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LOC.: O estudo sobre avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, aponta que um dos pilares da legislação é o incentivo à regionalização da prestação dos serviços. A medida busca formar blocos com os municípios para viabilizar projetos. Segundo o levantamento, a ação não avançou de maneira uniforme entre os estados brasileiros, com as regiões Norte e Nordeste com maiores dificuldades para atrair investidores.
O diagnóstico é de que nas duas regiões a baixa atratividade econômica dificulta a captação de investimentos privados.
O levantamento aponta que dos 26 estados passíveis de passar pelo processo de regionalização, apenas dois – sendo Minas Gerais e Rio de Janeiro – apresentaram regionalização parcial.
Em contrapartida, Amapá, Mato Grosso do Sul e parte do Rio de Janeiro passaram por processos de licitação recentes que já contemplavam a estruturação de blocos regionalizados de prestação dos serviços de saneamento.
O intuito da regionalização é viabilizar a operação de municípios em conjunto, com vistas a alcançar a meta de universalização do saneamento. A medida não é obrigatória, porém é considerada relevante para atingir o atendimento de serviços de água e esgoto a todos os brasileiros.
Pelo estudo, cerca de sete milhões de brasileiros vivem em 363 municípios com serviços básicos irregulares.
A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, destaca a importância dos municípios buscarem a regionalização.
TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil
“Nesses locais, é necessário que se busque a regionalização para que haja união de municípios e a elaboração da modelagem de um projeto. Caso não haja capacidade econômica financeira de captação dos recursos por meio de financiamentos, faz-se necessário buscar parcerias público-privadas. É importante que em cada município seja estudada a situação, mas que uma das premissas do marco legal é a regionalização, que é que pode ser um dos caminhos a serem seguidos."
LOC.: Pelo estudo, ainda que a maioria dos estados já disponha de leis aprovadas e que contemplem os municípios dentro da prestação regionalizada, ainda há pendência na operacionalização destes blocos.
Segundo o estudo, operacionalizar os blocos regionais implica em desafios significativos devido à coexistência de diferentes prestadores de serviços e à necessidade de alinhar os interesses de múltiplos municípios. Entre as principais dificuldades, estão divergências de interesses entre os municípios, dificuldade na definição de estratégias e metas comuns, conflitos de interesse, entre outras.
Em relação aos desafios de ordem econômica, a dificuldade está na captação de investimentos e na sustentabilidade econômica dos blocos regionais.
Reportagem, Bianca Mingote