Foto: Augusto Coelho/CNI
Foto: Augusto Coelho/CNI

Aberta consulta pública para descarbonização da indústria brasileira

Parceria entre CNI e MDIC busca modernizar parque industrial nacional e atingir metas climáticas

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Em meio às discussões globais sobre combate às mudanças climáticas na COP 30, em Belém (PA), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou uma consulta pública que reforça a posição do Brasil como liderança em transição energética. A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI) propõe colocar a sustentabilidade no centro do desenvolvimento econômico de setores estratégicos da indústria, estruturada em quatro eixos:

●    pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação profissional;
●    insumos descarbonizantes;
●    estímulo à demanda por produtos de baixo carbono;
●    financiamento e incentivos.

A iniciativa integra o conjunto de políticas que o governo federal vem anunciando para fortalecer a indústria brasileira diante da crescente demanda internacional por processos produtivos de baixo carbono – ao mesmo tempo em que busca ampliar a competitividade e gerar empregos.

O lançamento da consulta pública ocorreu na segunda-feira (17), na Zona Verde da COP30. Presente à solenidade, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que o Brasil precisa aproveitar sua posição estratégica para modernizar a produção industrial e alinhá-la às metas climáticas para 2050. 

“Entre as grandes economias do mundo, ninguém tem 85% de energia renovável — eólica, solar, hidrelétrica — como o Brasil. Quando eólica e solar começaram lá atrás, poucos acreditavam que eram viáveis. Hoje são as fontes mais baratas. O meio ambiente, a sustentabilidade, ajudam a economia”, afirmou.

Parceria técnica

A elaboração da estratégia conta com parceria técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representou o setor industrial na assinatura da carta de engajamento. A entidade também mobilizou setores energointensivos para contribuir com o processo.

“A ENDI consolida diretrizes presentes em diversas políticas públicas — como a Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, o Plano de Transição Energética e o Plano Clima. Ela aponta o ‘como fazer’, com eixos que tratam de tecnologia e inovação, mercado, insumos verdes e o alicerce que sustenta tudo isso: o financiamento sustentável”, explicou Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

Consulta pública

A estratégia envolve setores como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e reúne ações voltadas à inovação, eficiência produtiva e criação de mercados para produtos de baixo carbono.

A consulta pública está aberta na Plataforma Brasil Participativo até 17 de janeiro de 2026.

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Em meio a discussões para combater as mudanças climáticas a nível global na COP30, em Belém do Pará, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lançou uma consulta pública que reforça o papel do Brasil como liderança em transição energética. 

A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial, a ENDI, alça a sustentabilidade como força motriz do desenvolvimento econômico em setores estratégicos da produção industrial a partir de 4 eixos:  pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação profissional; insumos descarbonizantes; estímulo à demanda por produtos de baixo carbono; e financiamento e incentivos.

O programa compõe uma série de esforços que o governo federal anunciou nos últimos anos com a promessa de fortalecer a indústria do país tendo em vista a demanda global por processos de baixo carbono, ao mesmo tempo que amplia a competitividade e gera novas oportunidades de emprego.

Na solenidade de lançamento, realizada no último dia 17, no Pavilhão Brasil, na Zona Verde da conferência, esteve presente o vice-presidente e chefe do MDIC. Geraldo Alckmin, afirmou ser necessário aproveitar a posição estratégica do país para modernizar e alinhar a produção industrial às metas climáticas estabelecidas até 2050.
 

“Entre as grandes economias do mundo, e o Brasil é a décima maior economia, ninguém tem 85% de energia renovável, eólica, solar, hidrelétrica. E quando começou lá atrás eólica e solar, pouca gente achava que era viável do ponto de vista factível economicamente. Hoje a mais barata R$140 o MW hora, energia nuclear é R$600 o MW. A mais barata é a eólica e solar. O meio ambiente, a sustentabilidade ajuda a economia.”


A Confederação Nacional da Indústria é parceira técnica da iniciativa e representou o segmento industrial no ato de assinatura da carta de engajamento. Os setores energointensivos, aqueles que utilizam muita energia, foram convocados para contribuir com o levantamento e com a consolidação da estratégia. Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, afirmou que a iniciativa chega para unificar políticas públicas e viabilizar investimentos para a renovação da matriz energética industrial brasileira.

“A ENDI ela vem para consolidar um entendimento de várias políticas públicas, entre elas a Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, né? O Plano de Transição Energética, o Plano Clima. Ou seja, a ENDI vai proporcionar o como fazer isso e por isso ela desenvolve alguns eixos entre eles a parte de tecnologia e inovação, a parte de mercado, a parte de insumos verdes e, claro, também todo o alicerce que vai tocar todas essas temáticas que é o próprio financiamento sustentável.”
 


A ENDI contempla setores estratégicos, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e articula ações voltadas à inovação, eficiência e criação de mercados de produtos de baixo carbono. A consulta pública está disponível na Plataforma Brasil Participativo até 17 de janeiro de 2026.

Reportagem, Álvaro Couto.