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LOC .: O debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 4x3 ganha força no Congresso Nacional, por meio da PEC 8/25. Para empresas de pequeno porte, a mudança pode gerar impactos significativos, como explica a empresária Karen Guerreiro, à frente da Só Mesas Só Cadeiras, que fabrica móveis para bares e restaurantes em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo.
A empresária Karen reforça que mudanças desse porte exigem análise criteriosa, especialmente para empresas menores.
TEC/SONORA: Karen Guerreiro, empresária
“Qualquer redução na carga horária semanal ou necessidade de reestruturação de turnos comprometeria o fluxo da nossa produção, aumentaria custos e geraria atraso nas entregas, afetando a competitividade no mercado e inviabilizando o aumento de um segundo turno.”
LOC.: Além das empresas, o impacto econômico da medida também preocupa especialistas. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais aponta que a redução da jornada sem ganhos de produtividade poderia comprometer até 16% do PIB, com queda de cerca de TRÊS TRILHÕES DE REAIS no faturamento dos setores produtivos.
O levantamento indica ainda risco de perda de até 18 milhões de empregos, aumento da informalidade e ameaça à competitividade do Brasil frente a países com jornadas mais extensas e custos mais baixos.
A CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que representa mais de DUAS MIL E TREZENTAS associações comerciais no país, reforça que mudanças estruturais dessa magnitude exigem amplo diálogo e medidas de compensação, para que a valorização do trabalhador não comprometa a sustentabilidade financeira das empresas.
O deputado Luiz Gastão, relator da subcomissão que discute a PEC 8/25, detalha os próximos passos do Congresso.
TEC/SONORA: deputado Luiz Gastão (PSD-CE)
“Serão convidados representantes dos empresários, dos trabalhadores e da sociedade civil. A ideia é que, nesse primeiro momento, possamos ouvir os diversos pontos de vista: onde temos problemas, onde não temos e quais são as alternativas disponíveis. Assim, por meio dessas escutas, começaremos a elaborar um relatório para reorganizar melhor não só a discussão sobre o fim da escala 6x1, mas também as alternativas para a jornada de trabalho."
LOC.: Segundo Luiz Gastão, a primeira audiência pública para discutir a PEC que prevê a redução da jornada de trabalho será em São Paulo, no dia 30 de setembro, e deverá reunir representantes do setor produtivo, trabalhadores e sociedade civil.
Reportagem, Livia Braz