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LOC.: Puxado pelo encerramento de contratos nas lavouras de grande parte do país, o mês de dezembro fechou negativo com relação ao número de postos de trabalho no agronegócio: foram menos 88 mil vagas no último mês de 2023. Dados da Confederação Nacional de Municípios mostram que os desligamentos são atribuídos ao encerramento da maioria dos vínculos temporários neste período do ano. Mas apesar do mês ruim, os números de 2023 foram positivos. O ano passado fechou com a criação de 119 mil vagas no campo, o que corresponde a 8% das vagas totais geradas no país.
O economista César Bergo explica que essa sazonalidade faz parte da natureza do setor, já que quando acaba uma colheita, os contratos se encerram.
TEC/SONORA: economista César Bergo
“Quando a cidade é maior esse trabalhador acaba sendo absorvido pelo comércio. O que observamos nesses números é que os municípios menores acabaram sofrendo mais, porque não tem como aproveitar essa mão de obra que sai do campo.”
LOC.: Reforçando os números positivos do ano de 2023, o município de Lençóis Paulista, com 75 mil habitantes, gerou mais de 2.500 postos de trabalho no ano passado, em diversas áreas. O secretário de desenvolvimento Econômico Paulo Cesar Ferrari atribui à logística e às políticas públicas o sucesso na geração de empregos.
TEC/SONORA: Paulo Cesar Ferrari, secretário de desenvolvimento Econômico
“Aqui nós temos as rodovias, ferrovias e estamos na beira do Tietê, o que nos permite fazer o transporte através da hidrovia também. A cidade de Lençóis sempre teve muito cuidado com as políticas públicas, uma cidade de 75 mil habitantes onde temos 100% de saneamento básico e luzes LED.”
LOC.: Para 2024, o economista César Bergo cita infraestrutura, crise internacional dos fertilizantes e o clima como os principais desafios do país na produção agrícola. Por outro lado, ele acredita que a política e os planos de governo devem ser favoráveis para a agricultura nos próximos meses.
Reportagem, Livia Braz