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LOC.: Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam que, apenas no ano passado, SEISCENTOS E VINTE E SETE casos agudos de Doença de Chagas foram registrados no Brasil. Desses, 97% foram na Região Norte, com 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Segundo a pasta, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país. Para fortalecer as medidas de vigilância e controle da doença, a pasta destinou quase R$ 12 milhões para ações em CENTO E CONQUENTA E CINCO municípios prioritários, abrangendo 17 estados.
Entre as UFs contempladas estão a Bahia, com oito municípios prioritários contemplados, e o Pará, com 35 cidades. Entre as cidades estão Novo Horizonte e Tremendal, na Bahia, Ananindeua, Igarapé-Miri e Santarém, no Pará.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou ao Brasil 61, em nota, que as medidas sanitárias desenvolvidas para vigilância e controle da Doença de Chagas no estado estão estruturadas de forma integrada e contemplam ações de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência e educação em saúde.
Entre as principais ações estão o monitoramento contínuo dos casos, identificação, captura e monitoramento de vetores da doença.
Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) atua, desde 2024, conforme o Plano Estadual de Enfrentamento da Doença de Chagas, com ações de vigilância ativa, fiscalização de alimentos, especialmente o açaí, educação em saúde e apoio técnico sobre boas práticas de manipulação.
O consumo de alimentos contaminados pelo protozoário causador da doença acende um alerta para o perigo da transmissão oral da doença de Chagas. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto.
Para evitar a transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável, como orienta o médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva.
TEC./SONORA: Roberto Saraiva, pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar o seu alimento de quem prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas. Através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí.”
LOC.: No processamento do açaí, o Pará adota a técnica do branqueamento – tratamento térmico eficaz, segundo a Sespa, para eliminar o protozoário causador da doença de Chagas e garantir a segurança do consumo.
Na Bahia, a Sesab, por meio da Vigilância Sanitária estadual, atua de forma articulada com os municípios, com a oferta de suporte técnico, orientações e alinhamento às legislações sanitárias vigentes.
A lista completa de municípios contemplados com repasses para reforçar as ações de vigilância e controle da Doença de Chagas, além dos respectivos valores, pode ser acessada em Brasil61.com ou por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025.
Reportagem, Bianca Mingote