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LOC.: De 2015 a junho de 2025, mais de 60% dos projetos de lei estaduais e distritais apresentados buscaram ampliar direitos de pessoas trans. No período, 30 textos foram aprovados – sendo que VINTE E UMA propostas aumentam garantias e nove restringem. Os dados compõem um levantamento inédito da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
A pesquisa aponta que os projetos favoráveis aos direitos LGBTQIA+ focam em segurança, uso do nome social e emprego. Já os textos contrários concentram dispositivos relacionados às áreas de educação, esportes e saúde.
O estudo mostra que 2023 marcou o pico de PLs estaduais aresentados relacionados a transgêneros com mais de duzentas propostas protocoladas naquela ano.
Em relação às propostas favoráveis às pessoas trans que se tornaram leis estaduais, Pernambuco é o estado que se destaca, com quatro projetos de lei. Em seguida aparecem Acre e Maranhão, ambos com três.
Por exemplo, em Pernambuco, foi aprovado o projeto que Institui a Política Estadual de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+.
Das 18 propostas que punem atos transfóbicos,cinco foram apresentadas antes de 2019, ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou a LGBTfobia. Outras 13 foram apresentadas a partir de 2019.
Segundo a pesquisa da Nexus, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro concentram 42% das propostas relacionadas a direitos trans apresentadas nas assembleias legislativas no período analisado. Em 3º lugar, está Pernambuco.
Em contrapartida, Tocantins e Rondônia são os estados onde o tema é menor recorrente, com apenas um registro cada.
Os nove PLs que resultaram em lei restritivas aos direitos dos transgêneros se concentram em estados do Norte e Nordeste. Apenas no Amazonas foram três, no Maranhão e em Alagoas foram dois cada um.
A pesquisa aponta que as medidas restringem atividades escolares, estabelecem o sexo biológico como critério para partidas esportivas, proíbem o uso de bloqueadores hormonais e de banheiros unisex.
O levantamento da Nexus foi feito a partir da busca dos termos “transgênero”, “transexual”, “transexuais”, “gênero” e “sexo” em todos sites das assembleias legislativas dos estados brasileiros e na Câmara Legislativa do Distrito Federal e da análise desses resultados – e incluem propostas apresentadas desde 2015.
Reportagem, Bianca Mingote, narração, Marquezan Araújo