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LOC.: O Simples Nacional, sistema que unificou tributos e facilitou a vida de milhões de empreendedores, nasceu da ideia de dar voz e fôlego às micro e pequenas empresas — que por décadas ficaram fora das políticas públicas.
O projeto foi liderado por Guilherme Afif Domingos, considerado o ‘pai do Simpes’, e acabou incorporado à Constituição de 1988. Desde então, o Simples se tornou uma das políticas mais bem-sucedidas do país, reunindo mais de VINTE E TRÊS MILHÕES de empresas, responsáveis por mais da metade dos empregos formais do Brasil.
Mas o regime, que já foi símbolo de avanço, enfrenta agora um novo desafio: os limites de faturamento estão congelados desde 2018.
Entidades do setor, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, defendem uma correção de 83%, acompanhando a inflação acumulada. Com isso, o teto do MEI passaria de OITENTA E UM MIL para CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL E NOVECENTOS REAIS; o da microempresa, de TREZENTOS E SESSENTA MIL para OITOCENTOS E SESSENTA E NOVE MIL REAIS; e o da empresa de pequeno porte, de QUATRO MILHÕES E OITOCENTOS MIL para OITO MILHÕES E SEISCENTOS E NOVENTA MIL REAIS.
Segundo cálculos do setor, a medida poderia gerar MAIS DE OITOCENTOS E SESSENTA MIL empregos e movimentar mais de OITENTA BILHÕES DE REAIS na economia.
O tema foi debatido em audiência pública na Câmara dos Deputados, quando lideranças empresariais e parlamentares cobraram urgência na atualização.
Durante o debate, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, classificou a correção como uma questão de justiça tributária.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios.”
LOC.: Para Guilherme Afif Domingos, o sistema precisa ser defendido permanentemente. Ele alerta que a reforma tributária em discussão no Congresso pode aumentar a carga sobre o comércio e o setor de serviços — justamente os que mais geram empregos.
Afif Domingos reforça que a união das entidades empresariais é fundamental para garantir que o Simples continue funcionando como instrumento de inclusão produtiva.
TEC/SONORA: Guilherme Afif Domingos, presidente emérito da CACB]
“Todos têm que estar concentrados no Congresso Nacional para fazer valer a sua posição. Vai ter sempre uma oposição da Receita, que vai pedir o veto do que for aprovado. Mas o preço da liberdade é a eterna vigilância.”
LOC.: Mais de quarenta anos depois do início dessa luta, Guilherme Afif segue na linha de frente defendendo o mesmo ideal: dar dignidade, voz e oportunidade a quem começa pequeno — mas sonha grande.