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LOC.: A população total atendida pelos serviços de tratamento do esgoto caiu de 117,3 milhões para 112,8 milhões de habitantes entre 2021 e 2022. Os dados são da última pesquisa do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, que usa como referência o ano de 2022. Os números, para o diretor executivo da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon Sindcon), Percy Soares Neto, mostra que o Brasil ainda patina em ações que objetivam as metas estabelecidas no marco do saneamento. Um dos gargalos, segundo ele, é como o setor estará inserido na reforma tributária.
TEC./SONORA: Percy Soares, diretor executivo, Abcon
“Esse é um desafio que vai seguramente movimentar bastante o primeiro semestre de 2024 e é um tema que para o setor e para os investimentos em saneamento é extremamente relevante”
LOC.: Integrante da Comissão de Meio Ambiente do Senado e autor do plano de trabalho para a avaliação da Política Nacional de Saneamento Básico, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) reconhece que a lei traz avanços.
TEC./SONORA: Confúcio Moura, senador
“Ela é a salvação de principalmente da região norte e o nordeste brasileiro, que são assim os estados, as regiões mais desequilibradas no quesito saneamento básico, onde padece de uma desigualdade brutal. Então isso é indispensável”
LOC.: De acordo com o SNIS, as ligações de esgoto aumentaram de trinta e seis milhões e quatrocentas mil em 2021 para trinta e sete milhões e meio em 2022. Elas são responsáveis por conectar as tubulações de pias, tanques, vasos sanitários e ralos internos à rede pública, de modo a evitar que o esgoto corra a céu aberto e seja levado para as estações de tratamento. Entretanto, o número ainda é considerado baixo por especialistas para que o país atinja as metas de universalização até 2033.
Reportagem, Lívia Azevedo