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LOC.: A Bahia possui 20 municípios considerados prioritários para o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci 2. O projeto tem como objetivo prevenir, reprimir e controlar a criminalidade nos 163 municípios brasileiros que concentram 50% das mortes violentas intencionais. Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Camamu, Candeias, Dias d'Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista estão nesse recorte.
O presidente do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Cássio Thyone, explica que o planejamento e execução de políticas públicas de segurança são essenciais para a redução da criminalidade.
TEC./SONORA: Cássio Thyone, presidente do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
“Quando você trabalha em cima de evidências, em cima de dados, você consegue direcionar melhor os seus recursos e executar ações que vão impactar diretamente na violência.”
LOC.: No primeiro semestre deste ano, a Bahia registrou 2.523 vítimas de mortes violentas intencionais, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do estado. A categoria engloba vítimas de ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, mortes decorrentes de intervenção policial e vitimização policial.
O advogado especialista em segurança pública Berlinque Cantelmo aponta que a Bahia ocupa o 2° lugar no ranking de brasileiro dos estados com maior índice de homicídios, de crimes isolados contra a vida, por 100 mil habitantes.
TEC./SONORA: Berlinque Cantelmo, advogado especialista em segurança pública
“É necessário montarmos um esforço de compreensão para entender que investimento em segurança pública, inclusive através do PRONASCI, deve ser efetivado com estudo anterior sobre quais são os gargalos efetivos na repressão qualificada e também nas atividades de prevenção.”
LOC.: De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2022 o país registrou cerca de 23 mortes por 100 mil habitantes. Sobre as vítimas, 76,9% são negras, 50,2% possuem entre 12 e 29 anos e 91,4% são do sexo masculino.
Reportagem, Sophia Stein