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LOC 1: Você já conhece o AgroAmigo? É um programa de microcrédito rural destinado a agricultores familiares com renda anual de até 50 mil reais. Com esse financiamento, pequenos produtores podem comprar insumos, equipamentos, máquinas, e até fazer reformas e benfeitorias para melhorar as condições de produção da família. É uma oportunidade para investir no seu negócio e gerar renda com mais qualidade de vida. A melhor parte desse crédito são as condições: juros de 0,5 por cento ao ano, prazo de até 36 meses e desconto de até 40 por cento para quem paga em dia. Quer saber mais? Todo agricultor que acessa o AgroAmigo tem orientação de um agente de crédito, que pode ir até a comunidade ou à propriedade do solicitante para fazer o atendimento. O AgroAmigo já é um nome bem conhecido no Nordeste, e agora, com a iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, vai alcançar também as regiões Norte e Centro-Oeste. Será disponibilizado até 1 bilhão de reais em crédito para beneficiar mais de 100 mil famílias agricultoras. Quer saber como acessar esse programa e ter mais informações? Vem comigo que nós vamos tirar todas as dúvidas com o Secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares. Secretário, qual é o diferencial dessa iniciativa de microcrédito rural?
TEC./SONORA: Secretário Eduardo Tavares
"Olha, historicamente, os fundos constitucionais funcionavam muito, principalmente nas regiões norte e nordeste, em grandes projetos, o agro consolidado. E é a primeira vez que realmente a gente está focando com muita força esse direcionamento dos recursos, essa garantia de que os recursos cheguem no agricultor familiar, no pequeno agricultor, no ribeirinho, no quilombola, no extrativista, graças a essa diretriz do presidente Lula e uma visão muito integradora do ministro Valdez, que está coordenando essa mudança, junto com os demais ministérios, para a gente destinar, esse ano, um bilhão para a agricultura familiar nas duas regiões"
LOC 2: E por que foi escolhido o nome AgroAmigo?
TEC./SONORA: Secretário Eduardo Tavares
"A gente teve um diálogo muito importante com os ministros Paulo Teixeira, do MDA, ministro Carlos Fávaro, do Mapa, todo o ecossistema do governo federal que trabalha com essa agenda do financiamento da agricultura familiar, então o Plano Safra, o Pronaf, E tivemos, na verdade, a ideia de reconhecer a experiência fantástica que a gente tem no Nordeste. O Banco do Nordeste tem uma das maiores carteiras de microcrédito do planeta._E, com isso, a gente pensou de que forma a gente poderia comunicar, de forma simples, para esse agricultor familiar que está na ponta, como que a gente pode levar essa oportunidade de crédito para a agricultura familiar. Com toda essa articulação aí do governo federal, a gente trabalhou, então, em um piloto de 300 milhões de reais, 150 milhões para o Norte, 150 milhões para o Centro-Oeste, sempre tendo como referência essa boa experiência no Nordeste. E agora, em 2025, a gente prossegue ampliando os valores, ou seja, é um bilhão de reais para esse microcrédito para a agricultura familiar que a gente está chamando aí em homenagem ao BNB, a esse trabalho de agroamigo, para que a gente possa alcançar, então, 500 milhões para o Centro-Oeste e 500 milhões para a Amazônia Legal e cada vez mais ampliando aí essas oportunidades para quem vive no campo, para quem vive aí da agricultura familiar nessas duas regiões"
LOC 3: Que valores podem ser solicitados nessa linha de crédito?
TEC./SONORA: Secretário Eduardo Tavares
"É muito importante que o agroamigo, essa linha de crédito aí do Pronaf B com fundos constitucionais, ele trabalha com limites diferenciados de acordo com o perfil. Então, o padrão é 12 mil reais. A gente tem, então, 15 mil reais para mulheres, um valor maior aí para as lideranças femininas, para a mulher agricultora familiar e 8 mil para jovens. CORTAR Então, no total, CONTINUAR DAQUI e aí os jovens com idades de 18 a 29 anos. Então, na soma, a gente pode ter para uma unidade familiar até 35 mil reais para financiar o agricultor familiar"
LOC 4: Como que o governo federal vai garantir que o AgroAmigo chegue às pessoas que mais precisam?
TEC./SONORA: Secretário Eduardo Tavares
"É importante destacar que tudo começa com o cadastro da agricultura familiar, que é coordenado aí pelo MDA. A partir daí, então, o agricultor passa a ser enxergado pelas políticas públicas do governo federal. E aí, a partir daí, há vários caminhos. No Nordeste, a gente tem o BNB. No Centro-Oeste, a gente tem o Banco do Brasil como banco administrador e a parceria com a Caixa. E na Amazônia, a gente tem, então, o Banco da Amazônia como banco administrador e a Caixa também como parceira. Então, cada banco tem a sua estratégia de atuação. CORTAR A gente tem aí, por exemplo, agências fluviais, várias estratégias, pessoal, por exemplo, agentes de crédito que vão com motos nos assentamentos. CONTINUAR DAQUI Mas vamos exemplificar. Por exemplo, no caso da Caixa, que atua aí nas regiões Norte e Centro-Oeste, o agricultor pode baixar o aplicativo Conquista Mais no celular, ele abre uma conta digital, então, e depois ele solicita pelo SAC, pelo Serviço de Atendimento ao Cliente, o atendimento de um agente de crédito credenciado pela Caixa. Esse profissional acompanha o processo todo, desde a elaboração da proposta de crédito até a liberação dos recursos, e pode ir às comunidades, às propriedades fazer esse atendimento. CORTAR Então, simplificando, muitas vezes aquele agricultor acabava tendo que gastar boa parte dos recursos do microcrédito para poder acessar o recurso. CONTINUAR DAQUI E aí, antes de assinar o contrato, esse cliente passa por algumas etapas importantes, como essa orientação inicial com o agente de finanças, elaboração da proposta de crédito, o apoio técnico para preencher e solicitar as documentações. Então, lembrando que há uma série de transversalidades.
O Ministério tem realizado mutirões de microcrédito mobilizando na transversalidade vários parceiros do governo, então o MDA que coordena o PRONAF, MAPA, CODEVASF, tem inclusive veículos que têm ajudado a gente a chegar nas comunidades ribeirinhas, nas comunidades extrativistas, nos assentamentos, para que a gente possa, então, ir até a ponta, levar essa orientação, emitir documentos, muitas vezes, inclusive muito em parceria com os governos dos estados, dos municípios, para que a gente possa garantir que esse agricultor tenha toda a documentação necessária para poder acessar o crédito.
LOC 5: Por último, explica as condições para acessar o AgroAmigo e como funciona o bônus de adimplência.
TEC./SONORA: Secretário Eduardo Tavares
"Quando a gente pensa nessa linha de crédito, no PRONAF, nesse programa da agricultura familiar, a principal preocupação do governo federal é garantir condições realmente justas e acessíveis, ou seja, muitas vezes é a primeira operação, é a preparação desse agricultor familiar para que ele possa evoluir, essa comunidade migrar para uma cooperativa, para uma associação e cada vez mais está escalando, ampliando a prosperidade, ampliando as oportunidades. Então, a gente está falando de agricultores familiares que muitas vezes nunca tiveram acesso a serviços bancários. Então, o Agroamigo, esse programa que a gente está trabalhando nessa transversalidade, oferece juros de apenas meio por cento ao ano, com prazo de até três anos para pagar, e o programa conta com esse bônus de adimplência que, basicamente, trocando em miúdos, em linguagem simples, é um desconto, um incentivo para quem paga em dia. Isso é muito importante, porque é importante que o agricultor familiar entenda que pagar em dia, pagar certo, é a garantia de que ele tenha um desconto e que ele possa continuar acessando mais nos próximos anos. Então, esse desconto pode chegar até 40% de acordo com a região, de acordo com a finalidade do crédito, e ele incide sobre o valor total da dívida. Então, por exemplo, se o agricultor contratar, por exemplo, R$ 12 mil e cumprir o pagamento certinho no prazo, ele pode acabar pagando aproximadamente R$ 7.200. Então tem um desconto aí, se ele pagar em dia, renova o crédito e pega mais para poder cada vez mais, no primeiro ano está fazendo manejo dessa, e no segundo está, por exemplo, trabalhando com a cadeia do pescado, do mel, enfim, gerando oportunidade. A gente entende que essa é a forma do pequeno agricultor poder ser incentivado, renovar o contrato de microcrédito e cada vez mais está ampliando essas operações. O bônus então, ele pode oscilar entre 25% a 40%, a região Centro-Oeste, por exemplo, o teto é 25%, mas na região da Amazônia, por exemplo, em algumas regiões do Nordeste, a gente pode chegar até 40% de desconto."
LOC 6: Muito obrigada por trazer mais detalhes sobre o AgroAmigo, Secretário Eduardo. E obrigada a você por ter acompanhado essa conversa com a gente! O AgroAmigo é o microcrédito para fortalecer quem alimenta o Brasil. Para saber mais, acesse: mdr. gov. br . Reportagem, Giulia Luchetta.