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Em meio a discussões para combater as mudanças climáticas a nível global na COP30, em Belém do Pará, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lançou uma consulta pública que reforça o papel do Brasil como liderança em transição energética.
A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial, a ENDI, alça a sustentabilidade como força motriz do desenvolvimento econômico em setores estratégicos da produção industrial a partir de 4 eixos: pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação profissional; insumos descarbonizantes; estímulo à demanda por produtos de baixo carbono; e financiamento e incentivos.
O programa compõe uma série de esforços que o governo federal anunciou nos últimos anos com a promessa de fortalecer a indústria do país tendo em vista a demanda global por processos de baixo carbono, ao mesmo tempo que amplia a competitividade e gera novas oportunidades de emprego.
Na solenidade de lançamento, realizada no último dia 17, no Pavilhão Brasil, na Zona Verde da conferência, esteve presente o vice-presidente e chefe do MDIC. Geraldo Alckmin, afirmou ser necessário aproveitar a posição estratégica do país para modernizar e alinhar a produção industrial às metas climáticas estabelecidas até 2050.
“Entre as grandes economias do mundo, e o Brasil é a décima maior economia, ninguém tem 85% de energia renovável, eólica, solar, hidrelétrica. E quando começou lá atrás eólica e solar, pouca gente achava que era viável do ponto de vista factível economicamente. Hoje a mais barata R$140 o MW hora, energia nuclear é R$600 o MW. A mais barata é a eólica e solar. O meio ambiente, a sustentabilidade ajuda a economia.”
A Confederação Nacional da Indústria é parceira técnica da iniciativa e representou o segmento industrial no ato de assinatura da carta de engajamento. Os setores energointensivos, aqueles que utilizam muita energia, foram convocados para contribuir com o levantamento e com a consolidação da estratégia. Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, afirmou que a iniciativa chega para unificar políticas públicas e viabilizar investimentos para a renovação da matriz energética industrial brasileira.
“A ENDI ela vem para consolidar um entendimento de várias políticas públicas, entre elas a Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, né? O Plano de Transição Energética, o Plano Clima. Ou seja, a ENDI vai proporcionar o como fazer isso e por isso ela desenvolve alguns eixos entre eles a parte de tecnologia e inovação, a parte de mercado, a parte de insumos verdes e, claro, também todo o alicerce que vai tocar todas essas temáticas que é o próprio financiamento sustentável.”
A ENDI contempla setores estratégicos, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e articula ações voltadas à inovação, eficiência e criação de mercados de produtos de baixo carbono. A consulta pública está disponível na Plataforma Brasil Participativo até 17 de janeiro de 2026.
Reportagem, Álvaro Couto.