase 30 anos seria uma catástrofe ter que paralisar as operações.”
LOC.: O governo brasileiro avalia medidas de apoio, mas para empresas e entidades do setor produtivo a única saída viável é uma solução diplomática que reduza as tarifas e devolva competitividade às exportações nacionais.
Reportagem, Livia Braz