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LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, que representa mais de DUAS MIL associações comerciais, encaminhou VINTE E CINCO sugestões para aprimorar a regulamentação da reforma tributária.
O documento foi enviado à Receita Federal e ao Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS. As sugestões abrangem temas comuns aos dois tributos, pontos específicos do IBS e medidas somente da CBS.
Entre as propostas comuns, a CACB sugere, por exemplo, que seja permitida às entidades sem fins lucrativos a emissão consolidada de documentos fiscais para contribuições associativas por período de apuração, em vez da emissão individualizada dos documentos, o que diminuiria a burocracia.
No caso do IBS, as propostas incluem a regulamentação do split payment, mecanismo que separa automaticamente a parcela dos tributos em uma transação, além de medidas voltadas às empresas do Simples Nacional, orientações para operações na Zona Franca de Manaus e ajustes nas regras de ressarcimento de créditos.
Em relação à CBS, uma das sugestões encaminhadas pela entidade é modificar a legislação. A proposta inclui dispositivos que determinam, de forma clara, o aproveitamento de créditos tributários e de crédito presumido sobre os estoques para empresas do Simples que optarem pelo regime híbrido.
Segundo o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman Cardoso, as sugestões buscam facilitar a adaptação ao novo sistema tributário.
TEC./SONORA: Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente jurídico da CACB
“A sugestão da CACB, dentre diversas outras, é que a postura das fiscalizações seja meramente orientativa no primeiro ano de instituição dos novos tributos. Ou seja, em 2027, quando será cobrada a CBS, a fiscalização, tanto da Receita Federal do Brasil, quanto do Comitê Gestor que envolve estados e municípios, seja orientativa, contribuindo, inclusive, com os princípios, trazidos pela reforma, da simplicidade, da cooperação. Que todo setor produtivo possa se compatibilizar com as novas regras devidamente orientado pelas fiscalizações.”
LOC.: O IBS e a CBS compõem o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA-Dual, criados pela Reforma Tributária sobre o Consumo. Eles já estão sendo destacados desde 1º de janeiro de 2026, mas ainda em período de testes, em substituição a dois impostos federais, um estadual e outro municipal.
Outro ponto que ainda depende de definição é o Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Parlamentares demonstram preocupação com os impactos da reforma para os empreendedores. A deputada federal Rosana Valle, do PL de São Paulo, afirma que ainda faltam esclarecimentos sobre o novo sistema.
TEC./SONORA: Rosana Valle, deputada federal (PL-SP)
“As micro e pequenas empresas, que são as responsáveis pela maior parte dos empregos no nosso país, ainda enfrentam muitas dúvidas sobre os impactos dessas novas regras e também sobre os custos de adaptação durante esse período de transição. Quem empreende precisa de previsibilidade e não de mais incerteza que foi o que a reforma tributária acabou trazendo.”
LOC.: A regulamentação da reforma tributária está definida na Lei Complementar aprovada no ano passado, mas as alíquotas, no entanto, dependem do envio de uma proposta pelo governo e aprovação pelo Congresso.
Reportagem, Álvaro Couto.