Imagem: Brasil 61
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‘BLOQUEADOS DO FPM’: 26 municípios estão impedidos de receber valores neste 2° decêndio de março

A maioria dos entes bloqueados está localizada na Região Nordeste, que concentra 13 cidades nessa condição; repasses estão previstos para esta sexta-feira (20)

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A segunda parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será paga pela União nesta sexta-feira (20). No entanto, nem todas as cidades estão habilitadas a receber o repasse.

De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), até a terça-feira (17), 26 municípios estavam impedidos de receber essa transferência.

A maioria dos entes bloqueados está localizada na Região Nordeste, que concentra 13 cidades nessa condição. Entre elas estão Messias (AL), Mulungu (CE), Guimarães (MA) e Seridó (PB).

Entre os estados, o destaque é o Rio de Janeiro, com quatro municípios impossibilitados de receber recursos do FPM: Resende, Rio das Flores, Seropédica e Silva Jardim.

Confira a lista completa dos municípios bloqueados:

  1. Messias (AL)
  2. Coração de Maria (BA)
  3. Manoel Vitorino (BA)
  4. Ubatã (BA)
  5. Mulungu (CE)
  6. Guarapari (ES)
  7. Anicuns (GO)
  8. Bacabeira (MA)
  9. Guimarães (MA)
  10. Igarapé Grande (MA)
  11. Alfenas (MG)
  12. Nova Lima (MG)
  13. Cacimbas (PB)
  14. Juarez Távora (PB)
  15. Seridó (PB)
  16. São Braz do Piauí (PI)
  17. Resende (RJ)
  18. Rio das Flores (RJ)
  19. Seropédica (RJ)
  20. Silva Jardim (RJ)
  21. Jaguarão (RS)
  22. Pelotas (RS)
  23. São Francisco de Paula (RS)
  24. Brusque (SC)
  25. Santo Amaro da Imperatriz (SC)
  26. Pacatuba (SE)

Vale destacar que os bloqueios são temporários. Assim que os municípios regularizam as pendências, os repasses do FPM são retomados, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

O especialista em orçamento público Cesar Lima orienta os gestores locais a regularizarem a situação o quanto antes, para garantir o recebimento desses valores.

“Eles [os municípios] têm que, inicialmente, saber o motivo do bloqueio, que pode ser pendências previdenciárias, por não honrar dívidas das quais a União é fiadora, por assim dizer, ou mesmo por não ter entregue um dos relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, como o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, o Relatório de Gestão Fiscal e os comprovantes de aplicação dos mínimos constitucionais em saúde e educação”, destaca.

FPM: motivos dos bloqueios

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes razões, como a ausência de pagamento da contribuição ao Pasep, dívidas com o INSS, débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou falta de prestação de contas no SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde).

VEJA MAIS:

O Siafi, sistema que consolida informações orçamentárias e financeiras da União, registra essas pendências e impede o recebimento de transferências até que o município regularize sua situação.

FPM: segundo decêndio de março

Ao todo, os municípios partilharão R$ 1,3 bilhão neste segundo decêndio. No mesmo período do ano passado, o repasse foi de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

 

 

Neste ciclo, os municípios do estado de São Paulo receberão cerca de R$ 169 milhões. Na outra ponta, os municípios de Roraima receberão o menor montante, de aproximadamente R$ 1 milhão.


 

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LOC.: A União paga nesta sexta-feira, dia 20, a segunda parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. No entanto, nem todas as cidades vão receber o recurso.

De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, até a terça-feira, dia 17, VINTE E SEIS municípios estavam impedidos de receber o repasse por conta de pendências administrativas.

A maior parte dessas cidades está no Nordeste, que concentra TREZE municípios bloqueados. Entre eles estão Messias, em Alagoas; Mulungu, no Ceará; Guimarães, no Maranhão; e Seridó, na Paraíba.

Já o estado do Rio de Janeiro tem o maior número de municípios nessa situação. São QUATRO ao todo: Resende, Rio das Flores, Seropédica e Silva Jardim.

Os bloqueios são temporários e acontecem quando as prefeituras não cumprem exigências legais ou fiscais. Entre os principais motivos estão dívidas com o INSS, falta de pagamento do Pasep, débitos inscritos na dívida ativa e ausência de prestação de contas em sistemas federais.

O especialista em orçamento público Cesar Lima orienta que os gestores busquem regularizar a situação o quanto antes.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Eles [os municípios] têm que, inicialmente, saber o motivo do bloqueio, que pode ser pendências previdenciárias, por não honrar dívidas das quais a União é fiadora, ou mesmo por não ter entregue relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, como o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal.”
 


LOC.: Ao todo, serão distribuídos cerca de UM BILHÃO E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS neste segundo decêndio. O valor é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os municípios de São Paulo vão receber a maior fatia, cerca de CENTO E SESSENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS. Já Roraima terá o menor valor, com aproximadamente UM MILHÃO.

Assim que as pendências forem regularizadas, os repasses são retomados normalmente, garantindo recursos importantes para áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Reportagem, Marquezan Araújo