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LOC 1: O relatório da Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC do Pix foi concluída pelo senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas. O texto prevê autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central e inclui dispositivo constitucional para assegurar que o Pix permaneça gratuito para pessoas físicas, com gestão exclusiva do Banco Central.
Segundo o senador, a medida busca proteger o sistema de futuras taxações e ingerências externas.
TEC./SONORA: Senador Plínio Valério (PSDB-AM)
“Hoje o brasileiro não vive sem o PIX, são 180 milhões de PIX por dia e são apenas 32 pessoas cuidando do PIX. Não pode ser taxado, é exclusivo do Banco Central, o Banco Central não pode transferir essa responsabilidade para outros. Então a gente tentou blindar com inserções internas, que seriam taxação, e externas.”
LOC 2: Criado em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos rompeu barreiras de acesso a serviços financeiros e permitiu que pequenos empreendedores, trabalhadores informais e beneficiários de programas sociais tivessem mais autonomia econômica.
De acordo com o Banco Central, o Pix já é utilizado por mais de 188 milhões de pessoas e possibilitou que 71,5 milhões de brasileiros passassem a ter acesso a serviços bancários. Entre 2019 e 2023, os pagamentos em dinheiro vivo caíram 36%.
A proposta começou a ser analisada, em 2023, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ. Segundo o senador Plínio, a PEC deve ser votada na CCJ no dia 20 de agosto.
TEC./SONORA: Senador Plínio Valério (PSDB-AM)
“Quase dois anos comigo, idas e vindas. O senador Otto Alencar, presidente da CCJ, me disse que coloca na pauta sem falta. Eu penso que no voto vai dar dessa vez. Porque o líder do PT no Senado, o senador Rogério Carvalho, apresentou uma emenda muito boa mesmo, do perímetro regulatório, que permite o banco também a fazer inserções em tempo de crise nas entidades privadas. E eu estou satisfeito com o resultado.”
LOC 3: Além da blindagem ao Pix, o relatório prevê limites para o crescimento das despesas do Banco Central e preserva os direitos dos atuais servidores e aposentados.
Com informações do Senado Federal, reportagem, Deborah Souza.