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LOC.: A modernização do Seguro Rural no Brasil pode ser votada nesta semana na Câmara dos Deputados. Essa é, pelo menos, a expectativa da diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária.
A proposta, no entanto, não está na pauta publicada pela Secretaria Geral da Mesa nesta segunda-feira. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da bancada, afirmou que vai conversar pessoalmente com o presidente da Casa, o deputado Hugo Motta, do Republicanos-PB, para incluir o item e realizar a votação ainda nesta terça-feira. Um requerimento de urgência, que acelera a tramitação, foi aprovado no início do mês.
De autoria da senadora Tereza Cristina, do Progressista sul-mato-grossense, a matéria traz alterações em três legislações vigentes que envolvem o Seguro Rural. Na Câmara, um novo texto está sendo construído sobre o que chegou do Senado, com sugestões de entidades do setor já consensuadas. A intenção é que as novidades se limitem à redação do texto, para evitar mudanças de mérito, o que acarretaria em nova análise pelo Senado Federal.
Um dos pontos centrais do projeto é blindar o orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o PSR, contra bloqueios e contingenciamentos por falta de dinheiro em caixa do governo federal.
No entanto, há o temor que esse trecho justifique um questionamento jurídico por criar um novo gasto não previsto no orçamento anual. Por isso, os deputados analisam um ajuste na redação para colocar a despesa do PSR na mesma classificação de outras políticas agrícolas, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária, o Proagro.
Em 2025, o Seguro Rural teve o pior desempenho em área segurada desde 2015. Foram 3,2 milhões de hectares segurados, pouco mais de 3% da área plantada no Brasil, segundo dados do Ministério da Agricultura. Do 1 bilhão e 60 milhões de reais aprovado para o PSR no ano passado, cerca de 495 milhões de reais foram contingenciados, 47% do total.
Reportagem, Álvaro Couto.