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LOC.: VINTE E DOIS municípios brasileiros estão impedidos de receber valores do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Essa suspensão se manterá até que as prefeituras regularizem as pendências, que podem ser legais, fiscais ou previdenciárias. O próximo repasse do Fundo está previsto para esta segunda-feira, dia 20, quando a União transfere a parcela referente ao segundo decêndio de outubro.
A maioria desses municípios está localizada na Região Nordeste do país, com destaque para a Paraíba, que conta com cinco cidades bloqueadas. A lista, atualizada no último dia 15 de outubro, também é formada por entes situados no Sudeste, como no Espírito Santo e Minas Gerais; e no Norte, como no Pará.
Entre os municípios bloqueados estão União dos Palmares, em Alagoas; Casa Nova, na Bahia; Campos Sales, no Ceará; Serra, no Espírito Santo; Alfenas, em Minas Gerais; Prainha, no Pará; Campina Grande, Paraíba; Nazaré do Piauí; Bom Sucesso, do Paraná; Canguaretama, no Rio Grande do Norte e Japaratuba, em Sergipe.
Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o bloqueio do FPM tem grande impacto nas finanças municipais, por isso é importante que os problemas sejam identificados e depois sanados.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“O primeiro passo é identificar onde ocorreu a falha e tentar sanar para que os valores sejam desbloqueados. Eles [os municípios] têm que, primeiramente, identificar qual o motivo do bloqueio, ou seja, saber se são débitos previdenciários, se é a ausência de pagamento do PASEP, se é inscrição na dívida ativa da União, se é falha na prestação de conta dos mínimos condicionais de saúde e educação, se é a falta de pagamento de dívidas cuja União tenha dado garantia, ou mesmo a ausência de entrega dos relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.”
LOC.: Vale destacar que os bloqueios são temporários. Diante disso, logo que os municípios resolvem as pendências, os repasses do FPM são retomados, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Reportagem, Marquezan Araújo